Alguém já sentiu saudade do que não viveu? Hoje quando estava falando com você,
relembrando os poucos segundos que nossos olhares se cruzaram e que percebi que
eles diziam a mesma coisa um ao outro, me bateu uma saudade do beijo não dado,
do cheiro que não senti, do abraço que não dei. Conversando e descobrindo que
queríamos a mesma coisa e no mesmo momento, me fez pensar em porque não me
entrego mais aos momentos que desejo viver. Fico pensando em como teria sido.
Fantasio está deitada no sofá sobre o seu tórax enquanto assistíamos aquele
filme que hoje nem me recordo o nome. Acho que o carinho e o chamego de sua mão
em meu cabelo durante quase toda a madrugada, a sua voz suave tão perto do meu
corpo, tantas conversas e a frase "ei, não durma não" tornaram o
nosso único momento juntos, a sós, especial. Sei que foi a noite que nos
conhecemos pessoalmente, porque conversas em WhatsApp não chegam nem perto do
que é conversar pessoalmente. A timidez e a vergonha no início me fizeram
pensar que seria apenas uma noite qualquer na casa de um amigo. Mas o fato de
eu não conseguir dormir devido a mais uma crise alérgica com gripe até que me
trouxe um benefício. Ter você acordado comigo, contando histórias e jogando
conversa à fora a madrugada inteira até o nascer do sol. A possibilidade de
você ir me deixar em casa me fez ter esperança de que algo poderia acontecer,
mas rapidamente essa esperança acabou quando seu irmão disse que iria precisar
do carro e então ele me deixaria em casa. Mas apesar de tudo, acho que foi
melhor assim. Pelo menos naquele momento. Claro que tenho curiosidade e como
falei até saudade de algo que não vivi com você. Mas acho que pelas
circunstâncias do momento, foi melhor assim. E sei que ainda teremos
oportunidades pra vivermos outros tantos momentos que não tivemos tempo.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Um olhar forte e envolvente
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Um dia difícil
Aqui os dias não estão sendo fáceis.
Nada parecido com um mar de rosas. Viver sem uma rotina é ruim, mas não ter uma
rotina numa cidade que você não conhece ninguém é péssima. Hoje minha paciência foi testada
num nível que eu ainda não tinha atingido. Depois de dias sem TV, os caras
vieram instalar a antena. Ótimo, agora finalmente temos uma TV. Só que ela está
tirando onda com minha cara. Só pode. Agora que finalmente eu poderia deitar e
assistir ao que eu quisesse, ela resolve desligar a cada 3 ou 4 minutos. Mas não
tem problema, respira fundo e vamos levá-la a autorizada, basta pegar a nota
fiscal. Mas... Cadê a bosta da nota fiscal???? Guardo todos os meus papéis, então
também a guardei. Não seria imprudente a ponto de não guardar uma nota fiscal. Mas
dessa vez foi diferente. Procurei em todo canto até cansar e não a encontrei em lugar nenhum. Somado a isso tem
a internet que cai a cada 10 minutos, a luz do quarto que está queimada a uma
semana (o problema está na instalação e não apenas numa luz queimada) e além
disso, um vizinho sem noção que coloca um som ridículo nas alturas. Sinceramente só aqui mesmo neste
fim de mundo pra tudo isso acontecer simultaneamente. Minha cabeça parece que
vai explodir, meus olhos insistem em não segurar lágrimas, meu coração fica apertado.
É muito sentimento misturado. Saudade, medo, frustração, arrependimento, raiva
e uma vontade imensa de sair correndo e chegar em Natal. Amo essa cidade. Amo
demais os amigos que deixei. Amar machuca, ainda mais quando o amor é a
distância.
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domingo, 13 de setembro de 2015
Quem é esse Moço
Como prometido
irei falar e explicar um pouco sobre o meu Moço. Ele gosta de chamar as meninas
de moça, isso né fofo? Soa educado, gentil e na verdade é isso mesmo que ele é.
Um moço do século XXI, mas que mais parece ter nascido em 1800 e alguma coisa.
Não por sua aparência física, longe disso, mas sim por ser sempre tão cordial e
lindo. Estudou comigo durante toda a graduação e lembro bem o primeiro dia que
o vi na sala de aula. Chamou-me bastante atenção, não por seu porte físico, mas
pelo cabelo meio grande, metido a emo (foi a minha primeira impressão).
Com o passar do
tempo, (depois que ele cortou o cabelo, haha) percebi algumas das qualidades
dele e comecei a me aproximar, pela boa conversa e pelas viagens de um grupo
que formou-se já nos últimos meses do curso. E foi numa dessas viagens que
olhei diferente pra ele. Desejei que fôssemos mais que amigos, mais que colegas
de sala da aula ou de viagens. Mas sabia que eu jamais teria iniciativa.
Confidenciei tudo a minha grande amiga Senhora que sempre está presente em
todos os momentos e nesse não seria diferente, ela quis dá um toque pra ele,
disse que formaríamos um casal fofinho, mas como sempre ela guardou esse
segredo (já que a proibi de comentar qualquer coisa com ele). O que ele
pensaria se soubesse que eu estava querendo algo mais que amizade? Como
ficaríamos ou nos olharíamos depois se por acaso acontecesse algo entre a gente
numa dessas viagens? Por isso, aos poucos tirei esse pensamento da minha mente.
No entanto dias antes, na verdade exatamente DUAS semanas antes de viajar para
o Norte, a vida desejou me presentear e acabou acontecendo o que eu havia desejado
meses atrás.
Nos primeiros
dias o medo de “como vai ser o depois” e “como vou me apegar já sabendo que
irei para longe em breve” foram pensamentos que assolaram. Mas quando finalmente
deixei o medo de lado e decidi viver o momento intensamente sem me preocupar
com o depois, mesmo sabendo que ele chegaria e era o que eu menos queria
naquele momento e apesar da péssima cantada da primeira noite, o que vivemos
juntos foi mágico, intenso, especial e lindo. Sabe definir felicidade em dias?
Foi o que senti. Conhecer um pouco mais desse moço, ser roubada de casa durante
algumas noites, ouvir histórias e contar segredos, poder ter o melhor abraço
que já senti (sim esse moço é dono do melhor abraço do mundo, sorte daqueles
que podem senti-lo todo dia) e rir de coisas bobas, foi sim a melhor despedida
que eu poderia ter dessa cidade que me recebeu tão bem anos atrás. Vê-lo
chorando quando começamos a nos despedir na noite anterior a viagem, já que era
a nossa última noite juntos, me deu uma vontade imensa de jogar essa viagem pra
o ar, mas claro que eu não poderia fazer isso. O seu choro conseguiu dizer que
apesar do pouco tempo o que tivemos foi especial e que se despedir não seria
algo fácil. Na ida ao aeroporto, ao seu lado e na sua Kombi (ah ele é o moço da
Kombi) tentei durante todo o percurso guardar o seu cheiro na memória, o mesmo
cheiro que ficava em minhas roupas após uma ótima noite ao seu lado. Na
despedida final o que eu mais desejei foi levar comigo o seu abraço sincero,
acolhedor e intenso.
Hoje sinto
saudade das noites no térreo do seu condomínio, da Kombi, do beijo intenso, do
olhar sincero, dos carinhos e carícias, e da pegada surpreendente dele. Mas a
saudade não me deixa tão triste, pois sou feliz por tê-lo perto por Whatsapp ou
em algumas noites/madrugadas no Skype em que eu tento matar um pouco a saudade
do riso solto e desse olhar que eu adoro e que me fazem lembrar como é bom está
em sua companhia. Esse é o meu Moço. A quem gosto de contar como foi o meu dia,
que me faz rir mesmo com uma mensagem no Whatsapp e que sempre me faz muito
bem. Obrigada a vida pelo presente, a Natal por ter um potxiguar tão especial e
a você Moço por todos os momentos!
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