Mostrando postagens com marcador Momentos de Felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Momentos de Felicidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de janeiro de 2017

Um "amor" de verão

Há dias venho querendo organizar na mente tudo o que quero escrever sobre você e o momento que vivemos. Já até iniciei um outro texto, mas acabei apagando. A verdade é que depois dos intensos olhares trocados, dos beijos em meu rosto, dos abraços e da sua boca na minha, eu quis que isso durasse um pouco além de um final de semana. Mas como sempre, o destino me leva pra longe e não me deixou aproveitar um pouco mais a sua mão em minha perna quando estávamos andando de moto, ou escutar a tua voz meio grave tão perto do meu ouvido. Se eu dissesse que não fiquei apreensiva, culpada, ou com um sentimento de pesar em alguns momentos (Ainda que poucos) eu estaria mentindo mas, como já comentamos, isso era algo que tinha que acontecer (pelo menos na nossa concepção) porque foi algo que começou há muitos meses e que deveria ter acontecido. 
Disse para mim mesma que embora o teu beijo seja bom, o teu abraço viciante e a tua voz um charme, aquilo teria que acabar naquele momento. Mas quem é que pode mandar na mente e nos sentimentos de alguém? Haha. Eu mesma não consigo dominar os meus. Não estou dizendo que me apaixonei, não é isso...mas a questão é que eu gostei sabe?! E gostei de verdade. Aquela longa conversa que tivemos dias depois, pelo WhatsApp, me fez perceber o bem que eu quero a você. É algo que realmente não sei como surgiu, até porque nossa amizade começou a um pouco mais de um ano, alguns dias antes de minha partida para o Norte, mas isso não importa, o que interessa é que falar com você me faz bem. Ler suas mensagens e ouvir teus áudios me fazem sorrir. Depois dessa conversa eu quis falar horas e horas todos os dias com você, mas estou me contendo para que meus sentimentos não extrapolem e nem você entenda algo errado. Sei que estamos em momentos bem diferentes e é por isso que hoje eu desejo que você seja feliz com quem e onde está, e quem sabe se um dia eu não poderei fazer parte dessa felicidade de alguma forma, né?

Férias

Quando finalmente o dia da viagem chegou eu não acreditava e não cabia em mim de tanta felicidade! Mas sim, ele chegou! Entrei no avião e sabia que estava iniciando um dos meses mais esperados do ano (depois de janeiro, que foi quando fiz todo o processo seletivo da residência e de setembro que é meu mês predileto -aniversário hahaha). 
Nos dias que antecederam o dia 30/10 (dia de outubro) eu me cansei fisicamente e emocionalmente ao máximo! Mudei de apartamento, fiz plantões extras pra pagar o meu número a mais de dias de férias e já estava exausta da pressão e cobrança bestas dos supervisores. Mas enfim, eu estava indo ao meu primeiro destino das férias... Natal! Essa capital linda, com tamanho e correria do jeito que eu gosto (diferente das grandes capitais), que me recebeu tão bem há 6 anos e que me fez chorar por deixar pessoas tão amadas no dia que parti com destino ao Norte. Voltar a Natal foi algo melhor do que pensei. Revi e sai com meus amigos, visitei a minha faculdade (que foi minha casa durante quase 5 anos), fui as praias mais lindas (e sim, peguei um belo bronze! Até porque aquele amarelo em minha cor já tava feio há um tempinho), aproveitei cada hora do dia e deixei pra descansar no próximo destino! 
O segundo lugar que passei foi pra rever minha família, descansar um pouco (ou melhor, descansar MUITO) e claro, pra curtir e babar muito a sobrinha mais linda que eu já tive (aliás, a única que tenho ...kkkk, mas que é a mais linda do universo). Ver o desenvolvimento, como ela cresceu e poder brincar com esse ser humaninho tão pequeno, tão linda, tão séria e com sorriso mais lindo, foi de encher mais ainda meu coração de amor por ela. Nessa segunda parte do roteiro, aproveitei para conhecer a cidade que até então não conhecia, peguei o carro do meu irmão e (às vezes de alguns amigos dele) pra rodar a cidade (digo, o shopping principalmente) e sair um pouco, já que essa parte 2 das férias foi algo mais caseiro e família. Nessa parte eu consegui fazer a parte 2.5 que não estava programada, mas que foi de ir a minha antiga cidade (Iguatu), pra rever amigas e família do meu antigo pastor e pai na fé! Foi algo que não programei de certeza antes de iniciar as férias, mas também foi algo que deu muito certo!  
Nesse tempo, eu até marquei de encontrar com aquela pessoa que um dia fez meu coração ter taquicardia, que me olhava com um olhar que diziam palavras (e que passou do posto de amor, pra amigo) mas por falta de organização, ou melhor, o destino não quis que nos reencontrássemos agora, até porque a ferida (de um amor que não foi possível viver) fechou a tão pouco tempo, e ainda precisa cicatrizar completamente. Depois da parte 2.5 voltei a cidade d minha família e voei junto com minha mãe para parte 3 das férias para conhecer a loucura da grande São Paulo! 

Confesso que nunca tive vontade de ir, só por ouvir relatos do dia-a-dia e por ver reportagens na TV falando sobre toda a agitação que é essa cidade. Mas já estava devendo uma visita a umas tias e por isso resolvi cumprir logo! E que bom que fiz isso. Me surpreendi com a cidade. Não sei foi porque só fui a passeio e por ser apenas uma semana. Mas o fato é que eu gostei muito. Adorei a praticidade do transporte público de lá (metro e trem - exceto o preço das passagens, 3,80 - como assim? Que crise é essa nesse país?) pra não ter que passar tanto por ônibus, até porque me pego imaginando, se o trânsito de lá já é lento pela quantidade de pessoas que moram lá e tem transporte particular, imagine se não tivesse metro e trem (impossível mesmo!). O bom é que sai de lá quase uma paulista (não que algum dia isso tenha sido um desejo meu) já que consegui aprender como andar sozinha de metrô e trem (muito fácil!!! É só olhar os mapas nas estações hahaha) e porque conheci grande parte dos pontos turísticos clássicos da cidade: 25 de março (muita gente na rua e muita loja de
Bijus), Igreja e praça da Sé (que igreja linda!!!), bairro da Liberdade (me senti no Japão, com tanto japonês nas ruas), Mercado Público (adorei a forma de empilhar as frutas, fica muito mais organizado e bonito), avenida paulista (andei um monte a pé, só pra ver um monte de prédio, mas é tipo de tour paulista hahaha -conhecer a avenida mais famosa do país). Sem contar que fora essa parte turística, revi duas grandes amigas, minha família materna e meu primo querido cujo sobrenome é Valter - ele quem foi meu guia durante um dia inteiro, andando de um lado pra o outro da cidade! Muito obrigada primo). E gente, depois de tudo isso, Ainda consegui pegar um friozinho tão bom (12-14 graus), quase congelante pra quem tá acostumada a 35-48 graus kkkk. 

Depois da parte 3, o destino era a vida e a rotina real! E cá estou estou, depois de uma semana longe desse estado, me readaptando a essa rotina, a essa cultura e a minha nova casa (lembram que mudei uma semana antes das férias? Nem consegui curtir a casa hahaha). O sentimento hoje é de felicidade por um mês e uma semana cheia de alegrias, de reencontros, de abraços, de muita caminhada na rua pra conhecer lugares novos. E o desejo é este: que eu continue leve pra mais uma temporada de residência ate as próximas férias (é que elas sejam tão boas ou superem as deste ano) resta só saber quais os próximos destino.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Lembranças da época de Eafi

Alguns dias atrás estava tentando estudar e de repente o vizinho começou a ouvir essa música. Automaticamente o filme veio a minha mente. Os anos de 2008 a 2010. E junto com as lembranças a certeza de que foi a melhor experiência que tive em minha vida – até hoje.
Morei em um colégio interno enquanto cursava o ensino médio e um curso técnico (o qual não me serviu pra nada. Kkkk). Mas mesmo com um curso técnico que não me somou intelectualmente ou profissionalmente, a experiência, as lembranças e o crescimento que tive como pessoa fez todo o diferencial em minha vida. Cresci como pessoa, percebi que o mundo era bem mais que o conforto de minha casa e a segurança de meus pais. Criei amigos pra vida inteira. Lembro que no primeiro dia quando cheguei na residência feminina que carinhosamente chamávamos de casinha rosa (porque era a cor dela na época) fui conhecer o meu quarto que iria dividir com mais 9 meninas (5 beliches) e o refeitório que era comum as 50 internas – 50 meninas morando juntas 24 horas durante 3 anos (exceto alguns finais de semana em que íamos pra casa ou pra casa das outras) e na hora pensei que seria difícil aprender o percurso do quarto ate o refeitório, achei longe (coisa de gente matuta mesmo), quando na verdade era apenas uma reta – hahaha.
Quando me pego pensando nas experiências que tive, as viagens técnicas que fizemos, as aulas que eram manhã e tarde. O lugar que sempre sentava na sala. As aulas de geografia que eram com o melhor professor que já tivemos. O tio de português que era um amor em pessoa (sabe aqueles príncipes? Super educado), a professora Luzia de português que só sabia copiar no quadro e que sempre pensamos em roubar o papel (a cola dela) que ela trazia e copiava folhas e mais folhas no quadro – sem o papel ela não saberia dá aula haha. A tia Lucineide, a mulher mais linda que conheci (interiormente e exteriormente), o seu marido Professor de Metodologia conhecido como o coroa (sempre nos chamava: e aí coroa?), quem é que gosta dessa matéria gente? Mas ele conseguiu ministrá-la de um modo menos chato possível. Esse casal de professores é excepcional. Foram tantos professores que marcaram a história quem nem dá pra falar de todos.
Lembro das escalas pra limpar o refeitório, o lavabo, as escalas de geral da quarta a noite (em que tínhamos que limpar todo o alojamento), as escalas do quarto ( uma dupla por dia – uma pra o quarto e outra pra o banheiro). As vezes que nos escondíamos debaixo dos beliches para não irmos pra uma aula chata à tarde. Ou então quando íamos e em vez de subirmos as escadas pra irmos a aula ficávamos nas escadas conversando, fazendo chapinha, ou então íamos para casa de uma aluna externa que morava numa republica de estudantes só pra assistirmos a sessão da tarde. Os filmes de fim de semana que podíamos alugar (eram 3 e sempre tinha aquela briga pra escolher qual seria). A hora do repeteco (tinha fila pra repetir a comida), quando era lasanha, batata frita. Dormir na noite anterior já com a roupa de educação física pra dormir um pouco mais (quem iria tomar banho pra fazer educação física ne?). Lembro da mesa das Iraps (a mesa que sentamos no refeitório por 3 anos), das filas pra o banho, já que eram dois chuveiros e 10 meninas no mesmo quarto. Das noites que sentávamos nas beliches e começávamos a escrever nossos nomes com caneta e corretivo nas grades das camas pra deixarmos a nossa historia marcada de alguma forma. Lembro das noites que virávamos estudando e enquanto isso a Rafinha passava a noite elaborando a cola de história (que era um livrinho) e que no outro dia iria passar pela mão de todos da turma. Das noites que deixamos a janela da cozinha aberta, pra invadirmos na madrugada e comer alguma coisa gostosa que tivesse lá dentro (alegria quando tinha doce de leite ou leite condensado- haha). Ou quando íamos tarde da noite pra cozinha experimental fazermos vários pacotes de miojo (todo mundo juntava os seus miojos). Da “porcaria” nome da comida preferida pra matar a fome enquanto esperávamos a próxima refeição (feita com leite em pó, nescau, bolacha cream cracker quebradas em pedaços e água – tudo misturado num copo e cada uma com sua colher na mão pra atacar), parece gororoba, mas ficava muito bom – juro!. E quando faltava um ingrediente saíamos nos outros quartos  gritando perguntando quem tinha. E sempre tinha alguém, afinal nossos armários, apesar de terem um espaço pequeno, mas cabia: roupa, comida, material escolar, sapato e ainda a mini feira que cada uma trazia depois de um fim de semana em casa.  
E é por essas historias e tantas outras que abro um sorriso em meio as lágrimas de saudade, sabendo que vivi um dos melhores tempos de minha vida. Como sempre dizíamos lá é a Escola da vida. Na época que estudei na EAFI, hoje IFCE – Iguatu, fiz amizades pra vida inteira, convivi com pessoas que embora eu não tenha contato hoje devido a várias circunstâncias da vida, sei que quando reencontrá-las será o mesmo carinho e amor e sentaremos por horas pra saber uma da vida da outra. Amizade daquelas que não importa o tempo, ela sempre existirá. Agradeço demais a Deus e a vida por essa experiência e também agradeço por não ter tanta tecnologia naquela época. Não era a época dos conectados, do whatssapp. Era a época do Orkut e Msn, da Lan House. Ou seja, foi tempo que as pessoas conversam pessoalmente, riam, brincavam e aproveitavam o momento.
Sempre que escuto essa música penso na minha turma do ensino médio, afinal essa música marcou todas as turmas que saíam, que se despendiam depois de 3 anos de convivência diária. E hoje sei que essa musica é algo que eu sinto depois de tantas reviravoltas em minha vida.
Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou a um dia acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber
Que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso eu alguém, só penso em vocês
E ai então, estamos bem

Espero que possamos nos reencontrar pelas esquinas da vida. Afinal amigos são pra vida inteira, não importa o tempo que passar, certo? Um beijo enorme a quem tanto me ensinou e me fez bem, a vocês VET’s 2010 e a essa escola que acima de tudo, ensina pra vida. 

Primeira etapa da Residência

Daqueles dias que ansiamos, esperamos e até sonhamos que chegará. Aquelas viagens mega especiais que planejamos e não vemos a hora chegar o momento? Das vezes que vamos nos reencontrar com amigos ou mesmo com o amor de nossa vida depois de meses sem nos vermos? Essa era mais ou menos o nível de ansiedade. Quem conviveu esse último mês comigo percebeu o quanto eu estava tensa. Parei de ir a academia, tudo por um objetivo. Estudar para prova de residência. Um dia estava com uma alta estima nas alturas, certa que daria certo e na outro eu ficava pra baixo pensando nas pessoas que fizeram a prova ano passado e que iriam fazer novamente esse ano. Mas mesmo nessa insegurança, consegui estudar, fiz um curso preparatório com dois alunos que já são residentes (15 alunos que iriam fazer a prova – e como nada nessa cidade é de graça, o curso foi pago, mas pelo preço justo). O curso nos deu um bom direcionamento de como e o que estudar, já que é uma área que não vi nada na faculdade.
Os últimos dias pareciam não passar. Ruí todas as minhas unhas, na verdade nem os dedos escaparam. Os meus dias eram literalmente pra estudar. Acordar pra estudar e dormir cedo pra acordar o mais cedo (que eu conseguisse) pra estudar novamente. Claro que vez ou outra saía um pouco porque se não iria pirar.
E finalmente o grande dia da prova chegou. Sábado de manhã. No caminho não fiquei tensa e nem mesmo na hora da prova (graças a Deus). Li a prova já respondendo o que sabia, reli novamente confirmando as que eu tinha certeza e depois foi a hora de quebrar a cabeça com as questões chatas. Na verdade eram três. Dessas, uma eu não sabia por que era daquelas de marcar as certas e depois escolher a opção com a sequência correta (acabei optando que todas estavam certas, já que não sabia onde tinha erro e acertei! Haha) a outra era sobre interpretação de gráfico e depois de algum tempo consegui resolvê-la e a ultima eu sabia que não tinha alternativa certa, mas mesmo assim tinha que marcar alguma alternativa. O bom é que após a prova já saiu o gabarito oficial. Tirei foto e apesar da ansiedade deixei pra corrigir em casa.
E pra minha alegria, felicidade e todos os sentimentos bons que existem eu fui super bem. Errei apenas a questão que como eu disse não existe alternativa correta. Sabe aquela sensação maravilhosa de que você fez o seu melhor e valeu a pena? Na verdade valeu mais que a pena todo o investimento de tempo e de dinheiro também. Essa foi apenas a primeira etapa do processo seletivo, ainda faltam a análise dos títulos e a entrevista. Mas, era a primeira etapa a que eu mais poderia fazer algo. Ainda não sei como será o resultado final do processo, mas independente dele eu estou mega feliz (já sorri e pulei muito de alegria) porque o meu esforço valeu a pena.

E com isso aprendo que apesar de ser bem clichê, todo o nosso esforço hoje, valerá a pena lá na frente. Nada na vida vem fácil. Até porque quando lutamos, quando abdicamos de algo e quando fazemos o nosso melhor, no momento em que conseguimos o objetivo, sabemos valorizá-lo.
Agradeço a Deus por ter me honrado nessa primeira etapa. Durante toda a minha preparação eu pedi pra acertar no mínimo 19 questões. E foi isso que aconteceu. Deus sempre faz a parte dele, mas pra isso precisamos também fazer a nossa. E quando isso acontece o resultado é esse: FELICIDADE transbordando.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Presentes de Natal

Hoje acordei e apesar de ser Natal, achei que seria mais um dia comum, já que aqui em casa (não na casa física), mas na minha família nunca foi de ter festa nessa ou em qualquer outra época. Nunca fomos de trocar presentes, nem mesmo em dias de aniversário (e sinceramente acho isso bastante estranho, mas acho que sou acomodada e quase sempre deixo passar sem fazer muita coisa pra mudar isso). A questão é que hoje ao entrar na cozinha pra tomar o café da manhã fui surpreendida com um "feliz natal" do meu irmão. Sim, ele mesmo! Que raramente sequer troca abraços comigo (na verdade não lembro de nenhum abraço), que raras vezes me parabenizou por meu aniversário, não porque não goste de mim (porque sei que ele gosta), mas por não ser típico do jeito dele. Desejei também "feliz natal" com aquela brincadeira de bater as mãos abertas uma na outra e depois com elas fechadas. 
Ao final da tarde saímos para passear e mais uma vez ele me surpreendeu, querendo tirar fotos. Quem o conhece, ou melhor, quem o conhecia sabe que ele nunca gostou de fotos e é por isso que há alguns dias atrás eu não tinha sequer uma foto dele no meu celular pra mostrar as pessoas quando digo que ele é fisicamente o oposto de mim. Hoje já tenho algumas fotos com ele. 
Mas, a maior surpresa foi quando eu estava sentada vendo TV no quarto dele e ele pediu pra que eu fizesse cafuné nele. Oi? Ele deitou, fiz o cafuné durante alguns minutos e pouco depois ele adormeceu. Depois que sai do quarto foi inevitável não lembrar do meu pai. Ele sempre me pedia pra fazer cafuné nele, pra adormecer assim. E sempre dizia: "esse cafuné vai sair caro né nega?". Lembrar disso não me deixou triste, mas feliz por saber que ainda consigo lembrar de coisas que vivi com ele. E espero que o tempo seja generoso o suficiente pra não me deixar esquecer de lembranças tão boas.
Então foi esse o meu Natal. Apesar da ausência de presentes físicos, acho que ganhei dois que valeram bem mais.  Uma lembrança de meu pai e a aproximação com meu irmão. 

Pirando na espera da sobrinha

Saber que serei titia e que em breve estarei com uma linda princesinha no colo está me deixando bastante ansiosa. Comprar o restante do enxoval então, nem se fala! Escolher as roupinhas, sapatinhos, fraudas, e ver cada coisa linda me fez querer ter logo essa criança aqui. Serei muito babona, isso já assumi. Mas só ela pra me fazer passar uma tarde inteira no centro (isso inclui o sol nada frio dessa cidade) andando de loja em loja, pra comprar o melhor possível. Que você chegue bem, saudável e pronta pra trazer alegria pra essa casa e começarmos a escrever um novo capítulo dessa família. Quero ver seu rosto lindo, seu sorriso, suas mãozinhas, quero abraçar, segurar e cuidar da menininha da titia. Ah, e acho que a mamãe já pode escolher o seu nome ta? 

PS: Já assisti vídeo de como dá banho em recém nascido e já vi várias fotos legais que quero tirar pra registrar cada mês. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sobre o primeiro dia no Sup

Quem me conhece sabe que gosto de provar quase tudo, mesmo que eu tenha a sensação de que não irei gostar. Mas preciso provar pra poder dizer a alguém quando for questionada se é bom ou ruim, mas principalmente pra falar que é uma das coisas que embora não seja uma das melhores do mundo, merece ser provada ou ser feita.
Foi assim quando comi acarajé pela primeira e única vez na vida. Nem foi na Bahia (infelizmente ainda não pisei em solo baiano), mas quando vi uma plaquinha com o nome acarajé numa praia do litoral potiguar, minha curiosidade falou alto e eu quis provar dessa iguaria. Na época eu estava acompanhada de umas amigas (As Coisinhas) e apenas uma delas já havia experimentado. Questionei se era bom e ela apenas disse ser algo que valeria a pena comer, para depois opinarmos. Então decidi comprar, provei e graças a Deus que compramos apenas um para dividirmos com todas, porque a pimenta é bem forte (embora eu tenha dito que queria o menos apimentado possível) e o sabor bem diferente. Não achei ruim, mas também não me apaixonei pelo sabor. Talvez seja semelhante a sushi ou mesmo ao açaí, já que também não gostei de nenhum dos dois a primeira vista, mas após a primeira impressão, me apaixonei completamente pelo sabor desses dois itens, que hoje com toda a certeza estão no topo das minhas preferências de comida. No entanto não tenho vontade de comer acarajé novamente (possa ser que se eu for morar la pela Bahia um dia, eu mude essa ideia), mas é algo que não me arrependi de ter experimentado porque gosto de poder ter opinião.
O mesmo acontece também em outras áreas de minha vida. Gosto de viver coisas novas e desafiadoras. E foi nesse intuito que 5 dias após chegar a esta cidade, que eu aceitei e topei fazer um Sup nas águas do rio Solimões. Não, eu nunca tinha sequer visto alguém fazer isso. Aceitei e amei a experiência. É óbvio que ao ouvir o instrutor falando sobre as posições na prancha eu tive vontade de desistir, mas graças a Deus não o fiz. Ao subir na prancha e ver que eu estava no meio de tanta água sem ninguém ali do lado (na mesma prancha) para me socorrer caso necessário (já que não sei nadar) me apavorou um pouco (apesar de está com colete salva-vidas e presa a prancha que obviamente flutua e não me deixaria afundar caso caísse na água), mas aos poucos fui me soltando até conseguir ficar em pé. (SIM!! Eu fiquei em pé. Haha). Até tirei o colete e consegui mergulhar, ainda presa a prancha e segurando nas pernas do instrutor (só quem não sabe nadar entende esses medos loucos). Apesar de cansar bastante e ter ficado toda quebrada no outro dia (quem manda ter vida sedentária), foi ótimo a experiência do Sup e com toda certeza ele foi adicionado a minha lista de coisas boas para repetir na vida.
Ainda bem que consigo aproveitar, experimentar e viver coisas novas, mesmo que pareçam desafiadoras e dêem aquele friozinho na barriga. Mas se estou aqui em outro estado, estou para aprender coisas novas né? Estou super curiosa para experimentar tantas e tantas comidas que existem aqui e nunca tinha ouvido falar. Já estou esperando ansiosamente para provar Tacacá, tucumã, Mingau de banana, X-caboquinho (essas foram as que ouvi falar) e tantas outras comidas que ainda nem ouvi o nome.  

Uma velha amiga (cearense)

Reencontrar velhos amigos é o mesmo que ganhar um presente. E foi essa a sensação que tive há uns dias atrás. Estava e na verdade ainda estou bem pensativa esses dias. Nada melhor que tempo livre + ócio pra nos fazer pensar em tudo. Desde o seu passado de infância até o seu futuro que você ainda nem conhece. E foi pensando no passado que me lembrei de uma dentre as minhas velhas amiga do Ceará que tive que abri mão do contato. Uma decisão bem radical, difícil, mas que foi necessária. Ao lembrar-me de minha amiga mais desastrada bateu uma enorme saudade. Amiga de ensino médio. Ai já viu ne? Depois de lembrar e imaginar como estaria sua vida, resolvi tentar um contato via e-mail. Eu sei que hoje em plena explosão de utilização do WhatsApp, praticamente ninguém utiliza esse meio de comunicação para uso pessoal, ainda mais conversas. Mas eu comecei a usar bastante durante esses últimos dias devido há algumas circunstâncias. Mandei um e-mail curto, perguntando sobre a vida dela e falando da saudade. Nem tive muitas expectativas, porque cogitei a possibilidade de ela não mais usar o mesmo endereço de e-mail. No entanto, no mesmo dia fui surpreendida com uma resposta consideravelmente grande, cheio de alegria pelo contato retomado e me colocando a par de muitas coisas da vida dela. Fiquei feliz. Muito feliz. Sabe quando uma amizade é um presente em sua vida? Imagine então poder ter contato novamente com o presente que a vida ti deu anos atrás e que por motivos diversos os nossos destinos tomaram rumos diferentes. Mas hoje cá estamos nós minha amiga. Novamente sabendo da vida uma da outra, na verdade ela sabe parcialmente sobre a minha, já que pareço mais que vivo como uma protegida do FBI ou será uma fugitiva? Haha. O importante é que o contato foi retomado e isso me fez um bem danado. 

Babando crianças

Numa noite dessas fiquei observando a beleza, o brilho e o encantamento que uma criança transmite. Criança é pureza, bondade. Ser criança é descobrir o novo a cada segundo de vida. É sorrir ao ver um rosto conhecido ou simplesmente ao jogar areia da praia ao vento. Essa foi à cena que tive o prazer de presenciar: Uma criança linda descobrindo o mundo de uma praia. Ver o seu sorriso quando corria para perto da água, quando se jogava na areia ou a jogava em si mesmo, foram momentos que prenderam minha atenção durante um bom tempo. E nisso me peguei pensando no dom de ser mãe. Sempre soube que quero sim exercer a função da maternidade, em um dia distante claro. Mas enquanto isso me contento com o presente que terei em breve: ser tia (um sonho que sempre achei que não seria realizado) e de cara já presumo que serei uma tia babona e que vai amar muito esse(a) sobrinho(a). Amo crianças e fico boba só de observá-las e poder vê-las desvendando o mundo a sua volta com toda a inocência e uma curiosidade insaciável. Amo o cheiro, a sinceridade, o sorriso e o abraço de uma criança e me desmonto inteira quando sinto aquela mãozinha tão pequena procurando por minha mão para segurar a dela, sinto como se pudesse transmitir segurança e é como se eu dissesse: não se preocupe eu estou aqui com você. Toda essa cena só me fez querer ainda mais ser tia e poder acompanhar de pertinho o crescimento de uma criança, com suas quedas e tombos, com o choro, e principalmente com os sorrisos que com certeza encherão não somente a casa, mas também a minha vida de alegria.

domingo, 4 de outubro de 2015

Matando um pouco a Saudade


Depois de um mês em terras do Norte, e há 9 meses que não vou ao meu Ceará, hoje tive o prazer de ter um pedacinho desse estado aqui, mesmo estando a quilômetros de distância dele. É que fui a um almoço só de cearense. Agora por falar em reunião de cearense, pense num povo animado e barulhento. Haha. Eis o motivo de eu falar tão alto! Além das pessoas serem cearenses, o cardápio também foi bem tradicional do nosso estado. Galinha caipira e fava que vieram diretamente do Ceará pra cá, com aquela farofa de cuscuz temperada e um arrozinho branco. Minha gente pense num tempero bom esse do povo nordestino e se for cearense então nem se fala. Vi as pessoas repetindo inúmeras vezes e algo que percebi também ser um costume de nossa terra foi à fartura de comida, como dizemos lá. Comida para todos comerem a vontade. Depois de todos estarem alimentados ainda teve a mais tradicional sobremesa. Alfinin (um dos produtos derivados da cana-de-açúcar, feito com mel bem grosso, o qual é puxado até ficar amarelo). Tem coisa mais gostosa nesse mundo? E o melhor de tudo, ainda era vivo (mole). Minha gente essa iguaria cearensês não tem igual. Amo de paixão. Desse jeito, o almoço foi completo. A sensação que tive foi de está em um daqueles almoços na casa da minha vizinha ou de alguém da família, onde todo mundo senta à mesa, come e conversa muito. Agradeço por ter um pouquinho do meu Ceará aqui.

domingo, 13 de setembro de 2015

Quem é esse Moço

Como prometido irei falar e explicar um pouco sobre o meu Moço. Ele gosta de chamar as meninas de moça, isso né fofo? Soa educado, gentil e na verdade é isso mesmo que ele é. Um moço do século XXI, mas que mais parece ter nascido em 1800 e alguma coisa. Não por sua aparência física, longe disso, mas sim por ser sempre tão cordial e lindo. Estudou comigo durante toda a graduação e lembro bem o primeiro dia que o vi na sala de aula. Chamou-me bastante atenção, não por seu porte físico, mas pelo cabelo meio grande, metido a emo (foi a minha primeira impressão).
Com o passar do tempo, (depois que ele cortou o cabelo, haha) percebi algumas das qualidades dele e comecei a me aproximar, pela boa conversa e pelas viagens de um grupo que formou-se já nos últimos meses do curso. E foi numa dessas viagens que olhei diferente pra ele. Desejei que fôssemos mais que amigos, mais que colegas de sala da aula ou de viagens. Mas sabia que eu jamais teria iniciativa. Confidenciei tudo a minha grande amiga Senhora que sempre está presente em todos os momentos e nesse não seria diferente, ela quis dá um toque pra ele, disse que formaríamos um casal fofinho, mas como sempre ela guardou esse segredo (já que a proibi de comentar qualquer coisa com ele). O que ele pensaria se soubesse que eu estava querendo algo mais que amizade? Como ficaríamos ou nos olharíamos depois se por acaso acontecesse algo entre a gente numa dessas viagens? Por isso, aos poucos tirei esse pensamento da minha mente. No entanto dias antes, na verdade exatamente DUAS semanas antes de viajar para o Norte, a vida desejou me presentear e acabou acontecendo o que eu havia desejado meses atrás.
Nos primeiros dias o medo de “como vai ser o depois” e “como vou me apegar já sabendo que irei para longe em breve” foram pensamentos que assolaram. Mas quando finalmente deixei o medo de lado e decidi viver o momento intensamente sem me preocupar com o depois, mesmo sabendo que ele chegaria e era o que eu menos queria naquele momento e apesar da péssima cantada da primeira noite, o que vivemos juntos foi mágico, intenso, especial e lindo. Sabe definir felicidade em dias? Foi o que senti. Conhecer um pouco mais desse moço, ser roubada de casa durante algumas noites, ouvir histórias e contar segredos, poder ter o melhor abraço que já senti (sim esse moço é dono do melhor abraço do mundo, sorte daqueles que podem senti-lo todo dia) e rir de coisas bobas, foi sim a melhor despedida que eu poderia ter dessa cidade que me recebeu tão bem anos atrás. Vê-lo chorando quando começamos a nos despedir na noite anterior a viagem, já que era a nossa última noite juntos, me deu uma vontade imensa de jogar essa viagem pra o ar, mas claro que eu não poderia fazer isso. O seu choro conseguiu dizer que apesar do pouco tempo o que tivemos foi especial e que se despedir não seria algo fácil. Na ida ao aeroporto, ao seu lado e na sua Kombi (ah ele é o moço da Kombi) tentei durante todo o percurso guardar o seu cheiro na memória, o mesmo cheiro que ficava em minhas roupas após uma ótima noite ao seu lado. Na despedida final o que eu mais desejei foi levar comigo o seu abraço sincero, acolhedor e intenso.
Hoje sinto saudade das noites no térreo do seu condomínio, da Kombi, do beijo intenso, do olhar sincero, dos carinhos e carícias, e da pegada surpreendente dele. Mas a saudade não me deixa tão triste, pois sou feliz por tê-lo perto por Whatsapp ou em algumas noites/madrugadas no Skype em que eu tento matar um pouco a saudade do riso solto e desse olhar que eu adoro e que me fazem lembrar como é bom está em sua companhia. Esse é o meu Moço. A quem gosto de contar como foi o meu dia, que me faz rir mesmo com uma mensagem no Whatsapp e que sempre me faz muito bem. Obrigada a vida pelo presente, a Natal por ter um potxiguar tão especial e a você Moço por todos os momentos!