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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Uma dor chamada saudade

Alguém já descobriu como deixar de amar? 
Como deixar de pensar na pessoa, na rotina que tínhamos, nos dias que inventávamos de cozinhar algo rápido ou até mesmo nos arriscar nas receitas da internet. Como posso esquecer os dias que saíamos para almoçar fora e que era um do meus programas favoritos. Como apagar da memória os momentos de brigas em que ao deitar para dormir você apenas me abraçava e tentava de alguma forma se reconciliar. As noites são as piores. Dormir sozinha, sem um boa noite e acordar sem um bom dia, tem de alguma forma me matado pouco a pouco. Como se esquece de todos os dias em que você me pedia para fazer seu bolo de chocolate com prestígio e que desde aquele dia 24 eu não consegui mais fazer nenhum. 
A verdade é que tenho andado bem pouco na cozinha. Sabe aquele prazer por cozinhar? Parece que ele foi embora junto com você. Como é que consigo me arrumar aos domingos para ir a igreja e não ter você para dividirmos o espelho, para me dizer qual das duas ou três roupas que estou em dúvida ficou melhor e para me dizer o quanto estou bonita. Agora não sinto mais aquela ansiedade de chegar em casa e talvez ver uma moto estacionada na calçada de casa. Não tenho mais que separar suas roupas do trabalho para lavar para que no domingo a noite elas estivessem secas.
A verdade é que nunca cogitei que um término doeria tanto fisicamente falando. Meu coração aperta, as dores de cabeça são quase que diárias, as lágrimas insistem em me visitar praticamente todos os dias. E o pior de tudo não é simplesmente a ausência. É saber que pensando de forma racional é impossível darmos certo hoje. Ou talvez até mesmo algum dia. 
Mas sabe a saudade? Como ela é cruel! Como ela vem de forma avassaladora sem nem sequer pedir licença. Ela tem sido minha companheira mesmo eu tentando expulsá-la diariamente. Ela tem insistido em ficar. E é quem eu encontro sempre que chego em casa. É ela que está comigo quando penso em sair para almoçar aos domingos, é ela que está comigo quando planejo ir a banhos que também nunca mais fui. Ah que loucura tudo isso. Além do mais não é apenas a saudade. Tem tantas outras questões em jogo não é? Mas hoje não queria falar de mais nada. Só dessa maldita saudade que não me deixa de jeito nenhum.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Sobre morar só

Morar sozinha é de uma independência que só quem passa ou já passou por essa situação consegue entender. Significa lavar a louça na hora que quiser, arrumar a casa ou não (mesmo que ela esteja de pernas para o ar), sair e chegar sem ter que dizer nada a ninguém... mas é também descobrir que as roupas não ficam limpas sozinhas, que quando toda a louça está suja, você precisa lavar o copo para beber água, que no seu dia de folga é melhor aproveitar para arrumar e deixar a casa em ordem e pagar as contas em dias.  
Morar sozinha é poder receber seus amigos e deixar eles entrarem da varanda ao quarto. É saber que mesmo que não queiramos estamos crescendo e amadurecendo. E é também, em alguns momentos chorar de tanta saudade da família, e principalmente da mãe que é quem faz tudo pela gente! Hoje eu moro só e amo essa independência. Mas se pudesse escolher, eu preferiria que minha mãe morasse na mesma cidade que eu, para que eu pudesse passar no final do dia ou no final de semana pra tomar aquele cafezinho da tarde com biscoito e para saber como andam as coisas! De alguém, que mora longe de casa há 7 anos e mesmo assim, ainda carrega uma bagagem chamada saudade, porque essa não tem idade, local e nem tão pouco pede licença pra invadir a sua vida.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

De um amor e uma saudade que ainda não acabou

Caraca quanto tempo faz que venho aqui? Muito, muito tempo. Sinto muita falta de escrever aqui, e acreditem ou não, mas vez ou outro crio um texto inteiro em minha cabeça. Texto esse que em minutos eu esqueço e nem consigo escrever em um rascunho por conta da correria e dessa rotina que tá o meu dia a dia. Muita coisa aconteceu em minha vida desde a última postagem em janeiro.
Estou fazendo a minha tão sonhada resindência e é justamente por conta disso que ando tão sumida e com a vida tão corrida, ja que passo 60h semanais dentro de uma maternidade. Gente é muita hora viu!! As vezes me pego pensando como consigo.. haha. Mas isso é papo para outro texto. A outra grande novidade é que estou morando sozinha. Sim, literalmente sozinha. Sem família e sem uma amiga para dividir o apê, as contas, as faxinas e fazer companhia (saudades de você pequena).              Minha família mudou há mais de dois meses para outro estado e eu continuei aqui por conta da residência, mas já estou morrendo de saudades da minha sobrinha linda.
        Enfim, coisas aconteceram nesses período que estive longe daqui. E aos poucos vou tentar voltar a escrever.
        Mas, o meu desejo hoje de voltar a escrever é porque li um texto que me fez ficar balançada,,,

"Existe algo muito maior entre a gente além da vontade de querer ficar juntos. Eu acho que a gente precisa falar sobre, ou então, deixar isso de lado e ver se, quem sabe, o tempo ajuda a resolver.
É que tanto você quanto eu sabemos que a gente não pode ficar juntos. Não agora pelo menos. É um negócio meio estranho porque sabemos que há vontade, mas sabemos também que existem outros fatores que influenciam nessa nossa decisão. Se fosse só por querer, a gente já tinha resolvido.
Há coisas que precisam ser acertadas tanto na minha vida quanto na sua. Nós sabemos. Só não sabemos se serão mesmo acertadas.
É uma sensação estranha e inédita para mim querer ficar com alguém mas ser impedido por motivos que extrapolam o mútuo querer, isto é, se o motivo fosse só a gente se gostar, nós já teríamos resolvido, mas isso vai além. E talvez seja isso que me frustre tanto: a existência de barreiras quase que intransponíveis na nossa história.
Será que isso um dia vai melhorar? Será que vamos conseguir passar por isso e lembrar dando risada? Ou será que só nos transformaremos em mais uma história passada?
Dói ter que pensar, piora não conseguir agir. Odeio ter que colocar respostas na responsabilidade do tempo, mas odeio tantas outras coisas nas quais preciso aprender a lidar que é essa é só mais uma.
A gente não pode ficar juntos.
Não agora, nem amanhã. Mês que vem também não. Não da nem para saber se um dia realmente ficaremos. Esta que é a verdade.
Mas a nossa distância não diminui meu sentimento. A gente não pode ficar juntos, mas a gente quer.  Vai que o tempo passa e transforma o nosso querer em viver."
            ENTENDA OS HOMENS - EOH
 
Foi impossível dá de cara com esse texto nas redes sociais e não sentir o coração apertar, o olho encher de lágrima e vir a mente toda a nossa história. Parece que o texto foi escrito por alguém que nos conhece e foi um telespectador de tudo o que vivemos "juntos" né? O fato, é que ler isso, me fez lembrar de você, e fez a saudade me invadir com o desejo de que esse texto seja real em nossas vidas. Está longe jamais vai fazer apagar a nossa história. 
Um beijo pra você que ainda insiste em me visitar nos meus sonhos

sábado, 26 de dezembro de 2015

Presentes de Natal

Hoje acordei e apesar de ser Natal, achei que seria mais um dia comum, já que aqui em casa (não na casa física), mas na minha família nunca foi de ter festa nessa ou em qualquer outra época. Nunca fomos de trocar presentes, nem mesmo em dias de aniversário (e sinceramente acho isso bastante estranho, mas acho que sou acomodada e quase sempre deixo passar sem fazer muita coisa pra mudar isso). A questão é que hoje ao entrar na cozinha pra tomar o café da manhã fui surpreendida com um "feliz natal" do meu irmão. Sim, ele mesmo! Que raramente sequer troca abraços comigo (na verdade não lembro de nenhum abraço), que raras vezes me parabenizou por meu aniversário, não porque não goste de mim (porque sei que ele gosta), mas por não ser típico do jeito dele. Desejei também "feliz natal" com aquela brincadeira de bater as mãos abertas uma na outra e depois com elas fechadas. 
Ao final da tarde saímos para passear e mais uma vez ele me surpreendeu, querendo tirar fotos. Quem o conhece, ou melhor, quem o conhecia sabe que ele nunca gostou de fotos e é por isso que há alguns dias atrás eu não tinha sequer uma foto dele no meu celular pra mostrar as pessoas quando digo que ele é fisicamente o oposto de mim. Hoje já tenho algumas fotos com ele. 
Mas, a maior surpresa foi quando eu estava sentada vendo TV no quarto dele e ele pediu pra que eu fizesse cafuné nele. Oi? Ele deitou, fiz o cafuné durante alguns minutos e pouco depois ele adormeceu. Depois que sai do quarto foi inevitável não lembrar do meu pai. Ele sempre me pedia pra fazer cafuné nele, pra adormecer assim. E sempre dizia: "esse cafuné vai sair caro né nega?". Lembrar disso não me deixou triste, mas feliz por saber que ainda consigo lembrar de coisas que vivi com ele. E espero que o tempo seja generoso o suficiente pra não me deixar esquecer de lembranças tão boas.
Então foi esse o meu Natal. Apesar da ausência de presentes físicos, acho que ganhei dois que valeram bem mais.  Uma lembrança de meu pai e a aproximação com meu irmão. 

Pirando na espera da sobrinha

Saber que serei titia e que em breve estarei com uma linda princesinha no colo está me deixando bastante ansiosa. Comprar o restante do enxoval então, nem se fala! Escolher as roupinhas, sapatinhos, fraudas, e ver cada coisa linda me fez querer ter logo essa criança aqui. Serei muito babona, isso já assumi. Mas só ela pra me fazer passar uma tarde inteira no centro (isso inclui o sol nada frio dessa cidade) andando de loja em loja, pra comprar o melhor possível. Que você chegue bem, saudável e pronta pra trazer alegria pra essa casa e começarmos a escrever um novo capítulo dessa família. Quero ver seu rosto lindo, seu sorriso, suas mãozinhas, quero abraçar, segurar e cuidar da menininha da titia. Ah, e acho que a mamãe já pode escolher o seu nome ta? 

PS: Já assisti vídeo de como dá banho em recém nascido e já vi várias fotos legais que quero tirar pra registrar cada mês. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Uma semana de agosto

Depois de tanto tempo sem escrever nada. Pensei em você e bateu a vontade de escrever um pouco. Há uns dias me perguntaram como anda nosso relacionamento. Se temos conversado e o que sinto por você hoje. As conversas não são mais diárias como no início, na verdade elas são bem espaçadas. Mas quando acontecem, me sinto bem. Gosto demais de saber que você tá bem, de saber que está dando certo seu crescimento na área que nós escolhemos como profissão. Agora depois de me sentir mais adaptada a essa cidade, depois de conseguir me sentir um pouco mais em casa, comecei a lembrar de como foram difícil àqueles primeiros dias. E logo lembrei de todo o suporte que você me deu. Entendo que tivemos nossa breve história pra que você conseguisse ser o amigo sempre disponível o dia inteiro no WhatsApp ou em alguns Skypes pra conversar e me fazer sentir melhor mesmo estando numa cidade totalmente estranha e sem conhecer quase ninguém. Saber que sempre teria você me perguntando sobre como foi o dia ou o que iria fazer no outro dia era algo que sempre me fez bem. Senti-me cuidada em um dos momentos que mais precisei e sinceramente sei que tudo isso aconteceu porque nos aproximamos nos dias que antecederam minha mudança pra essa nova cidade. Quanto ao que sinto hoje por você é um sentimento que não cabe somente na palavra carinho, mas que também não é paixão. Acho que nem tudo precisa ser definido. Sei que gosto demais de você, do que aconteceu entre nós. E vez ou outra me veem alguns flash dos momentos de conversa no estacionamento, dos abraços demorados e dos beijos dados. Porque sempre que faço ou vivo algo bom, quando passa fica a saudade. E com você não é diferente. Sinto sim, saudade daquela semana de agosto em que tinha comigo um dos caras mais incríveis que uma garota pode conhecer. E hoje sou grata por ser sua amiga e por toda a paciência e disponibilidade que você teve pra me ajudar nos primeiros dias quando cheguei nessa cidade que hoje é meu novo lar.

Começando a sentir-se em casa

Após mais de 3 meses, já começo a me sentir melhor nessa minha nova casa. Já conheço algumas pessoas, já saio sozinha. Tenho uma independência mais parecida com a que já tive em tempos antigos. Ainda não é igual, nem será porque agora não moro mais com uma amiga e sim com a minha família. Mas posso dizer que a pior parte, a da adaptação inicial já passou. Graças a Deus. Pensei que nunca passaria, mas enfim passou. Ainda conheço pouco da comida regional e não saí pra muitos lugares. Mas já provei do peixe (algum de um dos milhares que têm aqui) e gostei. Mas pra mim peixe é peixe e eu não consigo AINDA, diferenciar os sabores (quem sabe eu aprendo depois de um tempo). Depois de algumas tentativas frustradas, consegui achar um açaí que tenha uma consistência mais parecida com a que estava acostumada e que vem com granola e leite condensado. Ainda não encontrei com banana ou outras frutas, pois o forte do acompanhamento daqui é farinha de mandioca (umas bolinhas brancas e duras, mas que quando dentro do açaí ficam mais mole) e açúcar. Ainda não experimentei o famoso tacacá e tantas outras comidas regionais. Mas tempo é o que não me falta aqui. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Saudade em dose dupla

               Hoje depois de mais uma vez pensar e me questionar em porque tenho sempre sonhos tão parecidos com meu pai, o último foi como se fosse a junção de todos eles. São sonhos bons e que eu queria muito que se tornassem reais. Em uma conversa com uma colega daqui ela me disse que está esquecendo-se da voz e do rosto do pai dela que morreu há 11 anos. Tenho esse medo também, principalmente porque prefiro não pensar tanto pra não sofrer tanto. Sinto-me culpada algumas vezes por deixar de lado lembranças suas, mas isso é só uma maneira de autoproteção. Fazia dias que eu não chorava sentindo tua falta. Mas toda essa história da minha família e o sonho que tive ontem com você, as lágrimas foram inevitáveis. Choro de saudade do teu colo, teu carinho, mimo (e como foi mimada ne?) por esse pai coruja. Hoje senti o cheiro de um sabonete e lembrei-me de você. Porque era um dos teus favoritos. Foi como sentir o teu cheiro na casa depois que você saia do banho. Ah como eu queria que meus sonhos fossem reais. Que eu ainda ti tivesse aqui comigo. Vez ou outra imagino como seria a nossa vida se você ainda tivesse aqui. Sei que provavelmente estaria em outro lugar ou talvez não ne? Isso eu nunca saberei.

           E com tudo isso, hoje eu tive vontade de conversar com um amigo com quem sempre desabafei nesses momentos, ele sabe me ouvir e me compreender nesse assunto melhor do que ninguém. Foi ele quem esteve presente pra me abraçar quando o choro vinha inevitavelmente e ele sempre me dizia pra lembrar do que foi bom, das coisas boas que dividimos. Mas infelizmente não estamos mais tão próximos. E não me sinto no direito de começar uma conversa por WhatsApp e já começar a desabafar. Então lembrei que aqui consigo falar e falar. E enquanto escrevo deixo minhas lagrimas rolarem em meu rosto, permito-me colocar um pouco dessa angustia, do medo do esquecimento e saudade pra fora de mim, mesmo que assim em pequenas doses. Porque sinceramente, me considero bem frágil em algumas coisas. E perder você é algo que me despedaçou por dentro mesmo que por fora eu pareça intacta. 

               Percebi que de tempos em tempos preciso desses momentos, desse alívio. Sempre foi assim, desde aquele outubro de 2011. Na maior parte do tempo sou forte, até pela correria imposta no dia a dia. Mas em momentos como o de agora, me sinto pequenininha e sozinha, desejando apenas ouvir, que tem alguém comigo e que posso contar com ele.

Como é fácil gostar

Hoje agradeci mentalmente por não ter acontecido nada entre a gente. Anoiteceu e comecei a sentir saudade de conversar com você no WhatsApp. Eu sei que se tivesse rolado algo entre a gente eu sentiria saudade dos momentos. Não que eu esteja apaixonada, mas é que gosto de você. E sinceramente você é uma pessoa fácil de se apegar. Gosto demais de teu jeito, tua simplicidade, o teu tom de voz alegre nos áudios. Nossas conversas me fazem bem. Então a minha saudade hoje é sobre as nossas conversas suaves, sem ou com intenções. Sinto que podemos conversar sobre vários assuntos, tenho a sensação que a conversa flui, acontece. Mesmo que o contato pessoalmente tenha sido breve, minha admiração por você é antiga, mas o meu gostar aumentou nos últimos tempos. Por isso torço pra que essa amizade não seja efêmera, mas que possa perdurar por muito tempo.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Desejo realizado: Falei com você

Finalmente o dia do seu aniversário chegou. É dia de ti ligar, de ouvir sua voz. Liguei, você não reconheceu minha voz de primeira, também quem mandou eu ligar confidencial né? Acho que eu era uma das pessoas menos prováveis que você estava esperando ouvir a voz. Depois daqueles velhos clichês, perguntando como estava, o papo começou a fluir. Você me contou como anda a vida, o que tem feito de novo, falou da academia que deixou de frequentar, contou sobre as novidades acadêmicas, falou sobre a vida de nossos velhos amigos em comum e de quem eu tanto sinto falta. Gostei demais de ouvir você falar. Porque a conversa foi natural, fluiu, foi semelhante aos velhos tempos. Gostei da empolgação da voz para me colocar a par de tantas novidades da nossa antiga cidade. Foi como uma volta no tempo em que passávamos horas e horas no celular tentando matar um pouco da saudade, a diferença é que tive que desligar logo. Mas sei também que os assuntos não viriam ou não seriam tantos a ponto de ficarmos horas no celular. Porque naquele tempo, as horas ao celular eram preenchidas também com trocas de carinho e músicas cantadas por você pra mim. Apesar dos poucos minutos, fiquei feliz por está tudo bem com você e de falar contigo. Continue bem e até uma próxima ligação.  

Desejo do dia: Falar com você

Hoje eu acordei pensando em você, em ti ligar, em passar horas no telefone falando besteira, escutando o que você tem feito da vida. Eu sinceramente sinto falta de uma pessoa que era tão próxima, que estava presente em tudo na minha vida mesmo estando tão longe fisicamente. Às vezes acho que isso tudo é só nostalgia, necessidade de ter alguém que cuide de mim, mas hoje o desejo é conversar por horas, olhar no olho, abraçar você. Ainda estou meio confusa com tanta mudança, tanta coisa nova e gente nova.
            Mas não posso ligar hoje, porque quero esperar pelo seu aniversário para ter um motivo mais real para uma ligação tão inesperada, depois de tantos dias sem nenhum contato com você. Fico por aqui tentando conter a ansiedade, a curiosidade e a saudade enorme de saber sobre sua vida.  Torço então para que seu aniversário chegue logo e eu possa escutar sua voz mesmo que seja apenas pelo celular e possa saber como anda a sua vida. Afinal, amigos são pra vida toda, certo? 

Quero conhecer

Hoje acordei com uma vontade imensa de conhecer.  Tenho e sempre tive desejo de conhecer lugares, coisas, vontade de conhecer o mundo. Mas hoje a minha vontade é conhecer pessoas. Quero sentar numa mesa, na praça ou na areia da praia e começar a conversar com alguém. Quero saber o que a pessoa mais gosta de fazer, qual a comida preferida, o filme favorito, quero ouvir sobre seus sonhos, quero rir e gargalhar. Quero me sentir como uma criança que está ouvindo uma historinha, porque quero imaginar as cenas que a pessoa estará contando tão detalhadamente. Quero conhecer pessoas que me acompanhem numa sessão de cinema, que me façam companhia pra tomar um sorvete, pra fazer um brigadeiro em casa e ter alguém pra chamar e ganhar umas calorias a mais. Quero uma pessoa para ir ao zoológico, ao shopping, a praia. Alguém que me ajude a conhecer essa cidade tão grande e que ainda é um mundo desconhecido para mim. Hoje meu desejo é de conhecer!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Fico só com a saudade

Então fica o acordo: eu não falo, tu não falas e ficamos nesse silêncio que é mais fuga do que a própria palavra.
Eu fico com o teu sorriso desconcertante que eu não sei mais se foi real ou se eu que imaginei que os teus dentes perfeitamente emparelhados se mostraram em câmera lenta. Fico com a sensação de descoberta, de cuidado, de arrebatamento. Fico o toque. Fico com o imã que não deixava que mãos se desligassem, que carinhos desaparecessem, que segurança faltasse. Fico com a minha embriaguez de ti, a tua lucidez de mim.
Você deve lembrar aquele abraço, daquele suspiro. Fico com ele também. Fico com a cena que tinha muito mais do que uma beleza cinematográfica: era real.
[...]
Eu fico com as tuas palavras. Fico com o silêncio. Fico com o mesmo silêncio que usávamos para falar de cumplicidade. Fico com a leveza que toda intensidade tem. Fico com a fuga, mesmo que não se possa voltar atrás depois da entrega. Fico com a saudade, porque não existe motivo para ficar com a tristeza. 

(Texto escrito por Marina Melz, originalmente postado na página EOH)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Organizando Sentimentos

Hoje estou tentando me equilibrar emocionalmente. Tentando entender que isso é o melhor pra você e que logo o melhor chegará pra mim. Hoje acordei ainda meio triste, mas agora me sinto melhor que ontem. O que mais me machuca é quando me lembro do que vivemos e aí me veem a mente você vivendo isso com outra pessoa. Acho-me egoísta por isso. Mas é isso que sou nesse momento. Porque queria muito mais do que o tive. Queria tempo e infelizmente tive pouco. Depois de tantos pensamentos soltos, comecei a juntar alguns pedacinhos dentro de mim. E enquanto estou aqui reorganizando alguns sentimentos, do nada minha mãe entra no quarto chorando. A sensação que tenho pelo choro dela é que alguém morreu, ou que algo ruim aconteceu. No entanto, ela me diz que está com saudade. Ah, não acredito. Agora não por favor! Não estou preparada pra isso nesse momento. E agora? Eu tenho que me segurar pra não cair no choro também. Porque tudo que estou sentindo agora é saudade de você! Saudade do que vivi e também do que não vivi. Então, eu me seguro pra não chorar,  porque se eu começar, sei que eu e ela não pararíamos tão cedo. Juntos todas as minhas forças para dizer que daqui a pouco estaremos mais adaptadas. Tento acalmá-la. Mas na verdade eu não estou nada calma por dentro. No entanto, de algum modo deixo transparecer que sou forte e que está tudo bem. Porque apesar de não está tudo bem, sei e confio muito que em breve estaremos gostando da nossa vida aqui e que tudo o que sinto hoje, será apenas recordado nas conversas entre amigos quando contar sobre o processo de adaptação a um novo lugar. E que tudo isso sejam apenas lembranças do início de uma vida no Norte do Brasil.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fugitiva ou Protegida?

Escrevendo aqui outro dia, disse que uma velha amiga sabe apenas parcialmente sobre minha vida. E hoje vim falar parcialmente dessa história. Isso mesmo, porque o enredo completo renderá muitas páginas. Minha família tem sérios problemas. Mas isso toda família tem, ou então não se chamaria família ne? Mas garanto que a minha tem alguns mais complexos. E é justamente devido a essas complexidades que eu tive que mudar de estado, mudar de região, deixar amigos no passado literalmente, ou seja, tive que perder o contato de propósito para que eles não ficassem me questionando onde e com quem moro. Isso foi bem complicado. Simplesmente desaparecer da vida de pessoas que cresceram com você desde a sua infância até os 22 anos não é algo tão simples. Mas foi a decisão certa a fazer. Por isso acho que sou ou fugitiva ou protegida do FBI (haha), já que poucas pessoas sabem onde realmente estou. E viver assim sem muitos vínculos com o passado, com os velhos amigos deixa o processo de adaptação em um novo lugar, um pouco mais dolorido e faz com que a saudade seja sua companheira diária enquanto não crio minhas raízes nesta nova terra. Hoje tento construir uma vida nesse novo lugar, aos poucos, tentando fazer novas amizades, e isso na verdade é o mais complicado, quando não se tem uma rotina com pessoas que não seja a sua família. E ainda mais porque não me acho alguém fácil de realizar o primeiro contato. Sou amigável, mas pra isso preciso que alguém faça o primeiro contato e como não estou nesse luxo todo, há alguns dias eu tive a oportunidade de fazer isso e não deixei passar. E é assim que irei construindo meus novos amigos aqui. Aos pouquinhos, mas com bastante fé e coragem. E claro contando sempre com a ajuda de pessoas que fazem meus dias serem mais alegres apenas com mensagens no WhatsApp. A vocês um abraço bem apertado e um obrigado sincero que palavras nenhuma conseguem expressar. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

De uma mensagem recebida


Tô nessa de escrever sempre. Seja pra extravasar a raiva, a saudade, a felicidade ou a tristeza e também pra registrar aqui minhas descobertas nesse mundo tão novo e diferente. Hoje escrevo pra aliviar a dor, pra fazer com que o sentimento acabe mesmo que o processo seja lento. Escrevo para ver se as lágrimas param de cair do meu rosto. Hoje quando li um texto que o moço me fez (tive a sensação que ele não foi escrito todo de uma vez, mas o que isso importa ne?). Aliás, quando você me disse que precisava falar comigo eu já sabia que você falaria algo nesse sentido. Senti que as coisas mudaram. Percebi que a intensidade e os assuntos para as conversas não eram mais os mesmos. Mas foi quando li cada palavra ali escrita por você, foi nesse momento que eu não consegui ser forte. Nesse momento meu olho encheu de lágrima e o sentimento de perda invadiu meu ser, sem ao menos pedir licença. Sei que você merece ter alguém bacana e especial aí perto de você e não é por isso que to assim, fragilizada, sofrendo, chorando. Na verdade isso é o ápice de tudo que tenho guardado. A sensação de perda é generalizada. Sinto que perdi muitos dos meus amigos e sei que perdi mesmo! Tenho a sensação de ter perdido uma independência que outrora eu tive (pelo menos parcialmente). Parece que me perdi no meio de alguma coisa. Me sinto perdida. O sentimento é que perdi você. Não o amigo, mas o cara pelo qual me apaixonei. Hoje torço intimamente para que tudo isso passe. Pra que eu me organize interiormente e emocionalmente para ti ter como amigo. Torço 
para que essa tão difícil fase de adaptação passe logo. Que eu consiga me sentir segura para ir e vir nessa cidade tão grande, que eu tenha pra quem ligar só pra tomar um sorvete ou mesmo um açaí. Que eu consiga me sentir outra vez em casa, como consegui me sentir em Natal. Que eu consiga alçar novos vôos e que neles eu esteja acompanhada de amigos e novos amores. E que a vida continue me presenteando com pessoas e momentos especiais como tem feito até agora. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Meu Pai


           Hoje fazem 4 anos que você partiu. Não sou hipócrita de dizer que eu passei o dia lembrando, pelo contrário só lembrei porque minha mãe comentou. Na verdade não gosto de mortes e por isso não  fico lembrando de datas assim. Até porque sinceramente, para mim essa data não significa muita coisa. Apenas o dia que recebi uma ligação de uma prima dizendo que você não tinha resistido aos tiros. Senti que não estava dentro de mim, senti como se fosse um pesadelo, como se não fosse real. Mas o fato é que era real.
               Lembro perfeitamente da primeira pessoa que me abraçou depois que cai em lágrimas. Lembro que comecei a ficar ainda mais triste porque minutos antes eu tinha ligado para casa naquela noite e depois de dias sem falar com você eu pedi a mãe para passar o telefone pra você, mas infelizmente você tinha acabado de sair de casa. Tinha saído pra nunca mais voltar. Fiquei com esse peso durante dias, meses. Me culpando por não ter ligado horas ou dias antes pra falar com você. Mas hoje já não sinto mais isso.
               Lembro-me da última vez que o vi, quando foi me deixar em Natal para mais um semestre letivo. Lembro perfeitamente como aproveitei minhas últimas férias em que você esteve presente, lembro-me de andar de mãos dadas com você e de como me sentia paparicada por ser a menininha do pai.
               Quando cheguei em casa, no seu velório, com aquela multidão de gente me dando os pêsames (odiei receber todos eles, tanto porque não queria que fosse o seu velório,  como porque não gosto nenhum pouco dessa palavra, acho pesada demais para um momento tão doloroso) e com meus avós, tios e minha mãe chorando, tentei chorar o mínimo possível. Porque sabia que todos estavam preocupados comigo e então tentei ficar ali quietinha fingindo para mim mesmo que aquilo não podia ser real. Mas infelizmente foi. Todo o choro que guardei foi liberado dias depois nas madrugadas deitada em minha cama. Chorei e chorei muito!
               Na verdade hoje em dia vez ou outro choro quando trago essas lembranças (como agora) para o presente, mas o tempo foi muito generoso comigo, com minha dor e minha saudade. Mas é claro que ainda sinto a sua falta pai. Falta do seu colo (sempre gostei de está nele, mesmo depois de grande e de ser mais pesadinha que uma criança). E senti muita saudade no dia da minha colação e do meu baile de formatura. Naqueles dias chorei de alegria pela minha conquista, mas também de saudade porque sei que essa conquista também foi sua, pela força que me deu para entrar na faculdade e por saber de seu sonho de formar a sua filha. É por isso que não me lembro de você em datas como essa, deixo pra lembrar em coisas que faço e sei que você ficaria orgulhoso de me ter como filha. Ao meu pai, que não era o melhor pai do mundo, mas soube perfeitamente ser o meu pai, o pai que eu precisava ter, o meu amor e agradecimento sincero.
        

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Irmãos?

Caramba como sinto falta de uma irmã ou mesmo de uma relação amigável com o único irmão que tenho. Desde criança nunca fomos próximos, mas com a adolescência onde tive que sair de casa e me afastar ainda mais dele e com a chegada da vida adulta parece que surgiu um abismo entre essas duas pessoas. Sinceramente não sei como dois irmãos podem ser tão completamente diferentes, tão avessos, tao sal e açúcar sabe? Na verdade juro que não sei qual o sentimento que tenho por ele. Porque nem de longe somos colegas, que dirá termos uma relação de irmãos de verdade. Confesso que sinto um pouco de inveja (inveja boa, claro)  daqueles irmãos que são mais que amigos sabe? Que são irmãos além dos laços sanguíneos, que conversam, que dividem sonhos, compartilham segredos, que se abraçam e se beijam, que brincam um com o outro, que se cuidam sabe? Não consigo falar mais que uma frase com esse cara estranho que me dizem ser meu irmão. Não tenho assunto apesar de tentar alguma vezes, a conversa não flui, não avança, quando não terminamos aos gritos. Percebo claramente como ele ou eu conseguimos conversar e nos dá bem com qualquer pessoa que seja de fora, contando com não seja nós dois numa mesma conversa. E isso me entristece algumas vezes, mesmo que na maioria do tempo eu nem ligue pra essa situação. Na verdade a minha dúvida é se somos diferentes demais ou parecidos demais em certos aspectos. O que acontece é que na maioria das vezes discordo e muito do que ele faz, pensa e age. Embora também faça isso com muitos amigos e nem por isso a nossa relação de amizade é afetada. Mas a verdade é que não sei nem que tipo de relação eu tenho, se é que tenho alguma relação com ele. 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Uma velha amiga (cearense)

Reencontrar velhos amigos é o mesmo que ganhar um presente. E foi essa a sensação que tive há uns dias atrás. Estava e na verdade ainda estou bem pensativa esses dias. Nada melhor que tempo livre + ócio pra nos fazer pensar em tudo. Desde o seu passado de infância até o seu futuro que você ainda nem conhece. E foi pensando no passado que me lembrei de uma dentre as minhas velhas amiga do Ceará que tive que abri mão do contato. Uma decisão bem radical, difícil, mas que foi necessária. Ao lembrar-me de minha amiga mais desastrada bateu uma enorme saudade. Amiga de ensino médio. Ai já viu ne? Depois de lembrar e imaginar como estaria sua vida, resolvi tentar um contato via e-mail. Eu sei que hoje em plena explosão de utilização do WhatsApp, praticamente ninguém utiliza esse meio de comunicação para uso pessoal, ainda mais conversas. Mas eu comecei a usar bastante durante esses últimos dias devido há algumas circunstâncias. Mandei um e-mail curto, perguntando sobre a vida dela e falando da saudade. Nem tive muitas expectativas, porque cogitei a possibilidade de ela não mais usar o mesmo endereço de e-mail. No entanto, no mesmo dia fui surpreendida com uma resposta consideravelmente grande, cheio de alegria pelo contato retomado e me colocando a par de muitas coisas da vida dela. Fiquei feliz. Muito feliz. Sabe quando uma amizade é um presente em sua vida? Imagine então poder ter contato novamente com o presente que a vida ti deu anos atrás e que por motivos diversos os nossos destinos tomaram rumos diferentes. Mas hoje cá estamos nós minha amiga. Novamente sabendo da vida uma da outra, na verdade ela sabe parcialmente sobre a minha, já que pareço mais que vivo como uma protegida do FBI ou será uma fugitiva? Haha. O importante é que o contato foi retomado e isso me fez um bem danado. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Revirando a Saudade

Hoje passei o dia lembrando-me de você, de tudo que vivemos, dos momentos compartilhados, dos abraços que duravam uma eternidade, das músicas cantadas ao pé do ouvido. E caramba, como isso doeu. Sinto falta de você. Porque simplesmente não da pra apagar uma história que foi construída de forma tão cuidadosa mesmo em meio aos obstáculos. Gosto de lembrar os capítulos dessa história e de como fui feliz em cada um deles.
Depois de tanto pensar, vim para o notebook e abri o meu e-mail. Coloquei seu nome na caixa de busca e ai apareceram os e-mails trocados anos atrás. Reli grande parte deles. Lembrando-me das noites conversando, da única viagem que conseguimos fazer juntos, das surpresas que fiz pra você e das que você me fez, das músicas que você cantou e das que você escreveu, das brigas e discussões mais bobas que vi na vida. Lembro-me de andarmos de mãos dadas e de como sempre gostei disso, pela sensação de ter alguém sempre ali do meu lado. Lembro-me de cada nome pelo qual você me chamava carinhosamente e das inúmeras vezes que passamos a madrugada conversando por Skype por não podermos está juntos fisicamente.

Relendo esses e-mails trocados, sorri ao ver como o sentimento era mútuo, como nos amamos inteiramente. Chorei ao lembrar que isso ficou no passado. Que essa história já acabou. E que o destino foi um pouco duro quando não nos permitiu que a amizade continuasse. Na verdade eu acredito que o que sinto não é mais amor, que o sentimento tornou-se ou transformou-se em carinho. Mas a verdade é que sinto falta de está com você, de está com aqueles nossos velhos e queridos amigos. Sinto falta do teu cuidado ou simplesmente de ser cuidada. Falta de como foi amada por você. Hoje olho e fico feliz de saber que vive anos ao lado de uma pessoa tão especial como você. Sigo por aqui cada vez mais longe do teu caminho, torcendo muito para encontrar alguém que me faça sentir amada e cuidada e torcendo pra que você esteja bem e também encontre alguém especial.