Finalmente
o dia do seu aniversário chegou. É dia de ti ligar, de ouvir sua voz. Liguei,
você não reconheceu minha voz de primeira, também quem mandou eu ligar
confidencial né? Acho que eu era uma das pessoas menos prováveis que você
estava esperando ouvir a voz. Depois daqueles velhos clichês, perguntando como
estava, o papo começou a fluir. Você me contou como anda a vida, o que tem
feito de novo, falou da academia que deixou de frequentar, contou sobre as
novidades acadêmicas, falou sobre a vida de nossos velhos amigos em comum e de
quem eu tanto sinto falta. Gostei demais de ouvir você falar. Porque a conversa
foi natural, fluiu, foi semelhante aos velhos tempos. Gostei da empolgação da
voz para me colocar a par de tantas novidades da nossa antiga cidade. Foi como
uma volta no tempo em que passávamos horas e horas no celular tentando matar um
pouco da saudade, a diferença é que tive que desligar logo. Mas sei também que
os assuntos não viriam ou não seriam tantos a ponto de ficarmos horas no
celular. Porque naquele tempo, as horas ao celular eram preenchidas também com
trocas de carinho e músicas cantadas por você pra mim. Apesar dos poucos
minutos, fiquei feliz por está tudo bem com você e de falar contigo. Continue
bem e até uma próxima ligação.

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