segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sobre o primeiro dia no Sup

Quem me conhece sabe que gosto de provar quase tudo, mesmo que eu tenha a sensação de que não irei gostar. Mas preciso provar pra poder dizer a alguém quando for questionada se é bom ou ruim, mas principalmente pra falar que é uma das coisas que embora não seja uma das melhores do mundo, merece ser provada ou ser feita.
Foi assim quando comi acarajé pela primeira e única vez na vida. Nem foi na Bahia (infelizmente ainda não pisei em solo baiano), mas quando vi uma plaquinha com o nome acarajé numa praia do litoral potiguar, minha curiosidade falou alto e eu quis provar dessa iguaria. Na época eu estava acompanhada de umas amigas (As Coisinhas) e apenas uma delas já havia experimentado. Questionei se era bom e ela apenas disse ser algo que valeria a pena comer, para depois opinarmos. Então decidi comprar, provei e graças a Deus que compramos apenas um para dividirmos com todas, porque a pimenta é bem forte (embora eu tenha dito que queria o menos apimentado possível) e o sabor bem diferente. Não achei ruim, mas também não me apaixonei pelo sabor. Talvez seja semelhante a sushi ou mesmo ao açaí, já que também não gostei de nenhum dos dois a primeira vista, mas após a primeira impressão, me apaixonei completamente pelo sabor desses dois itens, que hoje com toda a certeza estão no topo das minhas preferências de comida. No entanto não tenho vontade de comer acarajé novamente (possa ser que se eu for morar la pela Bahia um dia, eu mude essa ideia), mas é algo que não me arrependi de ter experimentado porque gosto de poder ter opinião.
O mesmo acontece também em outras áreas de minha vida. Gosto de viver coisas novas e desafiadoras. E foi nesse intuito que 5 dias após chegar a esta cidade, que eu aceitei e topei fazer um Sup nas águas do rio Solimões. Não, eu nunca tinha sequer visto alguém fazer isso. Aceitei e amei a experiência. É óbvio que ao ouvir o instrutor falando sobre as posições na prancha eu tive vontade de desistir, mas graças a Deus não o fiz. Ao subir na prancha e ver que eu estava no meio de tanta água sem ninguém ali do lado (na mesma prancha) para me socorrer caso necessário (já que não sei nadar) me apavorou um pouco (apesar de está com colete salva-vidas e presa a prancha que obviamente flutua e não me deixaria afundar caso caísse na água), mas aos poucos fui me soltando até conseguir ficar em pé. (SIM!! Eu fiquei em pé. Haha). Até tirei o colete e consegui mergulhar, ainda presa a prancha e segurando nas pernas do instrutor (só quem não sabe nadar entende esses medos loucos). Apesar de cansar bastante e ter ficado toda quebrada no outro dia (quem manda ter vida sedentária), foi ótimo a experiência do Sup e com toda certeza ele foi adicionado a minha lista de coisas boas para repetir na vida.
Ainda bem que consigo aproveitar, experimentar e viver coisas novas, mesmo que pareçam desafiadoras e dêem aquele friozinho na barriga. Mas se estou aqui em outro estado, estou para aprender coisas novas né? Estou super curiosa para experimentar tantas e tantas comidas que existem aqui e nunca tinha ouvido falar. Já estou esperando ansiosamente para provar Tacacá, tucumã, Mingau de banana, X-caboquinho (essas foram as que ouvi falar) e tantas outras comidas que ainda nem ouvi o nome.  

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