Daqueles dias
que ansiamos, esperamos e até sonhamos que chegará. Aquelas viagens mega
especiais que planejamos e não vemos a hora chegar o momento? Das vezes que
vamos nos reencontrar com amigos ou mesmo com o amor de nossa vida depois de
meses sem nos vermos? Essa era mais ou menos o nível de ansiedade. Quem
conviveu esse último mês comigo percebeu o quanto eu estava tensa. Parei de ir
a academia, tudo por um objetivo. Estudar para prova de residência. Um dia
estava com uma alta estima nas alturas, certa que daria certo e na outro eu
ficava pra baixo pensando nas pessoas que fizeram a prova ano passado e que
iriam fazer novamente esse ano. Mas mesmo nessa insegurança, consegui estudar,
fiz um curso preparatório com dois alunos que já são residentes (15 alunos que
iriam fazer a prova – e como nada nessa cidade é de graça, o curso foi pago, mas
pelo preço justo). O curso nos deu um bom direcionamento de como e o que
estudar, já que é uma área que não vi nada na faculdade.
Os últimos
dias pareciam não passar. Ruí todas as minhas unhas, na verdade nem os dedos
escaparam. Os meus dias eram literalmente pra estudar. Acordar pra estudar e
dormir cedo pra acordar o mais cedo (que eu conseguisse) pra estudar novamente.
Claro que vez ou outra saía um pouco porque se não iria pirar.
E finalmente
o grande dia da prova chegou. Sábado de manhã. No caminho não fiquei tensa e
nem mesmo na hora da prova (graças a Deus). Li a prova já respondendo o que
sabia, reli novamente confirmando as que eu tinha certeza e depois foi a hora
de quebrar a cabeça com as questões chatas. Na verdade eram três. Dessas, uma
eu não sabia por que era daquelas de marcar as certas e depois escolher a opção
com a sequência correta (acabei optando que todas estavam certas, já que não
sabia onde tinha erro e acertei! Haha) a outra era sobre interpretação de
gráfico e depois de algum tempo consegui resolvê-la e a ultima eu sabia que não
tinha alternativa certa, mas mesmo assim tinha que marcar alguma alternativa. O
bom é que após a prova já saiu o gabarito oficial. Tirei foto e apesar da
ansiedade deixei pra corrigir em casa.
E pra minha
alegria, felicidade e todos os sentimentos bons que existem eu fui super bem.
Errei apenas a questão que como eu disse não existe alternativa correta. Sabe
aquela sensação maravilhosa de que você fez o seu melhor e valeu a pena? Na
verdade valeu mais que a pena todo o investimento de tempo e de dinheiro
também. Essa foi apenas a primeira etapa do processo seletivo, ainda faltam a
análise dos títulos e a entrevista. Mas, era a primeira etapa a que eu mais
poderia fazer algo. Ainda não sei como será o resultado final do processo, mas
independente dele eu estou mega feliz (já sorri e pulei muito de alegria)
porque o meu esforço valeu a pena.
E com isso
aprendo que apesar de ser bem clichê, todo o nosso esforço hoje, valerá a pena
lá na frente. Nada na vida vem fácil. Até porque quando lutamos, quando
abdicamos de algo e quando fazemos o nosso melhor, no momento em que
conseguimos o objetivo, sabemos valorizá-lo.
Agradeço a Deus por ter me honrado nessa primeira etapa. Durante toda a
minha preparação eu pedi pra acertar no mínimo 19 questões. E foi isso que
aconteceu. Deus sempre faz a parte dele, mas pra isso precisamos também fazer a
nossa. E quando isso acontece o resultado é esse: FELICIDADE transbordando.

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