quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Atraso, Chuva e Táxi

Eram quase 18:20h (horário local), eu já estava pronta e nada de saber onde meu querido irmão estava – ele é meu motorista. Teria que chegar as 18:3h na casa de minha amiga para irmos ao curso do preparatório de um processo seletivo que estou fazendo. Não suporto atrasos, então decidi ir de mototáxi pra tentar chegar o menos atrasada possível. Saí de casa em direção ao ponto de mototáxi, que é na outra esquina e de repente senti pingos em meu braço. Isso mesmo! Numa noite de atrasos, começou a chover. Consegui voltar pra casa antes da chuva começar forte. Aí meu estresse já estava nas alturas, sem saber o que fazer.
Táxi. É isso! Vou chamar um táxi. Mas não tenho nenhum número de taxista e como meu celular não estava funcionando e estava usando o de minha mãe temporariamente, ele não tem o aplicativo de chamar táxi. Pedi a minha amiga algum número e o que ela me deu não funcionava. Pesquisei na internet e finalmente consegui chamar um. O atendente me falou que ele chegaria em 7 minutos, e 8 minutos depois eu já estava discando o número pra ligar novamente, quando o táxi chegou. Sabe aquelas cenas que está chovendo forte, você com um guarda chuva e entra num táxi? Senti-me numa dessas, não pelo táxi, mas porque literalmente me joguei no banco de trás tentando me molhar o mínimo possível. Ok. Já estou dentro do táxi. Quando falo o destino, o taxista imediatamente diz: “ok nordestina”. Ri automaticamente e ele me falou que o sotaque é bem forte. Percebi que eu tinha colocado muito sotaque mesmo sem perceber, involuntariamente. O trajeto foi bem curto, mas ele me contou praticamente boa parte da vida dele, disse que quando chegou a esta cidade foi acolhido por um casal de nordestinos (mas precisamente, paraibanos – Ah João Pessoa linda, que tenho saudade e ainda quero conhecer muito).

Aproveitei para perguntar sobre o bairro que moro. Sabe aquela impressão que falei logo quando cheguei aqui, que parecia que morava numa favela, mas que depois eu comecei a gostar por ter tudo perto. Nunca tinha perguntado a alguém como esse bairro era visto pelos demais moradores da cidade. Descobri que realmente esse bairro não é classe média (isso já tava na cara), muito menos classe média alta, mas que possui o custo benefício por ter tudo tão perto, por ter um centro comercial de bairro (que não é o centro da cidade) onde dá pra resolver praticamente tudo e também porque é um lugar perto do centro (isso quando você vai de carro ne? Porque de ônibus é uma viagem que dura praticamente mais de 1 hora). Falando em ônibus, não lembro se já comentei, mas os motoristas de ônibus daqui parecem que estão dirigindo um foguete (literalmente). E mesmo assim, os trajetos são bem longos, tanto pelo trânsito quanto pelas voltas e mais voltas que ele tem que dá. Voltando ao táxi, finalmente consegui chegar à casa de minha amiga com pouco atraso e chegamos no horário para a aula do preparatório. 

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