domingo, 8 de novembro de 2015

Comendo Sushi

Estava sentindo uma vontade louca de comer Sushi. Quem me conhece sabe que sempre falo que Sushi é igual a açaí. O seu organismo, ou melhor, o nosso paladar não está adaptado a comer coisas tão diferentes, então devemos dá a ele a oportunidade de provar e não só de experimentar uma única vez, mas sim de permitir o tempo necessário para se adaptar a sabores tão diferentes do que estamos acostumados no dia a dia, mas tão saborosos e deliciosos. Como a maioria das pessoas que conheço, também não gostei de nenhum dos dois de cara. Tive que comer 2 a 3 vezes para gostar e depois daí me apaixonar por esse sabor característico e meio exótico (hahaha esse termo é legal). Então com esse desejo avassalador de comer Sushi depois de meses de abstinência, sem previsão de comer, já que não vende perto de minha casa e ninguém iria me acompanhar porque não gostam (não sabem o que perdem), fiquei desejando e comecei a seguir os IGs de todas os restaurantes de Sushi da cidade.
Então, numa noite dessas fomos a feira e lá próximo tinha um restaurante japonês. Meus olhos brilharam literalmente. Gosto demais do clima desses restaurantes. Mas infelizmente tive que pedir pra viagem e não tive tempo para desfrutar desse ambiente aconchegante que tanto gosto.  A primeira coisa que me surpreendeu foi o preço, claro que como tudo nessa cidade, não seria o Sushi que seria diferente. Então sim, ele foi bem caro, mas além disso não estava tão bem feito esteticamente como eu estava acostumada a comer. Já provei Sushi em Natal e duas cidades cearenses. Em Natal o preço é mais acessível e a estética é melhor, já nas cidades do Ceará as duas ganham pelo preço justo e pela estética. Então entre os 3 estados que já comi, o Ceará ganha em primeiro lugar. Em todos eu gostei do sabor, acho que só conseguiria saber qual o melhor sabor se provasse todos num único momento e isso é impossível ne? Mas mesmo com alguns prós, com certeza irei comer muito Sushi por aqui ainda, melhor ainda se for acompanhada.   

Saudade em dose dupla

               Hoje depois de mais uma vez pensar e me questionar em porque tenho sempre sonhos tão parecidos com meu pai, o último foi como se fosse a junção de todos eles. São sonhos bons e que eu queria muito que se tornassem reais. Em uma conversa com uma colega daqui ela me disse que está esquecendo-se da voz e do rosto do pai dela que morreu há 11 anos. Tenho esse medo também, principalmente porque prefiro não pensar tanto pra não sofrer tanto. Sinto-me culpada algumas vezes por deixar de lado lembranças suas, mas isso é só uma maneira de autoproteção. Fazia dias que eu não chorava sentindo tua falta. Mas toda essa história da minha família e o sonho que tive ontem com você, as lágrimas foram inevitáveis. Choro de saudade do teu colo, teu carinho, mimo (e como foi mimada ne?) por esse pai coruja. Hoje senti o cheiro de um sabonete e lembrei-me de você. Porque era um dos teus favoritos. Foi como sentir o teu cheiro na casa depois que você saia do banho. Ah como eu queria que meus sonhos fossem reais. Que eu ainda ti tivesse aqui comigo. Vez ou outra imagino como seria a nossa vida se você ainda tivesse aqui. Sei que provavelmente estaria em outro lugar ou talvez não ne? Isso eu nunca saberei.

           E com tudo isso, hoje eu tive vontade de conversar com um amigo com quem sempre desabafei nesses momentos, ele sabe me ouvir e me compreender nesse assunto melhor do que ninguém. Foi ele quem esteve presente pra me abraçar quando o choro vinha inevitavelmente e ele sempre me dizia pra lembrar do que foi bom, das coisas boas que dividimos. Mas infelizmente não estamos mais tão próximos. E não me sinto no direito de começar uma conversa por WhatsApp e já começar a desabafar. Então lembrei que aqui consigo falar e falar. E enquanto escrevo deixo minhas lagrimas rolarem em meu rosto, permito-me colocar um pouco dessa angustia, do medo do esquecimento e saudade pra fora de mim, mesmo que assim em pequenas doses. Porque sinceramente, me considero bem frágil em algumas coisas. E perder você é algo que me despedaçou por dentro mesmo que por fora eu pareça intacta. 

               Percebi que de tempos em tempos preciso desses momentos, desse alívio. Sempre foi assim, desde aquele outubro de 2011. Na maior parte do tempo sou forte, até pela correria imposta no dia a dia. Mas em momentos como o de agora, me sinto pequenininha e sozinha, desejando apenas ouvir, que tem alguém comigo e que posso contar com ele.

Como é fácil gostar

Hoje agradeci mentalmente por não ter acontecido nada entre a gente. Anoiteceu e comecei a sentir saudade de conversar com você no WhatsApp. Eu sei que se tivesse rolado algo entre a gente eu sentiria saudade dos momentos. Não que eu esteja apaixonada, mas é que gosto de você. E sinceramente você é uma pessoa fácil de se apegar. Gosto demais de teu jeito, tua simplicidade, o teu tom de voz alegre nos áudios. Nossas conversas me fazem bem. Então a minha saudade hoje é sobre as nossas conversas suaves, sem ou com intenções. Sinto que podemos conversar sobre vários assuntos, tenho a sensação que a conversa flui, acontece. Mesmo que o contato pessoalmente tenha sido breve, minha admiração por você é antiga, mas o meu gostar aumentou nos últimos tempos. Por isso torço pra que essa amizade não seja efêmera, mas que possa perdurar por muito tempo.