quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Meu Pai


           Hoje fazem 4 anos que você partiu. Não sou hipócrita de dizer que eu passei o dia lembrando, pelo contrário só lembrei porque minha mãe comentou. Na verdade não gosto de mortes e por isso não  fico lembrando de datas assim. Até porque sinceramente, para mim essa data não significa muita coisa. Apenas o dia que recebi uma ligação de uma prima dizendo que você não tinha resistido aos tiros. Senti que não estava dentro de mim, senti como se fosse um pesadelo, como se não fosse real. Mas o fato é que era real.
               Lembro perfeitamente da primeira pessoa que me abraçou depois que cai em lágrimas. Lembro que comecei a ficar ainda mais triste porque minutos antes eu tinha ligado para casa naquela noite e depois de dias sem falar com você eu pedi a mãe para passar o telefone pra você, mas infelizmente você tinha acabado de sair de casa. Tinha saído pra nunca mais voltar. Fiquei com esse peso durante dias, meses. Me culpando por não ter ligado horas ou dias antes pra falar com você. Mas hoje já não sinto mais isso.
               Lembro-me da última vez que o vi, quando foi me deixar em Natal para mais um semestre letivo. Lembro perfeitamente como aproveitei minhas últimas férias em que você esteve presente, lembro-me de andar de mãos dadas com você e de como me sentia paparicada por ser a menininha do pai.
               Quando cheguei em casa, no seu velório, com aquela multidão de gente me dando os pêsames (odiei receber todos eles, tanto porque não queria que fosse o seu velório,  como porque não gosto nenhum pouco dessa palavra, acho pesada demais para um momento tão doloroso) e com meus avós, tios e minha mãe chorando, tentei chorar o mínimo possível. Porque sabia que todos estavam preocupados comigo e então tentei ficar ali quietinha fingindo para mim mesmo que aquilo não podia ser real. Mas infelizmente foi. Todo o choro que guardei foi liberado dias depois nas madrugadas deitada em minha cama. Chorei e chorei muito!
               Na verdade hoje em dia vez ou outro choro quando trago essas lembranças (como agora) para o presente, mas o tempo foi muito generoso comigo, com minha dor e minha saudade. Mas é claro que ainda sinto a sua falta pai. Falta do seu colo (sempre gostei de está nele, mesmo depois de grande e de ser mais pesadinha que uma criança). E senti muita saudade no dia da minha colação e do meu baile de formatura. Naqueles dias chorei de alegria pela minha conquista, mas também de saudade porque sei que essa conquista também foi sua, pela força que me deu para entrar na faculdade e por saber de seu sonho de formar a sua filha. É por isso que não me lembro de você em datas como essa, deixo pra lembrar em coisas que faço e sei que você ficaria orgulhoso de me ter como filha. Ao meu pai, que não era o melhor pai do mundo, mas soube perfeitamente ser o meu pai, o pai que eu precisava ter, o meu amor e agradecimento sincero.
        

Indo à Biblioteca

               Já havia decidido que segunda começaria a estudar numa biblioteca aqui da cidade. Pesquisei e decidi que a da universidade estadual era a melhor por ser um pouco (nem tanto) mais próxima de minha casa. Olhei no Moovit (um ótimo aplicativo de localização) qual ônibus deveria pegar e qual a rota deste. Na segunda à tarde cheguei mais cedo da academia para ir p à biblioteca. No entanto, ao começar a rever o mapa fiquei muito confusa com tantas ruas, já que eu tinha que andar um pouco a pé até chegar a uma parada que o ônibus que eu ia pegar passasse. Pelo avançar da hora decidi deixar a aventura para a terça pela manhã.
               Acordei bem cedo, fiz meu ritual de ficar na cama mais alguns minutos após acordar para que meu corpo finalmente entendesse que já era hora de está alerta. Sempre estudei pela manhã, mas isso não significa que sou adaptada a acordar cedo, pelo contrário, quem me conhece sabe que sou uma dorminhoca sem igual. Mas o fato é que apreendo melhor se estudar pela manhã e também aproveito o resto do dia e de quebra ainda tenho sono cedo pra dormir cedo e acordar cedo novamente.
               Pois bem, acordei, me arrumei e quando fui tomar café percebi a chuva que estava caindo e o céu de um cinza bem escuro. Ah, meus planos foram por água a baixo junto com a água que escorria pelas ruas. Mas não desisti. Deitei um pouco pra esperar e pouco tempo depois a chuva passou. Embora o céu ainda permanecesse escuro. Peguei o guarda chuva e fui para a parada de ônibus. Com a ajuda do aplicativo (olhei para ele a cada rua que o ônibus entrou) consegui chegar ao destino certo. Entrei na biblioteca e ops... Adivinhe? A biblioteca está sem internet e eu preciso fazer um cadastro (que precisa da internet) para poder ter acesso aos livros. Depois de uma hora de espera, o sistema voltou, mas para minha sorte lá não tinha nenhum dos livros que eu precisava para estudar.
               Realmente parece um complô ne? Porque eu estou bem mal acostumada a ficar em casa, dormir a manhã inteira, assistir TV, ficar na internet, comer, fazer tudo que eu gosto. Ai quando decido que preciso mudar e que preciso ter uma rotina de estudos, acontece  essas coisas. Mas valeu a experiência de andar de ônibus (pra quem não está acostumada com uma cidade nova, cada ônibus pego é uma oportunidade de conhecer mais um pouco da  cidade) e vamos a próxima biblioteca ne?


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Irmãos?

Caramba como sinto falta de uma irmã ou mesmo de uma relação amigável com o único irmão que tenho. Desde criança nunca fomos próximos, mas com a adolescência onde tive que sair de casa e me afastar ainda mais dele e com a chegada da vida adulta parece que surgiu um abismo entre essas duas pessoas. Sinceramente não sei como dois irmãos podem ser tão completamente diferentes, tão avessos, tao sal e açúcar sabe? Na verdade juro que não sei qual o sentimento que tenho por ele. Porque nem de longe somos colegas, que dirá termos uma relação de irmãos de verdade. Confesso que sinto um pouco de inveja (inveja boa, claro)  daqueles irmãos que são mais que amigos sabe? Que são irmãos além dos laços sanguíneos, que conversam, que dividem sonhos, compartilham segredos, que se abraçam e se beijam, que brincam um com o outro, que se cuidam sabe? Não consigo falar mais que uma frase com esse cara estranho que me dizem ser meu irmão. Não tenho assunto apesar de tentar alguma vezes, a conversa não flui, não avança, quando não terminamos aos gritos. Percebo claramente como ele ou eu conseguimos conversar e nos dá bem com qualquer pessoa que seja de fora, contando com não seja nós dois numa mesma conversa. E isso me entristece algumas vezes, mesmo que na maioria do tempo eu nem ligue pra essa situação. Na verdade a minha dúvida é se somos diferentes demais ou parecidos demais em certos aspectos. O que acontece é que na maioria das vezes discordo e muito do que ele faz, pensa e age. Embora também faça isso com muitos amigos e nem por isso a nossa relação de amizade é afetada. Mas a verdade é que não sei nem que tipo de relação eu tenho, se é que tenho alguma relação com ele. 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sobre o primeiro dia no Sup

Quem me conhece sabe que gosto de provar quase tudo, mesmo que eu tenha a sensação de que não irei gostar. Mas preciso provar pra poder dizer a alguém quando for questionada se é bom ou ruim, mas principalmente pra falar que é uma das coisas que embora não seja uma das melhores do mundo, merece ser provada ou ser feita.
Foi assim quando comi acarajé pela primeira e única vez na vida. Nem foi na Bahia (infelizmente ainda não pisei em solo baiano), mas quando vi uma plaquinha com o nome acarajé numa praia do litoral potiguar, minha curiosidade falou alto e eu quis provar dessa iguaria. Na época eu estava acompanhada de umas amigas (As Coisinhas) e apenas uma delas já havia experimentado. Questionei se era bom e ela apenas disse ser algo que valeria a pena comer, para depois opinarmos. Então decidi comprar, provei e graças a Deus que compramos apenas um para dividirmos com todas, porque a pimenta é bem forte (embora eu tenha dito que queria o menos apimentado possível) e o sabor bem diferente. Não achei ruim, mas também não me apaixonei pelo sabor. Talvez seja semelhante a sushi ou mesmo ao açaí, já que também não gostei de nenhum dos dois a primeira vista, mas após a primeira impressão, me apaixonei completamente pelo sabor desses dois itens, que hoje com toda a certeza estão no topo das minhas preferências de comida. No entanto não tenho vontade de comer acarajé novamente (possa ser que se eu for morar la pela Bahia um dia, eu mude essa ideia), mas é algo que não me arrependi de ter experimentado porque gosto de poder ter opinião.
O mesmo acontece também em outras áreas de minha vida. Gosto de viver coisas novas e desafiadoras. E foi nesse intuito que 5 dias após chegar a esta cidade, que eu aceitei e topei fazer um Sup nas águas do rio Solimões. Não, eu nunca tinha sequer visto alguém fazer isso. Aceitei e amei a experiência. É óbvio que ao ouvir o instrutor falando sobre as posições na prancha eu tive vontade de desistir, mas graças a Deus não o fiz. Ao subir na prancha e ver que eu estava no meio de tanta água sem ninguém ali do lado (na mesma prancha) para me socorrer caso necessário (já que não sei nadar) me apavorou um pouco (apesar de está com colete salva-vidas e presa a prancha que obviamente flutua e não me deixaria afundar caso caísse na água), mas aos poucos fui me soltando até conseguir ficar em pé. (SIM!! Eu fiquei em pé. Haha). Até tirei o colete e consegui mergulhar, ainda presa a prancha e segurando nas pernas do instrutor (só quem não sabe nadar entende esses medos loucos). Apesar de cansar bastante e ter ficado toda quebrada no outro dia (quem manda ter vida sedentária), foi ótimo a experiência do Sup e com toda certeza ele foi adicionado a minha lista de coisas boas para repetir na vida.
Ainda bem que consigo aproveitar, experimentar e viver coisas novas, mesmo que pareçam desafiadoras e dêem aquele friozinho na barriga. Mas se estou aqui em outro estado, estou para aprender coisas novas né? Estou super curiosa para experimentar tantas e tantas comidas que existem aqui e nunca tinha ouvido falar. Já estou esperando ansiosamente para provar Tacacá, tucumã, Mingau de banana, X-caboquinho (essas foram as que ouvi falar) e tantas outras comidas que ainda nem ouvi o nome.  

Conhecendo o Centro dessa Cidade

Gente eu nem acredito que depois de exatos 30 dias morando nessa cidade eu consegui pegar um ônibus e ir sozinha (apenas com minha mãe que também não conhece nada) ao centro dessa cidade. Hahaha. Pense numa emoção. Sempre fui independente pra andar de ônibus e até de metrô, então já estava passando da hora de pegar meu primeiro ônibus aqui e começar a descobrir o tanto de coisas que aqui existem e que preciso conhecer.
O destino foi o centro comercial. Na ida dentro do ônibus eu me senti uma criança olhando para os dois lados da rua e tentando decorar pontos de referência. Depois de não saber ao certo onde desceria, sabia que era num terminal, mas aqui existem milhares deles, seria o primeiro, o segundo ou o próximo? Particularmente não tenho problemas em pedir ajuda a alguém quando não conheço o local, mas prefiro fazer isso quando estou sozinha, me sinto mais a vontade. E está acompanhada de minha mãe me tirou um pouco dessa inciativa, coisa que ela também não tem em relação a esses assuntos. Então quando achei que era o terminal certo, apenas intuição, sem nenhuma certeza, decidi descer. Tivemos que voltar um pouco para encontrarmos as lojas que vendiam o que eu estava procurando. Perguntei a várias pessoas onde vendia e como eu poderia chegar. Algumas pessoas tinham mais paciência e explicavam detalhadamente ensinando rua a rua (já que eu não sabia o nome de nenhuma) como chegar aonde eu queria, outras nem tanto. Achamos o centro pouco movimentado para um dia de sábado e pouco comércio. Mas depois de andarmos e suarmos muito nesse calor (ôh lugar quente!) percebi que estávamos completamente erradas.
O centro é enorme, a sensação que tive foi que andamos em apenas um terço dele. É muito comércio, muita loja (muita mesmo), muitos Bancos e praticamente todo o centro é em prédio histórico, incluindo o Carrefour e as Lojas Americanas (nunca imaginei essas duas lojas em prédios históricos, haha). Alguém já entrou num Carrefour que é assim? Haha. É muito legal. Acho prédios históricos um charme, por mim tiraria fotos na frente dos que eu elegesse os mais bonitos, mas não o fiz por dois motivos. Primeiro, todas as pessoas me achariam meio doida, já que não vi ninguém com esse costume e segundo, que fiquei com medo de ficar sem celular, já que me falaram que aqui anda meio perigoso para assaltos desse tipo. Mas o fato é que gostei muito do centro apesar do calor indescritível.

A volta foi bem tranquila e deu tudo certo. E essa foi a minha primeira ida ao centro e minha primeira aventura de ónibus e sem ninguém pra me guiar numa das 10 maiores cidades do Brasil. É isso aí. Simbora conhecer essa cidade sozinha, já que o povo dessa casa prefere ficar no ar condicionado. 

Querendo Te Encontrar

Às vezes não consigo esquecer
Daquele nosso amor
Momentos tão incríveis com você
Que o tempo não apagou

É como num romance de cinema
Minha paixão, você chegou
O seu olhar pra mim é um poema
Minha canção de amor

Não sei porquê essa saudade
Só faz me maltratar
Será que um dia nos meus sonhos
Você vem me acordar?

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar

Às vezes não consigo esquecer
Daquele nosso amor
Momentos tão incríveis com você
Que o tempo não apagou

Não sei porquê essa saudade
Só faz me maltratar
Será que um dia nos meus sonhos
Você vem me acordar?

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar

Não faz assim, não sei viver sem ter você pra mim

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar

Eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar


Onze:20

Uma velha amiga (cearense)

Reencontrar velhos amigos é o mesmo que ganhar um presente. E foi essa a sensação que tive há uns dias atrás. Estava e na verdade ainda estou bem pensativa esses dias. Nada melhor que tempo livre + ócio pra nos fazer pensar em tudo. Desde o seu passado de infância até o seu futuro que você ainda nem conhece. E foi pensando no passado que me lembrei de uma dentre as minhas velhas amiga do Ceará que tive que abri mão do contato. Uma decisão bem radical, difícil, mas que foi necessária. Ao lembrar-me de minha amiga mais desastrada bateu uma enorme saudade. Amiga de ensino médio. Ai já viu ne? Depois de lembrar e imaginar como estaria sua vida, resolvi tentar um contato via e-mail. Eu sei que hoje em plena explosão de utilização do WhatsApp, praticamente ninguém utiliza esse meio de comunicação para uso pessoal, ainda mais conversas. Mas eu comecei a usar bastante durante esses últimos dias devido há algumas circunstâncias. Mandei um e-mail curto, perguntando sobre a vida dela e falando da saudade. Nem tive muitas expectativas, porque cogitei a possibilidade de ela não mais usar o mesmo endereço de e-mail. No entanto, no mesmo dia fui surpreendida com uma resposta consideravelmente grande, cheio de alegria pelo contato retomado e me colocando a par de muitas coisas da vida dela. Fiquei feliz. Muito feliz. Sabe quando uma amizade é um presente em sua vida? Imagine então poder ter contato novamente com o presente que a vida ti deu anos atrás e que por motivos diversos os nossos destinos tomaram rumos diferentes. Mas hoje cá estamos nós minha amiga. Novamente sabendo da vida uma da outra, na verdade ela sabe parcialmente sobre a minha, já que pareço mais que vivo como uma protegida do FBI ou será uma fugitiva? Haha. O importante é que o contato foi retomado e isso me fez um bem danado. 

Babando crianças

Numa noite dessas fiquei observando a beleza, o brilho e o encantamento que uma criança transmite. Criança é pureza, bondade. Ser criança é descobrir o novo a cada segundo de vida. É sorrir ao ver um rosto conhecido ou simplesmente ao jogar areia da praia ao vento. Essa foi à cena que tive o prazer de presenciar: Uma criança linda descobrindo o mundo de uma praia. Ver o seu sorriso quando corria para perto da água, quando se jogava na areia ou a jogava em si mesmo, foram momentos que prenderam minha atenção durante um bom tempo. E nisso me peguei pensando no dom de ser mãe. Sempre soube que quero sim exercer a função da maternidade, em um dia distante claro. Mas enquanto isso me contento com o presente que terei em breve: ser tia (um sonho que sempre achei que não seria realizado) e de cara já presumo que serei uma tia babona e que vai amar muito esse(a) sobrinho(a). Amo crianças e fico boba só de observá-las e poder vê-las desvendando o mundo a sua volta com toda a inocência e uma curiosidade insaciável. Amo o cheiro, a sinceridade, o sorriso e o abraço de uma criança e me desmonto inteira quando sinto aquela mãozinha tão pequena procurando por minha mão para segurar a dela, sinto como se pudesse transmitir segurança e é como se eu dissesse: não se preocupe eu estou aqui com você. Toda essa cena só me fez querer ainda mais ser tia e poder acompanhar de pertinho o crescimento de uma criança, com suas quedas e tombos, com o choro, e principalmente com os sorrisos que com certeza encherão não somente a casa, mas também a minha vida de alegria.

domingo, 4 de outubro de 2015

Matando um pouco a Saudade


Depois de um mês em terras do Norte, e há 9 meses que não vou ao meu Ceará, hoje tive o prazer de ter um pedacinho desse estado aqui, mesmo estando a quilômetros de distância dele. É que fui a um almoço só de cearense. Agora por falar em reunião de cearense, pense num povo animado e barulhento. Haha. Eis o motivo de eu falar tão alto! Além das pessoas serem cearenses, o cardápio também foi bem tradicional do nosso estado. Galinha caipira e fava que vieram diretamente do Ceará pra cá, com aquela farofa de cuscuz temperada e um arrozinho branco. Minha gente pense num tempero bom esse do povo nordestino e se for cearense então nem se fala. Vi as pessoas repetindo inúmeras vezes e algo que percebi também ser um costume de nossa terra foi à fartura de comida, como dizemos lá. Comida para todos comerem a vontade. Depois de todos estarem alimentados ainda teve a mais tradicional sobremesa. Alfinin (um dos produtos derivados da cana-de-açúcar, feito com mel bem grosso, o qual é puxado até ficar amarelo). Tem coisa mais gostosa nesse mundo? E o melhor de tudo, ainda era vivo (mole). Minha gente essa iguaria cearensês não tem igual. Amo de paixão. Desse jeito, o almoço foi completo. A sensação que tive foi de está em um daqueles almoços na casa da minha vizinha ou de alguém da família, onde todo mundo senta à mesa, come e conversa muito. Agradeço por ter um pouquinho do meu Ceará aqui.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Revirando a Saudade

Hoje passei o dia lembrando-me de você, de tudo que vivemos, dos momentos compartilhados, dos abraços que duravam uma eternidade, das músicas cantadas ao pé do ouvido. E caramba, como isso doeu. Sinto falta de você. Porque simplesmente não da pra apagar uma história que foi construída de forma tão cuidadosa mesmo em meio aos obstáculos. Gosto de lembrar os capítulos dessa história e de como fui feliz em cada um deles.
Depois de tanto pensar, vim para o notebook e abri o meu e-mail. Coloquei seu nome na caixa de busca e ai apareceram os e-mails trocados anos atrás. Reli grande parte deles. Lembrando-me das noites conversando, da única viagem que conseguimos fazer juntos, das surpresas que fiz pra você e das que você me fez, das músicas que você cantou e das que você escreveu, das brigas e discussões mais bobas que vi na vida. Lembro-me de andarmos de mãos dadas e de como sempre gostei disso, pela sensação de ter alguém sempre ali do meu lado. Lembro-me de cada nome pelo qual você me chamava carinhosamente e das inúmeras vezes que passamos a madrugada conversando por Skype por não podermos está juntos fisicamente.

Relendo esses e-mails trocados, sorri ao ver como o sentimento era mútuo, como nos amamos inteiramente. Chorei ao lembrar que isso ficou no passado. Que essa história já acabou. E que o destino foi um pouco duro quando não nos permitiu que a amizade continuasse. Na verdade eu acredito que o que sinto não é mais amor, que o sentimento tornou-se ou transformou-se em carinho. Mas a verdade é que sinto falta de está com você, de está com aqueles nossos velhos e queridos amigos. Sinto falta do teu cuidado ou simplesmente de ser cuidada. Falta de como foi amada por você. Hoje olho e fico feliz de saber que vive anos ao lado de uma pessoa tão especial como você. Sigo por aqui cada vez mais longe do teu caminho, torcendo muito para encontrar alguém que me faça sentir amada e cuidada e torcendo pra que você esteja bem e também encontre alguém especial.