quarta-feira, 3 de agosto de 2016

De um amor e uma saudade que ainda não acabou

Caraca quanto tempo faz que venho aqui? Muito, muito tempo. Sinto muita falta de escrever aqui, e acreditem ou não, mas vez ou outro crio um texto inteiro em minha cabeça. Texto esse que em minutos eu esqueço e nem consigo escrever em um rascunho por conta da correria e dessa rotina que tá o meu dia a dia. Muita coisa aconteceu em minha vida desde a última postagem em janeiro.
Estou fazendo a minha tão sonhada resindência e é justamente por conta disso que ando tão sumida e com a vida tão corrida, ja que passo 60h semanais dentro de uma maternidade. Gente é muita hora viu!! As vezes me pego pensando como consigo.. haha. Mas isso é papo para outro texto. A outra grande novidade é que estou morando sozinha. Sim, literalmente sozinha. Sem família e sem uma amiga para dividir o apê, as contas, as faxinas e fazer companhia (saudades de você pequena).              Minha família mudou há mais de dois meses para outro estado e eu continuei aqui por conta da residência, mas já estou morrendo de saudades da minha sobrinha linda.
        Enfim, coisas aconteceram nesses período que estive longe daqui. E aos poucos vou tentar voltar a escrever.
        Mas, o meu desejo hoje de voltar a escrever é porque li um texto que me fez ficar balançada,,,

"Existe algo muito maior entre a gente além da vontade de querer ficar juntos. Eu acho que a gente precisa falar sobre, ou então, deixar isso de lado e ver se, quem sabe, o tempo ajuda a resolver.
É que tanto você quanto eu sabemos que a gente não pode ficar juntos. Não agora pelo menos. É um negócio meio estranho porque sabemos que há vontade, mas sabemos também que existem outros fatores que influenciam nessa nossa decisão. Se fosse só por querer, a gente já tinha resolvido.
Há coisas que precisam ser acertadas tanto na minha vida quanto na sua. Nós sabemos. Só não sabemos se serão mesmo acertadas.
É uma sensação estranha e inédita para mim querer ficar com alguém mas ser impedido por motivos que extrapolam o mútuo querer, isto é, se o motivo fosse só a gente se gostar, nós já teríamos resolvido, mas isso vai além. E talvez seja isso que me frustre tanto: a existência de barreiras quase que intransponíveis na nossa história.
Será que isso um dia vai melhorar? Será que vamos conseguir passar por isso e lembrar dando risada? Ou será que só nos transformaremos em mais uma história passada?
Dói ter que pensar, piora não conseguir agir. Odeio ter que colocar respostas na responsabilidade do tempo, mas odeio tantas outras coisas nas quais preciso aprender a lidar que é essa é só mais uma.
A gente não pode ficar juntos.
Não agora, nem amanhã. Mês que vem também não. Não da nem para saber se um dia realmente ficaremos. Esta que é a verdade.
Mas a nossa distância não diminui meu sentimento. A gente não pode ficar juntos, mas a gente quer.  Vai que o tempo passa e transforma o nosso querer em viver."
            ENTENDA OS HOMENS - EOH
 
Foi impossível dá de cara com esse texto nas redes sociais e não sentir o coração apertar, o olho encher de lágrima e vir a mente toda a nossa história. Parece que o texto foi escrito por alguém que nos conhece e foi um telespectador de tudo o que vivemos "juntos" né? O fato, é que ler isso, me fez lembrar de você, e fez a saudade me invadir com o desejo de que esse texto seja real em nossas vidas. Está longe jamais vai fazer apagar a nossa história. 
Um beijo pra você que ainda insiste em me visitar nos meus sonhos

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Lembranças da época de Eafi

Alguns dias atrás estava tentando estudar e de repente o vizinho começou a ouvir essa música. Automaticamente o filme veio a minha mente. Os anos de 2008 a 2010. E junto com as lembranças a certeza de que foi a melhor experiência que tive em minha vida – até hoje.
Morei em um colégio interno enquanto cursava o ensino médio e um curso técnico (o qual não me serviu pra nada. Kkkk). Mas mesmo com um curso técnico que não me somou intelectualmente ou profissionalmente, a experiência, as lembranças e o crescimento que tive como pessoa fez todo o diferencial em minha vida. Cresci como pessoa, percebi que o mundo era bem mais que o conforto de minha casa e a segurança de meus pais. Criei amigos pra vida inteira. Lembro que no primeiro dia quando cheguei na residência feminina que carinhosamente chamávamos de casinha rosa (porque era a cor dela na época) fui conhecer o meu quarto que iria dividir com mais 9 meninas (5 beliches) e o refeitório que era comum as 50 internas – 50 meninas morando juntas 24 horas durante 3 anos (exceto alguns finais de semana em que íamos pra casa ou pra casa das outras) e na hora pensei que seria difícil aprender o percurso do quarto ate o refeitório, achei longe (coisa de gente matuta mesmo), quando na verdade era apenas uma reta – hahaha.
Quando me pego pensando nas experiências que tive, as viagens técnicas que fizemos, as aulas que eram manhã e tarde. O lugar que sempre sentava na sala. As aulas de geografia que eram com o melhor professor que já tivemos. O tio de português que era um amor em pessoa (sabe aqueles príncipes? Super educado), a professora Luzia de português que só sabia copiar no quadro e que sempre pensamos em roubar o papel (a cola dela) que ela trazia e copiava folhas e mais folhas no quadro – sem o papel ela não saberia dá aula haha. A tia Lucineide, a mulher mais linda que conheci (interiormente e exteriormente), o seu marido Professor de Metodologia conhecido como o coroa (sempre nos chamava: e aí coroa?), quem é que gosta dessa matéria gente? Mas ele conseguiu ministrá-la de um modo menos chato possível. Esse casal de professores é excepcional. Foram tantos professores que marcaram a história quem nem dá pra falar de todos.
Lembro das escalas pra limpar o refeitório, o lavabo, as escalas de geral da quarta a noite (em que tínhamos que limpar todo o alojamento), as escalas do quarto ( uma dupla por dia – uma pra o quarto e outra pra o banheiro). As vezes que nos escondíamos debaixo dos beliches para não irmos pra uma aula chata à tarde. Ou então quando íamos e em vez de subirmos as escadas pra irmos a aula ficávamos nas escadas conversando, fazendo chapinha, ou então íamos para casa de uma aluna externa que morava numa republica de estudantes só pra assistirmos a sessão da tarde. Os filmes de fim de semana que podíamos alugar (eram 3 e sempre tinha aquela briga pra escolher qual seria). A hora do repeteco (tinha fila pra repetir a comida), quando era lasanha, batata frita. Dormir na noite anterior já com a roupa de educação física pra dormir um pouco mais (quem iria tomar banho pra fazer educação física ne?). Lembro da mesa das Iraps (a mesa que sentamos no refeitório por 3 anos), das filas pra o banho, já que eram dois chuveiros e 10 meninas no mesmo quarto. Das noites que sentávamos nas beliches e começávamos a escrever nossos nomes com caneta e corretivo nas grades das camas pra deixarmos a nossa historia marcada de alguma forma. Lembro das noites que virávamos estudando e enquanto isso a Rafinha passava a noite elaborando a cola de história (que era um livrinho) e que no outro dia iria passar pela mão de todos da turma. Das noites que deixamos a janela da cozinha aberta, pra invadirmos na madrugada e comer alguma coisa gostosa que tivesse lá dentro (alegria quando tinha doce de leite ou leite condensado- haha). Ou quando íamos tarde da noite pra cozinha experimental fazermos vários pacotes de miojo (todo mundo juntava os seus miojos). Da “porcaria” nome da comida preferida pra matar a fome enquanto esperávamos a próxima refeição (feita com leite em pó, nescau, bolacha cream cracker quebradas em pedaços e água – tudo misturado num copo e cada uma com sua colher na mão pra atacar), parece gororoba, mas ficava muito bom – juro!. E quando faltava um ingrediente saíamos nos outros quartos  gritando perguntando quem tinha. E sempre tinha alguém, afinal nossos armários, apesar de terem um espaço pequeno, mas cabia: roupa, comida, material escolar, sapato e ainda a mini feira que cada uma trazia depois de um fim de semana em casa.  
E é por essas historias e tantas outras que abro um sorriso em meio as lágrimas de saudade, sabendo que vivi um dos melhores tempos de minha vida. Como sempre dizíamos lá é a Escola da vida. Na época que estudei na EAFI, hoje IFCE – Iguatu, fiz amizades pra vida inteira, convivi com pessoas que embora eu não tenha contato hoje devido a várias circunstâncias da vida, sei que quando reencontrá-las será o mesmo carinho e amor e sentaremos por horas pra saber uma da vida da outra. Amizade daquelas que não importa o tempo, ela sempre existirá. Agradeço demais a Deus e a vida por essa experiência e também agradeço por não ter tanta tecnologia naquela época. Não era a época dos conectados, do whatssapp. Era a época do Orkut e Msn, da Lan House. Ou seja, foi tempo que as pessoas conversam pessoalmente, riam, brincavam e aproveitavam o momento.
Sempre que escuto essa música penso na minha turma do ensino médio, afinal essa música marcou todas as turmas que saíam, que se despendiam depois de 3 anos de convivência diária. E hoje sei que essa musica é algo que eu sinto depois de tantas reviravoltas em minha vida.
Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou a um dia acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber
Que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso eu alguém, só penso em vocês
E ai então, estamos bem

Espero que possamos nos reencontrar pelas esquinas da vida. Afinal amigos são pra vida inteira, não importa o tempo que passar, certo? Um beijo enorme a quem tanto me ensinou e me fez bem, a vocês VET’s 2010 e a essa escola que acima de tudo, ensina pra vida. 

Primeira etapa da Residência

Daqueles dias que ansiamos, esperamos e até sonhamos que chegará. Aquelas viagens mega especiais que planejamos e não vemos a hora chegar o momento? Das vezes que vamos nos reencontrar com amigos ou mesmo com o amor de nossa vida depois de meses sem nos vermos? Essa era mais ou menos o nível de ansiedade. Quem conviveu esse último mês comigo percebeu o quanto eu estava tensa. Parei de ir a academia, tudo por um objetivo. Estudar para prova de residência. Um dia estava com uma alta estima nas alturas, certa que daria certo e na outro eu ficava pra baixo pensando nas pessoas que fizeram a prova ano passado e que iriam fazer novamente esse ano. Mas mesmo nessa insegurança, consegui estudar, fiz um curso preparatório com dois alunos que já são residentes (15 alunos que iriam fazer a prova – e como nada nessa cidade é de graça, o curso foi pago, mas pelo preço justo). O curso nos deu um bom direcionamento de como e o que estudar, já que é uma área que não vi nada na faculdade.
Os últimos dias pareciam não passar. Ruí todas as minhas unhas, na verdade nem os dedos escaparam. Os meus dias eram literalmente pra estudar. Acordar pra estudar e dormir cedo pra acordar o mais cedo (que eu conseguisse) pra estudar novamente. Claro que vez ou outra saía um pouco porque se não iria pirar.
E finalmente o grande dia da prova chegou. Sábado de manhã. No caminho não fiquei tensa e nem mesmo na hora da prova (graças a Deus). Li a prova já respondendo o que sabia, reli novamente confirmando as que eu tinha certeza e depois foi a hora de quebrar a cabeça com as questões chatas. Na verdade eram três. Dessas, uma eu não sabia por que era daquelas de marcar as certas e depois escolher a opção com a sequência correta (acabei optando que todas estavam certas, já que não sabia onde tinha erro e acertei! Haha) a outra era sobre interpretação de gráfico e depois de algum tempo consegui resolvê-la e a ultima eu sabia que não tinha alternativa certa, mas mesmo assim tinha que marcar alguma alternativa. O bom é que após a prova já saiu o gabarito oficial. Tirei foto e apesar da ansiedade deixei pra corrigir em casa.
E pra minha alegria, felicidade e todos os sentimentos bons que existem eu fui super bem. Errei apenas a questão que como eu disse não existe alternativa correta. Sabe aquela sensação maravilhosa de que você fez o seu melhor e valeu a pena? Na verdade valeu mais que a pena todo o investimento de tempo e de dinheiro também. Essa foi apenas a primeira etapa do processo seletivo, ainda faltam a análise dos títulos e a entrevista. Mas, era a primeira etapa a que eu mais poderia fazer algo. Ainda não sei como será o resultado final do processo, mas independente dele eu estou mega feliz (já sorri e pulei muito de alegria) porque o meu esforço valeu a pena.

E com isso aprendo que apesar de ser bem clichê, todo o nosso esforço hoje, valerá a pena lá na frente. Nada na vida vem fácil. Até porque quando lutamos, quando abdicamos de algo e quando fazemos o nosso melhor, no momento em que conseguimos o objetivo, sabemos valorizá-lo.
Agradeço a Deus por ter me honrado nessa primeira etapa. Durante toda a minha preparação eu pedi pra acertar no mínimo 19 questões. E foi isso que aconteceu. Deus sempre faz a parte dele, mas pra isso precisamos também fazer a nossa. E quando isso acontece o resultado é esse: FELICIDADE transbordando.

Atraso, Chuva e Táxi

Eram quase 18:20h (horário local), eu já estava pronta e nada de saber onde meu querido irmão estava – ele é meu motorista. Teria que chegar as 18:3h na casa de minha amiga para irmos ao curso do preparatório de um processo seletivo que estou fazendo. Não suporto atrasos, então decidi ir de mototáxi pra tentar chegar o menos atrasada possível. Saí de casa em direção ao ponto de mototáxi, que é na outra esquina e de repente senti pingos em meu braço. Isso mesmo! Numa noite de atrasos, começou a chover. Consegui voltar pra casa antes da chuva começar forte. Aí meu estresse já estava nas alturas, sem saber o que fazer.
Táxi. É isso! Vou chamar um táxi. Mas não tenho nenhum número de taxista e como meu celular não estava funcionando e estava usando o de minha mãe temporariamente, ele não tem o aplicativo de chamar táxi. Pedi a minha amiga algum número e o que ela me deu não funcionava. Pesquisei na internet e finalmente consegui chamar um. O atendente me falou que ele chegaria em 7 minutos, e 8 minutos depois eu já estava discando o número pra ligar novamente, quando o táxi chegou. Sabe aquelas cenas que está chovendo forte, você com um guarda chuva e entra num táxi? Senti-me numa dessas, não pelo táxi, mas porque literalmente me joguei no banco de trás tentando me molhar o mínimo possível. Ok. Já estou dentro do táxi. Quando falo o destino, o taxista imediatamente diz: “ok nordestina”. Ri automaticamente e ele me falou que o sotaque é bem forte. Percebi que eu tinha colocado muito sotaque mesmo sem perceber, involuntariamente. O trajeto foi bem curto, mas ele me contou praticamente boa parte da vida dele, disse que quando chegou a esta cidade foi acolhido por um casal de nordestinos (mas precisamente, paraibanos – Ah João Pessoa linda, que tenho saudade e ainda quero conhecer muito).

Aproveitei para perguntar sobre o bairro que moro. Sabe aquela impressão que falei logo quando cheguei aqui, que parecia que morava numa favela, mas que depois eu comecei a gostar por ter tudo perto. Nunca tinha perguntado a alguém como esse bairro era visto pelos demais moradores da cidade. Descobri que realmente esse bairro não é classe média (isso já tava na cara), muito menos classe média alta, mas que possui o custo benefício por ter tudo tão perto, por ter um centro comercial de bairro (que não é o centro da cidade) onde dá pra resolver praticamente tudo e também porque é um lugar perto do centro (isso quando você vai de carro ne? Porque de ônibus é uma viagem que dura praticamente mais de 1 hora). Falando em ônibus, não lembro se já comentei, mas os motoristas de ônibus daqui parecem que estão dirigindo um foguete (literalmente). E mesmo assim, os trajetos são bem longos, tanto pelo trânsito quanto pelas voltas e mais voltas que ele tem que dá. Voltando ao táxi, finalmente consegui chegar à casa de minha amiga com pouco atraso e chegamos no horário para a aula do preparatório.