sábado, 26 de dezembro de 2015

Presentes de Natal

Hoje acordei e apesar de ser Natal, achei que seria mais um dia comum, já que aqui em casa (não na casa física), mas na minha família nunca foi de ter festa nessa ou em qualquer outra época. Nunca fomos de trocar presentes, nem mesmo em dias de aniversário (e sinceramente acho isso bastante estranho, mas acho que sou acomodada e quase sempre deixo passar sem fazer muita coisa pra mudar isso). A questão é que hoje ao entrar na cozinha pra tomar o café da manhã fui surpreendida com um "feliz natal" do meu irmão. Sim, ele mesmo! Que raramente sequer troca abraços comigo (na verdade não lembro de nenhum abraço), que raras vezes me parabenizou por meu aniversário, não porque não goste de mim (porque sei que ele gosta), mas por não ser típico do jeito dele. Desejei também "feliz natal" com aquela brincadeira de bater as mãos abertas uma na outra e depois com elas fechadas. 
Ao final da tarde saímos para passear e mais uma vez ele me surpreendeu, querendo tirar fotos. Quem o conhece, ou melhor, quem o conhecia sabe que ele nunca gostou de fotos e é por isso que há alguns dias atrás eu não tinha sequer uma foto dele no meu celular pra mostrar as pessoas quando digo que ele é fisicamente o oposto de mim. Hoje já tenho algumas fotos com ele. 
Mas, a maior surpresa foi quando eu estava sentada vendo TV no quarto dele e ele pediu pra que eu fizesse cafuné nele. Oi? Ele deitou, fiz o cafuné durante alguns minutos e pouco depois ele adormeceu. Depois que sai do quarto foi inevitável não lembrar do meu pai. Ele sempre me pedia pra fazer cafuné nele, pra adormecer assim. E sempre dizia: "esse cafuné vai sair caro né nega?". Lembrar disso não me deixou triste, mas feliz por saber que ainda consigo lembrar de coisas que vivi com ele. E espero que o tempo seja generoso o suficiente pra não me deixar esquecer de lembranças tão boas.
Então foi esse o meu Natal. Apesar da ausência de presentes físicos, acho que ganhei dois que valeram bem mais.  Uma lembrança de meu pai e a aproximação com meu irmão. 

Pirando na espera da sobrinha

Saber que serei titia e que em breve estarei com uma linda princesinha no colo está me deixando bastante ansiosa. Comprar o restante do enxoval então, nem se fala! Escolher as roupinhas, sapatinhos, fraudas, e ver cada coisa linda me fez querer ter logo essa criança aqui. Serei muito babona, isso já assumi. Mas só ela pra me fazer passar uma tarde inteira no centro (isso inclui o sol nada frio dessa cidade) andando de loja em loja, pra comprar o melhor possível. Que você chegue bem, saudável e pronta pra trazer alegria pra essa casa e começarmos a escrever um novo capítulo dessa família. Quero ver seu rosto lindo, seu sorriso, suas mãozinhas, quero abraçar, segurar e cuidar da menininha da titia. Ah, e acho que a mamãe já pode escolher o seu nome ta? 

PS: Já assisti vídeo de como dá banho em recém nascido e já vi várias fotos legais que quero tirar pra registrar cada mês. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Cultura Regional #1

Já fazem mais de 3 meses que estou aqui e minha curiosidade por conhecer essa cultura e culinária só aumentam a cada dia. A partir de hoje irei começar a dividir, os termos, comidas e coisas aqui da cultura local desse estado e capital com tanta diversidade.
Pitiú: odor forte, desagradável. Isso em relação a peixe. “Peixe feito em casa tem pitiú”.
Tacacá: uma espécie de caldo (tem três tipos: um salgado, um doce e um misto que é o doce com o salgado) com camarão e ervas. “É preparado com um caldo fino e bem temperado geralmente feito com sal, cebola, alho, coentro do norte, coentro e cebolinha e, principalmente, um caldo amarelado, chamado tucupi. Coloca-se esse caldo por cima da goma de tapioca, também servida com camarão seco e jambu. Serve-se muito quente, temperado com pimenta, em cuias”.
Carapanã: muriçoca, pernilongo (acho esse termo muito paulista)
Curumim: garoto
Cunhatã: garota
Geladinho: Dindin
Taberna: quitanda, mercearia, bodega
X-caboquinho: Feito com pão francês, queijo coalho, tucumã, ovo e banana frita. É um sanduíche bem tradicional nos cafés.
Tucumã: “fruto de uma palmeira amazônica, de polpa grudenta e fribrosa”.
Igarapé: “curso d'água constituído por um braço longo de rio ou canal, de pouca profundidade e quase no interior da mata. Significa, literalmente, "caminho de canoa", através da junção dos termos ygara (canoa) e apé (caminho)”. Também utilizado pra se referir aos grandes canais de esgotos que existem na cidade.
Mana(o): gíria pra falar com qualquer pessoa. Muito usado também no diminutivo: maninha

Marronzinho: Amalerinho, guarda de trânsito.

(Wikipédia)

Uma semana de agosto

Depois de tanto tempo sem escrever nada. Pensei em você e bateu a vontade de escrever um pouco. Há uns dias me perguntaram como anda nosso relacionamento. Se temos conversado e o que sinto por você hoje. As conversas não são mais diárias como no início, na verdade elas são bem espaçadas. Mas quando acontecem, me sinto bem. Gosto demais de saber que você tá bem, de saber que está dando certo seu crescimento na área que nós escolhemos como profissão. Agora depois de me sentir mais adaptada a essa cidade, depois de conseguir me sentir um pouco mais em casa, comecei a lembrar de como foram difícil àqueles primeiros dias. E logo lembrei de todo o suporte que você me deu. Entendo que tivemos nossa breve história pra que você conseguisse ser o amigo sempre disponível o dia inteiro no WhatsApp ou em alguns Skypes pra conversar e me fazer sentir melhor mesmo estando numa cidade totalmente estranha e sem conhecer quase ninguém. Saber que sempre teria você me perguntando sobre como foi o dia ou o que iria fazer no outro dia era algo que sempre me fez bem. Senti-me cuidada em um dos momentos que mais precisei e sinceramente sei que tudo isso aconteceu porque nos aproximamos nos dias que antecederam minha mudança pra essa nova cidade. Quanto ao que sinto hoje por você é um sentimento que não cabe somente na palavra carinho, mas que também não é paixão. Acho que nem tudo precisa ser definido. Sei que gosto demais de você, do que aconteceu entre nós. E vez ou outra me veem alguns flash dos momentos de conversa no estacionamento, dos abraços demorados e dos beijos dados. Porque sempre que faço ou vivo algo bom, quando passa fica a saudade. E com você não é diferente. Sinto sim, saudade daquela semana de agosto em que tinha comigo um dos caras mais incríveis que uma garota pode conhecer. E hoje sou grata por ser sua amiga e por toda a paciência e disponibilidade que você teve pra me ajudar nos primeiros dias quando cheguei nessa cidade que hoje é meu novo lar.

Começando a sentir-se em casa

Após mais de 3 meses, já começo a me sentir melhor nessa minha nova casa. Já conheço algumas pessoas, já saio sozinha. Tenho uma independência mais parecida com a que já tive em tempos antigos. Ainda não é igual, nem será porque agora não moro mais com uma amiga e sim com a minha família. Mas posso dizer que a pior parte, a da adaptação inicial já passou. Graças a Deus. Pensei que nunca passaria, mas enfim passou. Ainda conheço pouco da comida regional e não saí pra muitos lugares. Mas já provei do peixe (algum de um dos milhares que têm aqui) e gostei. Mas pra mim peixe é peixe e eu não consigo AINDA, diferenciar os sabores (quem sabe eu aprendo depois de um tempo). Depois de algumas tentativas frustradas, consegui achar um açaí que tenha uma consistência mais parecida com a que estava acostumada e que vem com granola e leite condensado. Ainda não encontrei com banana ou outras frutas, pois o forte do acompanhamento daqui é farinha de mandioca (umas bolinhas brancas e duras, mas que quando dentro do açaí ficam mais mole) e açúcar. Ainda não experimentei o famoso tacacá e tantas outras comidas regionais. Mas tempo é o que não me falta aqui. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Comendo Sushi

Estava sentindo uma vontade louca de comer Sushi. Quem me conhece sabe que sempre falo que Sushi é igual a açaí. O seu organismo, ou melhor, o nosso paladar não está adaptado a comer coisas tão diferentes, então devemos dá a ele a oportunidade de provar e não só de experimentar uma única vez, mas sim de permitir o tempo necessário para se adaptar a sabores tão diferentes do que estamos acostumados no dia a dia, mas tão saborosos e deliciosos. Como a maioria das pessoas que conheço, também não gostei de nenhum dos dois de cara. Tive que comer 2 a 3 vezes para gostar e depois daí me apaixonar por esse sabor característico e meio exótico (hahaha esse termo é legal). Então com esse desejo avassalador de comer Sushi depois de meses de abstinência, sem previsão de comer, já que não vende perto de minha casa e ninguém iria me acompanhar porque não gostam (não sabem o que perdem), fiquei desejando e comecei a seguir os IGs de todas os restaurantes de Sushi da cidade.
Então, numa noite dessas fomos a feira e lá próximo tinha um restaurante japonês. Meus olhos brilharam literalmente. Gosto demais do clima desses restaurantes. Mas infelizmente tive que pedir pra viagem e não tive tempo para desfrutar desse ambiente aconchegante que tanto gosto.  A primeira coisa que me surpreendeu foi o preço, claro que como tudo nessa cidade, não seria o Sushi que seria diferente. Então sim, ele foi bem caro, mas além disso não estava tão bem feito esteticamente como eu estava acostumada a comer. Já provei Sushi em Natal e duas cidades cearenses. Em Natal o preço é mais acessível e a estética é melhor, já nas cidades do Ceará as duas ganham pelo preço justo e pela estética. Então entre os 3 estados que já comi, o Ceará ganha em primeiro lugar. Em todos eu gostei do sabor, acho que só conseguiria saber qual o melhor sabor se provasse todos num único momento e isso é impossível ne? Mas mesmo com alguns prós, com certeza irei comer muito Sushi por aqui ainda, melhor ainda se for acompanhada.   

Saudade em dose dupla

               Hoje depois de mais uma vez pensar e me questionar em porque tenho sempre sonhos tão parecidos com meu pai, o último foi como se fosse a junção de todos eles. São sonhos bons e que eu queria muito que se tornassem reais. Em uma conversa com uma colega daqui ela me disse que está esquecendo-se da voz e do rosto do pai dela que morreu há 11 anos. Tenho esse medo também, principalmente porque prefiro não pensar tanto pra não sofrer tanto. Sinto-me culpada algumas vezes por deixar de lado lembranças suas, mas isso é só uma maneira de autoproteção. Fazia dias que eu não chorava sentindo tua falta. Mas toda essa história da minha família e o sonho que tive ontem com você, as lágrimas foram inevitáveis. Choro de saudade do teu colo, teu carinho, mimo (e como foi mimada ne?) por esse pai coruja. Hoje senti o cheiro de um sabonete e lembrei-me de você. Porque era um dos teus favoritos. Foi como sentir o teu cheiro na casa depois que você saia do banho. Ah como eu queria que meus sonhos fossem reais. Que eu ainda ti tivesse aqui comigo. Vez ou outra imagino como seria a nossa vida se você ainda tivesse aqui. Sei que provavelmente estaria em outro lugar ou talvez não ne? Isso eu nunca saberei.

           E com tudo isso, hoje eu tive vontade de conversar com um amigo com quem sempre desabafei nesses momentos, ele sabe me ouvir e me compreender nesse assunto melhor do que ninguém. Foi ele quem esteve presente pra me abraçar quando o choro vinha inevitavelmente e ele sempre me dizia pra lembrar do que foi bom, das coisas boas que dividimos. Mas infelizmente não estamos mais tão próximos. E não me sinto no direito de começar uma conversa por WhatsApp e já começar a desabafar. Então lembrei que aqui consigo falar e falar. E enquanto escrevo deixo minhas lagrimas rolarem em meu rosto, permito-me colocar um pouco dessa angustia, do medo do esquecimento e saudade pra fora de mim, mesmo que assim em pequenas doses. Porque sinceramente, me considero bem frágil em algumas coisas. E perder você é algo que me despedaçou por dentro mesmo que por fora eu pareça intacta. 

               Percebi que de tempos em tempos preciso desses momentos, desse alívio. Sempre foi assim, desde aquele outubro de 2011. Na maior parte do tempo sou forte, até pela correria imposta no dia a dia. Mas em momentos como o de agora, me sinto pequenininha e sozinha, desejando apenas ouvir, que tem alguém comigo e que posso contar com ele.

Como é fácil gostar

Hoje agradeci mentalmente por não ter acontecido nada entre a gente. Anoiteceu e comecei a sentir saudade de conversar com você no WhatsApp. Eu sei que se tivesse rolado algo entre a gente eu sentiria saudade dos momentos. Não que eu esteja apaixonada, mas é que gosto de você. E sinceramente você é uma pessoa fácil de se apegar. Gosto demais de teu jeito, tua simplicidade, o teu tom de voz alegre nos áudios. Nossas conversas me fazem bem. Então a minha saudade hoje é sobre as nossas conversas suaves, sem ou com intenções. Sinto que podemos conversar sobre vários assuntos, tenho a sensação que a conversa flui, acontece. Mesmo que o contato pessoalmente tenha sido breve, minha admiração por você é antiga, mas o meu gostar aumentou nos últimos tempos. Por isso torço pra que essa amizade não seja efêmera, mas que possa perdurar por muito tempo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Chegue Logo

Quando senti o vento, a brisa do mar tocando meu corpo, eu só desejei que você chegasse daquele jeito, suave, devagarzinho por trás de mim e me abraçasse, me envolvendo em teus braços. Que deixasse minha cabeça repousar sobre seu peito. Fechei o olho e senti por um minuto essa sensação. Esperei por você. Desejei tua chegada ali naquela noite fria. Olhei pra os lados procurando por você, imaginando teu rosto entre tantas pessoas que estavam ali naquele calçadão. Procurei e só depois de um tempo percebi que não sabia a quem eu estava procurando. Porque ainda não conheço o teu rosto, não sei qual a tua altura, nem a cor da tua pele. E não saber isso, não saber teu nome, não saber quando você chegará está me matando de ansiedade, de curiosidade. Quero logo sentir a segurança do teu abraço, o gosto do teu beijo em minha boca. Quero sentir teus olhos me olhando, ver o teu sorriso, sentir as tuas mãos se entrelaçarem nas minhas. Quero saber de tudo sobre você. Saber dos teus gostos, dos filmes, comidas e lugares preferidos. Quero ouvir sobre as viagens que já fez. Quero que conte os lugares. Quero saber coisas sobre sua vida. Quero conhecer você. Então, se posso ti pedir algo, não demore tanto a chegar porque eu já estou aqui, te esperando.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Desejo realizado: Falei com você

Finalmente o dia do seu aniversário chegou. É dia de ti ligar, de ouvir sua voz. Liguei, você não reconheceu minha voz de primeira, também quem mandou eu ligar confidencial né? Acho que eu era uma das pessoas menos prováveis que você estava esperando ouvir a voz. Depois daqueles velhos clichês, perguntando como estava, o papo começou a fluir. Você me contou como anda a vida, o que tem feito de novo, falou da academia que deixou de frequentar, contou sobre as novidades acadêmicas, falou sobre a vida de nossos velhos amigos em comum e de quem eu tanto sinto falta. Gostei demais de ouvir você falar. Porque a conversa foi natural, fluiu, foi semelhante aos velhos tempos. Gostei da empolgação da voz para me colocar a par de tantas novidades da nossa antiga cidade. Foi como uma volta no tempo em que passávamos horas e horas no celular tentando matar um pouco da saudade, a diferença é que tive que desligar logo. Mas sei também que os assuntos não viriam ou não seriam tantos a ponto de ficarmos horas no celular. Porque naquele tempo, as horas ao celular eram preenchidas também com trocas de carinho e músicas cantadas por você pra mim. Apesar dos poucos minutos, fiquei feliz por está tudo bem com você e de falar contigo. Continue bem e até uma próxima ligação.