Oi... e se eu voltar ?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Uma dor chamada saudade
Alguém já descobriu como deixar de amar?
Como deixar de pensar na pessoa, na rotina que tínhamos, nos dias que inventávamos de cozinhar algo rápido ou até mesmo nos arriscar nas receitas da internet. Como posso esquecer os dias que saíamos para almoçar fora e que era um do meus programas favoritos. Como apagar da memória os momentos de brigas em que ao deitar para dormir você apenas me abraçava e tentava de alguma forma se reconciliar. As noites são as piores. Dormir sozinha, sem um boa noite e acordar sem um bom dia, tem de alguma forma me matado pouco a pouco. Como se esquece de todos os dias em que você me pedia para fazer seu bolo de chocolate com prestígio e que desde aquele dia 24 eu não consegui mais fazer nenhum.
A verdade é que tenho andado bem pouco na cozinha. Sabe aquele prazer por cozinhar? Parece que ele foi embora junto com você. Como é que consigo me arrumar aos domingos para ir a igreja e não ter você para dividirmos o espelho, para me dizer qual das duas ou três roupas que estou em dúvida ficou melhor e para me dizer o quanto estou bonita. Agora não sinto mais aquela ansiedade de chegar em casa e talvez ver uma moto estacionada na calçada de casa. Não tenho mais que separar suas roupas do trabalho para lavar para que no domingo a noite elas estivessem secas.
A verdade é que nunca cogitei que um término doeria tanto fisicamente falando. Meu coração aperta, as dores de cabeça são quase que diárias, as lágrimas insistem em me visitar praticamente todos os dias. E o pior de tudo não é simplesmente a ausência. É saber que pensando de forma racional é impossível darmos certo hoje. Ou talvez até mesmo algum dia.
Mas sabe a saudade? Como ela é cruel! Como ela vem de forma avassaladora sem nem sequer pedir licença. Ela tem sido minha companheira mesmo eu tentando expulsá-la diariamente. Ela tem insistido em ficar. E é quem eu encontro sempre que chego em casa. É ela que está comigo quando penso em sair para almoçar aos domingos, é ela que está comigo quando planejo ir a banhos que também nunca mais fui. Ah que loucura tudo isso. Além do mais não é apenas a saudade. Tem tantas outras questões em jogo não é? Mas hoje não queria falar de mais nada. Só dessa maldita saudade que não me deixa de jeito nenhum.
domingo, 22 de janeiro de 2017
2017 e suas (mo caso, minhas) metas
E já se passaram quase 30 dias do ano de 2017. Estou sentido que esse ano vai super-hiper-mega voar! Dessa vez me impus algumas metas e acredito que até o presente momento estou cumprindo! Vou listar-las aqui pra ver se gravo ainda mais e para no final do ano (ou seja, daqui a pouco) fazer uma retrospectiva:
- fazer de 2017 o ano da excelência em todas as áreas, começando pela espiritual (priorizando mais as coisas de Deus)
- Ler a Bíblia em um ano (comecei um pouco atrasada, mas já estou quase em dias);
- Dizimar todos os meses (devolver 10% daquilo que Deus tem me dado gratuitamente);
- Fazer depilação a laser na axila (começar por ela que é algo que me incomoda bastante no dia a dia e também pelo custo financeiro mais acessível);
- Estudar português (principalmente) e outras disciplinas - já iniciei, mas pense numa língua difícil de aprender :/
- Fazer concursos e se possível ser aprovada (hahaha) - a parte de fazer eu já comecei;
- Fazer intercâmbio pela residência
A lista não acaba por aqui, mas esses foram os que tracei de mais significantes durante esse primeiro mês do ano. Aos poucos outros irão surgindo e com fé e foco conseguirei atingir cada uma dele!
Sobre morar só
Morar sozinha é de uma independência que só quem passa ou já passou por essa situação consegue entender. Significa lavar a louça na hora que quiser, arrumar a casa ou não (mesmo que ela esteja de pernas para o ar), sair e chegar sem ter que dizer nada a ninguém... mas é também descobrir que as roupas não ficam limpas sozinhas, que quando toda a louça está suja, você precisa lavar o copo para beber água, que no seu dia de folga é melhor aproveitar para arrumar e deixar a casa em ordem e pagar as contas em dias.
Morar sozinha é poder receber seus amigos e deixar eles entrarem da varanda ao quarto. É saber que mesmo que não queiramos estamos crescendo e amadurecendo. E é também, em alguns momentos chorar de tanta saudade da família, e principalmente da mãe que é quem faz tudo pela gente! Hoje eu moro só e amo essa independência. Mas se pudesse escolher, eu preferiria que minha mãe morasse na mesma cidade que eu, para que eu pudesse passar no final do dia ou no final de semana pra tomar aquele cafezinho da tarde com biscoito e para saber como andam as coisas! De alguém, que mora longe de casa há 7 anos e mesmo assim, ainda carrega uma bagagem chamada saudade, porque essa não tem idade, local e nem tão pouco pede licença pra invadir a sua vida.
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Um "amor" de verão
Há dias venho querendo organizar na mente tudo o que quero escrever sobre você e o momento que vivemos. Já até iniciei um outro texto, mas acabei apagando. A verdade é que depois dos intensos olhares trocados, dos beijos em meu rosto, dos abraços e da sua boca na minha, eu quis que isso durasse um pouco além de um final de semana. Mas como sempre, o destino me leva pra longe e não me deixou aproveitar um pouco mais a sua mão em minha perna quando estávamos andando de moto, ou escutar a tua voz meio grave tão perto do meu ouvido. Se eu dissesse que não fiquei apreensiva, culpada, ou com um sentimento de pesar em alguns momentos (Ainda que poucos) eu estaria mentindo mas, como já comentamos, isso era algo que tinha que acontecer (pelo menos na nossa concepção) porque foi algo que começou há muitos meses e que deveria ter acontecido.
Disse para mim mesma que embora o teu beijo seja bom, o teu abraço viciante e a tua voz um charme, aquilo teria que acabar naquele momento. Mas quem é que pode mandar na mente e nos sentimentos de alguém? Haha. Eu mesma não consigo dominar os meus. Não estou dizendo que me apaixonei, não é isso...mas a questão é que eu gostei sabe?! E gostei de verdade. Aquela longa conversa que tivemos dias depois, pelo WhatsApp, me fez perceber o bem que eu quero a você. É algo que realmente não sei como surgiu, até porque nossa amizade começou a um pouco mais de um ano, alguns dias antes de minha partida para o Norte, mas isso não importa, o que interessa é que falar com você me faz bem. Ler suas mensagens e ouvir teus áudios me fazem sorrir. Depois dessa conversa eu quis falar horas e horas todos os dias com você, mas estou me contendo para que meus sentimentos não extrapolem e nem você entenda algo errado. Sei que estamos em momentos bem diferentes e é por isso que hoje eu desejo que você seja feliz com quem e onde está, e quem sabe se um dia eu não poderei fazer parte dessa felicidade de alguma forma, né?
Férias
Quando finalmente o dia da viagem chegou eu não acreditava e não cabia em mim de tanta felicidade! Mas sim, ele chegou! Entrei no avião e sabia que estava iniciando um dos meses mais esperados do ano (depois de janeiro, que foi quando fiz todo o processo seletivo da residência e de setembro que é meu mês predileto -aniversário hahaha).
Nos dias que antecederam o dia 30/10 (dia de outubro) eu me cansei fisicamente e emocionalmente ao máximo! Mudei de apartamento, fiz plantões extras pra pagar o meu número a mais de dias de férias e já estava exausta da pressão e cobrança bestas dos supervisores. Mas enfim, eu estava indo ao meu primeiro destino das férias... Natal! Essa capital linda, com tamanho e correria do jeito que eu gosto (diferente das grandes capitais), que me recebeu tão bem há 6 anos e que me fez chorar por deixar pessoas tão amadas no dia que parti com destino ao Norte. Voltar a Natal foi algo melhor do que pensei. Revi e sai com meus amigos, visitei a minha faculdade (que foi minha casa durante quase 5 anos), fui as praias mais lindas (e sim, peguei um belo bronze! Até porque aquele amarelo em minha cor já tava feio há um tempinho), aproveitei cada hora do dia e deixei pra descansar no próximo destino!
O segundo lugar que passei foi pra rever minha família, descansar um pouco (ou melhor, descansar MUITO) e claro, pra curtir e babar muito a sobrinha mais linda que eu já tive (aliás, a única que tenho ...kkkk, mas que é a mais linda do universo). Ver o desenvolvimento, como ela cresceu e poder brincar com esse ser humaninho tão pequeno, tão linda, tão séria e com sorriso mais lindo, foi de encher mais ainda meu coração de amor por ela. Nessa segunda parte do roteiro, aproveitei para conhecer a cidade que até então não conhecia, peguei o carro do meu irmão e (às vezes de alguns amigos dele) pra rodar a cidade (digo, o shopping principalmente) e sair um pouco, já que essa parte 2 das férias foi algo mais caseiro e família. Nessa parte eu consegui fazer a parte 2.5 que não estava programada, mas que foi de ir a minha antiga cidade (Iguatu), pra rever amigas e família do meu antigo pastor e pai na fé! Foi algo que não programei de certeza antes de iniciar as férias, mas também foi algo que deu muito certo!
Nesse tempo, eu até marquei de encontrar com aquela pessoa que um dia fez meu coração ter taquicardia, que me olhava com um olhar que diziam palavras (e que passou do posto de amor, pra amigo) mas por falta de organização, ou melhor, o destino não quis que nos reencontrássemos agora, até porque a ferida (de um amor que não foi possível viver) fechou a tão pouco tempo, e ainda precisa cicatrizar completamente. Depois da parte 2.5 voltei a cidade d minha família e voei junto com minha mãe para parte 3 das férias para conhecer a loucura da grande São Paulo!
Confesso que nunca tive vontade de ir, só por ouvir relatos do dia-a-dia e por ver reportagens na TV falando sobre toda a agitação que é essa cidade. Mas já estava devendo uma visita a umas tias e por isso resolvi cumprir logo! E que bom que fiz isso. Me surpreendi com a cidade. Não sei foi porque só fui a passeio e por ser apenas uma semana. Mas o fato é que eu gostei muito. Adorei a praticidade do transporte público de lá (metro e trem - exceto o preço das passagens, 3,80 - como assim? Que crise é essa nesse país?) pra não ter que passar tanto por ônibus, até porque me pego imaginando, se o trânsito de lá já é lento pela quantidade de pessoas que moram lá e tem transporte particular, imagine se não tivesse metro e trem (impossível mesmo!). O bom é que sai de lá quase uma paulista (não que algum dia isso tenha sido um desejo meu) já que consegui aprender como andar sozinha de metrô e trem (muito fácil!!! É só olhar os mapas nas estações hahaha) e porque conheci grande parte dos pontos turísticos clássicos da cidade: 25 de março (muita gente na rua e muita loja de
Bijus), Igreja e praça da Sé (que igreja linda!!!), bairro da Liberdade (me senti no Japão, com tanto japonês nas ruas), Mercado Público (adorei a forma de empilhar as frutas, fica muito mais organizado e bonito), avenida paulista (andei um monte a pé, só pra ver um monte de prédio, mas é tipo de tour paulista hahaha -conhecer a avenida mais famosa do país). Sem contar que fora essa parte turística, revi duas grandes amigas, minha família materna e meu primo querido cujo sobrenome é Valter - ele quem foi meu guia durante um dia inteiro, andando de um lado pra o outro da cidade! Muito obrigada primo). E gente, depois de tudo isso, Ainda consegui pegar um friozinho tão bom (12-14 graus), quase congelante pra quem tá acostumada a 35-48 graus kkkk.
Depois da parte 3, o destino era a vida e a rotina real! E cá estou estou, depois de uma semana longe desse estado, me readaptando a essa rotina, a essa cultura e a minha nova casa (lembram que mudei uma semana antes das férias? Nem consegui curtir a casa hahaha). O sentimento hoje é de felicidade por um mês e uma semana cheia de alegrias, de reencontros, de abraços, de muita caminhada na rua pra conhecer lugares novos. E o desejo é este: que eu continue leve pra mais uma temporada de residência ate as próximas férias (é que elas sejam tão boas ou superem as deste ano) resta só saber quais os próximos destino.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2016
De um amor e uma saudade que ainda não acabou
Caraca quanto tempo faz que venho aqui? Muito, muito tempo.
Sinto muita falta de escrever aqui, e acreditem ou não, mas vez ou outro crio
um texto inteiro em minha cabeça. Texto esse que em minutos eu esqueço e nem
consigo escrever em um rascunho por conta da correria e dessa rotina que tá o
meu dia a dia. Muita coisa aconteceu em minha vida desde a última postagem em
janeiro.
Estou fazendo a minha tão sonhada resindência e é justamente por conta disso
que ando tão sumida e com a vida tão corrida, ja que passo 60h semanais dentro
de uma maternidade. Gente é muita hora viu!! As vezes me pego pensando como
consigo.. haha. Mas isso é papo para outro texto. A outra grande novidade é que
estou morando sozinha. Sim, literalmente sozinha. Sem família e sem uma amiga
para dividir o apê, as contas, as faxinas e fazer companhia (saudades de você
pequena). Minha família mudou há mais de dois meses para outro estado e eu
continuei aqui por conta da residência, mas já estou morrendo de saudades da
minha sobrinha linda.
Enfim, coisas aconteceram nesses período que estive longe daqui. E aos poucos vou tentar voltar a escrever.
Mas, o meu desejo hoje de voltar a escrever é porque li um texto que me fez ficar balançada,,,
Enfim, coisas aconteceram nesses período que estive longe daqui. E aos poucos vou tentar voltar a escrever.
Mas, o meu desejo hoje de voltar a escrever é porque li um texto que me fez ficar balançada,,,
"Existe algo muito maior entre a gente além da vontade de querer
ficar juntos. Eu acho que a gente precisa falar sobre, ou então, deixar isso de
lado e ver se, quem sabe, o tempo ajuda a resolver.
É que tanto você quanto
eu sabemos que a gente não pode ficar juntos. Não agora pelo menos. É um
negócio meio estranho porque sabemos que há vontade, mas sabemos também que
existem outros fatores que influenciam nessa nossa decisão. Se fosse só por
querer, a gente já tinha resolvido.
Há coisas que precisam
ser acertadas tanto na minha vida quanto na sua. Nós sabemos. Só não sabemos se
serão mesmo acertadas.
É uma sensação
estranha e inédita para mim querer ficar com alguém mas ser impedido por
motivos que extrapolam o mútuo querer, isto é, se o motivo fosse só a gente se gostar, nós já teríamos
resolvido, mas isso vai além. E talvez seja isso que me frustre tanto: a
existência de barreiras quase que intransponíveis na nossa história.
Será que isso um dia
vai melhorar? Será que vamos conseguir passar por isso e lembrar dando
risada? Ou será que só nos transformaremos em mais uma história passada?
Dói ter que pensar,
piora não conseguir agir. Odeio ter que colocar respostas na
responsabilidade do tempo, mas odeio tantas outras coisas nas quais preciso
aprender a lidar que é essa é só mais uma.
A gente não pode ficar
juntos.
Não agora, nem amanhã.
Mês que vem também não. Não da nem para saber se um dia realmente
ficaremos. Esta que é a verdade.
Mas
a nossa distância não diminui meu sentimento. A gente não pode ficar juntos, mas a gente quer. Vai
que o tempo passa e transforma o nosso querer em viver."
ENTENDA OS HOMENS - EOH
Foi impossível dá de
cara com esse texto nas redes sociais e não sentir o coração apertar, o olho
encher de lágrima e vir a mente toda a nossa história. Parece que o texto foi
escrito por alguém que nos conhece e foi um telespectador de tudo o que vivemos
"juntos" né? O fato, é que ler isso, me fez lembrar de você, e
fez a saudade me invadir com o desejo de que esse texto seja real em nossas
vidas. Está longe jamais vai fazer apagar a nossa história.
Um beijo pra você que ainda insiste em
me visitar nos meus sonhos.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Lembranças da época de Eafi
Alguns dias atrás
estava tentando estudar e de repente o vizinho começou a ouvir essa música.
Automaticamente o filme veio a minha mente. Os anos de 2008 a 2010. E junto com
as lembranças a certeza de que foi a melhor experiência que tive em minha vida –
até hoje.
Morei em um colégio
interno enquanto cursava o ensino médio e um curso técnico (o qual não me
serviu pra nada. Kkkk). Mas mesmo com um curso técnico que não me somou
intelectualmente ou profissionalmente, a experiência, as lembranças e o
crescimento que tive como pessoa fez todo o diferencial em minha vida. Cresci
como pessoa, percebi que o mundo era bem mais que o conforto de minha casa e a
segurança de meus pais. Criei amigos pra vida inteira. Lembro que no primeiro
dia quando cheguei na residência feminina que carinhosamente chamávamos de casinha
rosa (porque era a cor dela na época) fui conhecer o meu quarto que iria
dividir com mais 9 meninas (5 beliches) e o refeitório que era comum as 50
internas – 50 meninas morando juntas 24 horas durante 3 anos (exceto alguns
finais de semana em que íamos pra casa ou pra casa das outras) e na hora pensei
que seria difícil aprender o percurso do quarto ate o refeitório, achei longe
(coisa de gente matuta mesmo), quando na verdade era apenas uma reta – hahaha.
Quando me pego pensando
nas experiências que tive, as viagens técnicas que fizemos, as aulas que eram
manhã e tarde. O lugar que sempre sentava na sala. As aulas de geografia que
eram com o melhor professor que já tivemos. O tio de português que era um amor
em pessoa (sabe aqueles príncipes? Super educado), a professora Luzia de
português que só sabia copiar no quadro e que sempre pensamos em roubar o papel
(a cola dela) que ela trazia e copiava folhas e mais folhas no quadro – sem o
papel ela não saberia dá aula haha. A tia Lucineide, a mulher mais linda que
conheci (interiormente e exteriormente), o seu marido Professor de Metodologia
conhecido como o coroa (sempre nos chamava: e aí coroa?), quem é que gosta
dessa matéria gente? Mas ele conseguiu ministrá-la de um modo menos chato
possível. Esse casal de professores é excepcional. Foram tantos professores que
marcaram a história quem nem dá pra falar de todos.
Lembro das escalas pra
limpar o refeitório, o lavabo, as escalas de geral da quarta a noite (em que
tínhamos que limpar todo o alojamento), as escalas do quarto ( uma dupla por
dia – uma pra o quarto e outra pra o banheiro). As vezes que nos escondíamos
debaixo dos beliches para não irmos pra uma aula chata à tarde. Ou então quando
íamos e em vez de subirmos as escadas pra irmos a aula ficávamos nas escadas
conversando, fazendo chapinha, ou então íamos para casa de uma aluna externa que
morava numa republica de estudantes só pra assistirmos a sessão da tarde. Os
filmes de fim de semana que podíamos alugar (eram 3 e sempre tinha aquela briga
pra escolher qual seria). A hora do repeteco (tinha fila pra repetir a comida),
quando era lasanha, batata frita. Dormir na noite anterior já com a roupa de
educação física pra dormir um pouco mais (quem iria tomar banho pra fazer
educação física ne?). Lembro da mesa das Iraps (a mesa que sentamos no
refeitório por 3 anos), das filas pra o banho, já que eram dois chuveiros e 10
meninas no mesmo quarto. Das noites que sentávamos nas beliches e começávamos a
escrever nossos nomes com caneta e corretivo nas grades das camas pra deixarmos
a nossa historia marcada de alguma forma. Lembro das noites que virávamos estudando
e enquanto isso a Rafinha passava a noite elaborando a cola de história (que
era um livrinho) e que no outro dia iria passar pela mão de todos da turma. Das
noites que deixamos a janela da cozinha aberta, pra invadirmos na madrugada e
comer alguma coisa gostosa que tivesse lá dentro (alegria quando tinha doce de
leite ou leite condensado- haha). Ou quando íamos tarde da noite pra cozinha
experimental fazermos vários pacotes de miojo (todo mundo juntava os seus
miojos). Da “porcaria” nome da comida preferida pra matar a fome enquanto
esperávamos a próxima refeição (feita com leite em pó, nescau, bolacha cream
cracker quebradas em pedaços e água – tudo misturado num copo e cada uma com
sua colher na mão pra atacar), parece gororoba, mas ficava muito bom – juro!. E
quando faltava um ingrediente saíamos nos outros quartos gritando perguntando quem tinha. E sempre
tinha alguém, afinal nossos armários, apesar de terem um espaço pequeno, mas
cabia: roupa, comida, material escolar, sapato e ainda a mini feira que cada
uma trazia depois de um fim de semana em casa.
E é por essas historias
e tantas outras que abro um sorriso em meio as lágrimas de saudade, sabendo que
vivi um dos melhores tempos de minha vida. Como sempre dizíamos lá é a Escola
da vida. Na época que estudei na EAFI, hoje IFCE – Iguatu, fiz amizades pra
vida inteira, convivi com pessoas que embora eu não tenha contato hoje devido a
várias circunstâncias da vida, sei que quando reencontrá-las será o mesmo
carinho e amor e sentaremos por horas pra saber uma da vida da outra. Amizade
daquelas que não importa o tempo, ela sempre existirá. Agradeço demais a Deus e
a vida por essa experiência e também agradeço por não ter tanta tecnologia
naquela época. Não era a época dos conectados, do whatssapp. Era a época do
Orkut e Msn, da Lan House. Ou seja, foi tempo que as pessoas conversam
pessoalmente, riam, brincavam e aproveitavam o momento.
Sempre que escuto essa
música penso na minha turma do ensino médio, afinal essa música marcou todas as
turmas que saíam, que se despendiam depois de 3 anos de convivência diária. E
hoje sei que essa musica é algo que eu sinto depois de tantas reviravoltas em
minha vida.
Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou a um dia acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber
Que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso eu alguém, só penso em vocês
E ai então, estamos bem
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou a um dia acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber
Que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso eu alguém, só penso em vocês
E ai então, estamos bem
Espero que possamos nos
reencontrar pelas esquinas da vida. Afinal amigos são pra vida inteira, não
importa o tempo que passar, certo? Um beijo enorme a quem tanto me ensinou e me
fez bem, a vocês VET’s 2010 e a essa escola que acima de tudo, ensina pra vida.
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Primeira etapa da Residência
Daqueles dias
que ansiamos, esperamos e até sonhamos que chegará. Aquelas viagens mega
especiais que planejamos e não vemos a hora chegar o momento? Das vezes que
vamos nos reencontrar com amigos ou mesmo com o amor de nossa vida depois de
meses sem nos vermos? Essa era mais ou menos o nível de ansiedade. Quem
conviveu esse último mês comigo percebeu o quanto eu estava tensa. Parei de ir
a academia, tudo por um objetivo. Estudar para prova de residência. Um dia
estava com uma alta estima nas alturas, certa que daria certo e na outro eu
ficava pra baixo pensando nas pessoas que fizeram a prova ano passado e que
iriam fazer novamente esse ano. Mas mesmo nessa insegurança, consegui estudar,
fiz um curso preparatório com dois alunos que já são residentes (15 alunos que
iriam fazer a prova – e como nada nessa cidade é de graça, o curso foi pago, mas
pelo preço justo). O curso nos deu um bom direcionamento de como e o que
estudar, já que é uma área que não vi nada na faculdade.
Os últimos
dias pareciam não passar. Ruí todas as minhas unhas, na verdade nem os dedos
escaparam. Os meus dias eram literalmente pra estudar. Acordar pra estudar e
dormir cedo pra acordar o mais cedo (que eu conseguisse) pra estudar novamente.
Claro que vez ou outra saía um pouco porque se não iria pirar.
E finalmente
o grande dia da prova chegou. Sábado de manhã. No caminho não fiquei tensa e
nem mesmo na hora da prova (graças a Deus). Li a prova já respondendo o que
sabia, reli novamente confirmando as que eu tinha certeza e depois foi a hora
de quebrar a cabeça com as questões chatas. Na verdade eram três. Dessas, uma
eu não sabia por que era daquelas de marcar as certas e depois escolher a opção
com a sequência correta (acabei optando que todas estavam certas, já que não
sabia onde tinha erro e acertei! Haha) a outra era sobre interpretação de
gráfico e depois de algum tempo consegui resolvê-la e a ultima eu sabia que não
tinha alternativa certa, mas mesmo assim tinha que marcar alguma alternativa. O
bom é que após a prova já saiu o gabarito oficial. Tirei foto e apesar da
ansiedade deixei pra corrigir em casa.
E pra minha
alegria, felicidade e todos os sentimentos bons que existem eu fui super bem.
Errei apenas a questão que como eu disse não existe alternativa correta. Sabe
aquela sensação maravilhosa de que você fez o seu melhor e valeu a pena? Na
verdade valeu mais que a pena todo o investimento de tempo e de dinheiro
também. Essa foi apenas a primeira etapa do processo seletivo, ainda faltam a
análise dos títulos e a entrevista. Mas, era a primeira etapa a que eu mais
poderia fazer algo. Ainda não sei como será o resultado final do processo, mas
independente dele eu estou mega feliz (já sorri e pulei muito de alegria)
porque o meu esforço valeu a pena.
E com isso
aprendo que apesar de ser bem clichê, todo o nosso esforço hoje, valerá a pena
lá na frente. Nada na vida vem fácil. Até porque quando lutamos, quando
abdicamos de algo e quando fazemos o nosso melhor, no momento em que
conseguimos o objetivo, sabemos valorizá-lo.
Agradeço a Deus por ter me honrado nessa primeira etapa. Durante toda a
minha preparação eu pedi pra acertar no mínimo 19 questões. E foi isso que
aconteceu. Deus sempre faz a parte dele, mas pra isso precisamos também fazer a
nossa. E quando isso acontece o resultado é esse: FELICIDADE transbordando.
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Atraso, Chuva e Táxi
Eram quase 18:20h
(horário local), eu já estava pronta e nada de saber onde meu querido irmão
estava – ele é meu motorista. Teria que chegar as 18:3h na casa de minha amiga
para irmos ao curso do preparatório de um processo seletivo que estou fazendo.
Não suporto atrasos, então decidi ir de mototáxi pra tentar chegar o menos
atrasada possível. Saí de casa em direção ao ponto de mototáxi, que é na outra
esquina e de repente senti pingos em meu braço. Isso mesmo! Numa noite de
atrasos, começou a chover. Consegui voltar pra casa antes da chuva começar
forte. Aí meu estresse já estava nas alturas, sem saber o que fazer.
Táxi. É isso! Vou
chamar um táxi. Mas não tenho nenhum número de taxista e como meu celular não
estava funcionando e estava usando o de minha mãe temporariamente, ele não tem
o aplicativo de chamar táxi. Pedi a minha amiga algum número e o que ela me deu
não funcionava. Pesquisei na internet e finalmente consegui chamar um. O
atendente me falou que ele chegaria em 7 minutos, e 8 minutos depois eu já
estava discando o número pra ligar novamente, quando o táxi chegou. Sabe
aquelas cenas que está chovendo forte, você com um guarda chuva e entra num
táxi? Senti-me numa dessas, não pelo táxi, mas porque literalmente me joguei no
banco de trás tentando me molhar o mínimo possível. Ok. Já estou dentro do
táxi. Quando falo o destino, o taxista imediatamente diz: “ok nordestina”. Ri
automaticamente e ele me falou que o sotaque é bem forte. Percebi que eu tinha
colocado muito sotaque mesmo sem perceber, involuntariamente. O trajeto foi bem
curto, mas ele me contou praticamente boa parte da vida dele, disse que quando
chegou a esta cidade foi acolhido por um casal de nordestinos (mas
precisamente, paraibanos – Ah João Pessoa linda, que tenho saudade e ainda
quero conhecer muito).
Aproveitei para
perguntar sobre o bairro que moro. Sabe aquela impressão que falei logo quando
cheguei aqui, que parecia que morava numa favela, mas que depois eu comecei a
gostar por ter tudo perto. Nunca tinha perguntado a alguém como esse bairro era
visto pelos demais moradores da cidade. Descobri que realmente esse bairro não
é classe média (isso já tava na cara), muito menos classe média alta, mas que
possui o custo benefício por ter tudo tão perto, por ter um centro comercial de
bairro (que não é o centro da cidade) onde dá pra resolver praticamente tudo e
também porque é um lugar perto do centro (isso quando você vai de carro ne?
Porque de ônibus é uma viagem que dura praticamente mais de 1 hora). Falando em
ônibus, não lembro se já comentei, mas os motoristas de ônibus daqui parecem
que estão dirigindo um foguete (literalmente). E mesmo assim, os trajetos são
bem longos, tanto pelo trânsito quanto pelas voltas e mais voltas que ele tem
que dá. Voltando ao táxi, finalmente consegui chegar à casa de minha amiga com
pouco atraso e chegamos no horário para a aula do preparatório.
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