quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cotidiano

Estava sentada de frente ao meu notebook, começando a escrever um texto sobre outra coisa, quando escuto minha mãe chorando. Pergunto o que é, mas na verdade eu já sei o motivo. Viver e conviver com outro ser humano sempre será um desafio. Quando esse ser humano é da sua família e possui o seu sangue isso complica ainda mais.
Após de 7 anos morando fora de casa, longe dos pais, consegui voar alto e comecei a ter independência em quase todas as áreas da minha vida incluindo parcialmente a financeira. Não ter que dá satisfações de sua vida, fazer tudo no seu tempo é a melhor coisa que existe e tenho certeza que uma pessoa feliz faz tudo no seu tempo, sem ninguém precisar lembrar-lhe de suas obrigações. Ok. Depois desses 7 anos voando alto, conhecendo o que essa vida tem de bom e ruim, tive que voltar a morar com minha mãe.  Mãe é a melhor coisa do mundo. Só quem teve ou tem uma sabe o que isso significa. Mãe é amor sem pedir nada em troca. Mãe é cuidado, carinho, e preocupação em excesso. Pois bem, assim como muitos acredito sim que a minha mãe é a melhor mãe que eu poderia ter. Mas, voltar a conviver diariamente exigiu certos ajustes, tanto meus, quanto da parte dela. Quando se volta a morar com a mãe é como se você regredisse, voltasse uma casa no tabuleiro da vida ou até tivesse que baixar um pouco esse voo que se inicia quando você sai de casa. Foi complicado no início, mas a certeza que sou eu que terei que cuidar dela e o amor que tenho superou todos essas complicações e desentendimentos raros.


 Certo, já estou quase 100% adaptada a morar novamente com minha mãe. Agora, mas uma vez tenho que reorganizar minha vida. Além de morar com minha mãe, tenho que morar com meu irmão (que é uma pessoa razoavelmente difícil de lidar) e minha cunhada (que tem seus dias bons e ruins, mas isso todo mundo tem ne?). Agora dividir a casa com uma mãe e uma cunhada que querem dominar uma cozinha é o ponto chave da questão. Eis o motivo desse choro. As duas querem fazer tudo. Mas afinal a casa é de quem? Da minha cunhada certo? (ou errado?) Acho que eu e minha mãe somos apenas visitas, porque eles que são o casal, os donos da casa. Mas na verdade essa história é cheia de pequenos e grandes complicadores. O que de fato acho, é que cada um deve procurar seguir seu caminho. Como dizem por ai, nora e sogra não se dão muito bem. E dividindo a mesma casa comecei a acreditar muito nessa afirmação. Não é necessário haver discussão ou brigas, na verdade há uma luta não declarada e constante entre essas duas figuras. Por isso meu pensamento hoje é “nada é, tudo está” como sempre diz minha amiga Senhora. Só espero que isso passe, que tudo isso se resolva e haja paz.

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