Esses
dias eu estava conversando com uma amiga sobre ser inteira e não metade. E
pensando sobre isso percebi que me encaixo perfeitamente nesse perfil. O fato é
que simplesmente não consigo me entregar parcialmente, pela metade ou com
reservas. Pelo contrário! Eu me entrego por completo. É assim que vivo
diariamente. Entregando-me inteiramente a vida, aos sonhos, aos amigos e aos
amores. Se entregar por inteiro é ser você na sua totalidade, sem medo, sem
receios. É arriscar se machucar tendo a sensação que você está saltando de
paraquedas sem saber ao certo onde será o pouso. Se entregar por inteiro é amar
ou se apaixonar sabendo que esse sentimento pode ser correspondido (e ai
seremos a pessoa mais feliz do universo) ou simplesmente não ser correspondido.
É ser inteira nas despedidas e também nos reencontros. Inteira nos olhares, nos
abraços e beijos. Ser inteira é ser tudo ou nada, não existe meio termo. É
saber que você tem possibilidades de se dá bem, da mesma forma que pode se
machucar e passar tempos pra curar as feridas. Mas isso não impedirá que eu
seja inteira de novo na próxima vez. E é assim que sou. Embora saiba que ser
assim me torna mais vulnerável a possíveis sofrimentos e machucados. Mas se não
for pra ser inteira, prefiro não ser.terça-feira, 29 de setembro de 2015
Ser Inteira
Esses
dias eu estava conversando com uma amiga sobre ser inteira e não metade. E
pensando sobre isso percebi que me encaixo perfeitamente nesse perfil. O fato é
que simplesmente não consigo me entregar parcialmente, pela metade ou com
reservas. Pelo contrário! Eu me entrego por completo. É assim que vivo
diariamente. Entregando-me inteiramente a vida, aos sonhos, aos amigos e aos
amores. Se entregar por inteiro é ser você na sua totalidade, sem medo, sem
receios. É arriscar se machucar tendo a sensação que você está saltando de
paraquedas sem saber ao certo onde será o pouso. Se entregar por inteiro é amar
ou se apaixonar sabendo que esse sentimento pode ser correspondido (e ai
seremos a pessoa mais feliz do universo) ou simplesmente não ser correspondido.
É ser inteira nas despedidas e também nos reencontros. Inteira nos olhares, nos
abraços e beijos. Ser inteira é ser tudo ou nada, não existe meio termo. É
saber que você tem possibilidades de se dá bem, da mesma forma que pode se
machucar e passar tempos pra curar as feridas. Mas isso não impedirá que eu
seja inteira de novo na próxima vez. E é assim que sou. Embora saiba que ser
assim me torna mais vulnerável a possíveis sofrimentos e machucados. Mas se não
for pra ser inteira, prefiro não ser.Aprendendo sobre Valor
Numa noite dessas a luz do
meu quarto queimou e tive que passar o restante da noite sem energia. Na
verdade não apenas o restante da noite, mas alguns longos dias, já que o
problema não foi resolvido apenas trocando a lâmpada. Só quem já ficou sem
energia em seu próprio quarto durante dias, vai saber na pele o quanto isso é
ruim. Foi então que comecei a pensar sobre "valor" e aí percebi que
nunca valorizamos o suficiente aquilo que temos sempre à disposição para nos
servir de algum modo. Veio-me a mente o quanto não valorizamos coisas simples
como a água em nosso banheiro para tomar um banho, a energia elétrica e ainda
mais, isso também se aplica nas pessoas, no valor que damos a quem sempre está
ali, do nosso lado diariamente.
Pensei nos meus pais.
Particularmente no meu caso, que perdi o meu pai há alguns anos, tenho a
sensação de que não o valorizei como deveria ou como poderia. Sei que o amei e
ainda o amo muito, que sempre lhe obedecia, sempre fiz o que uma boa filha
faria, mas isso não apaga a sensação de que poderia ter feito mais, ter falado
mais o quanto ele era amado e o quanto me ensinou não com palavras, mas com sua
história de vida.
Pensei em meus amigos,
naqueles que tive que deixar no Ceará e em Natal (já que não podia trazê-los na
mala) a sensação acaba sendo semelhante. Percebi que quando me foi retirado a
possibilidade dos reencontros marcados ou até mesmo aqueles que aconteciam
naturalmente (na rua, na faculdade ou dentro do ônibus), quando não tenho mais
a possibilidade de ir tomar o café da tarde com tapioca com aqueles que faziam
as tardes ficarem mais alegres mesmo em uma cidade que não acontecia nada de
extraordinário ou quando não tenho a expectativa de fim de férias para ir para
casa e rever pessoas tão queridas. QUANDO todas essas possibilidades deixaram
de existir foi que percebi como tive (e ainda tenho alguns desses) amigos
maravilhosos. O quanto momentos simples, e coisas do dia-dia fazem a nossa vida
mais feliz, mais leve, mais fácil. São essas coisas que tenho saudade. E não
ter isso nesse momento machuca um pouco, mas também me trás algum aprendizado.
Aprendo
que tenho que valorizar o momento e lembrar diariamente de aproveitar o que
tenho hoje. Sabe aquela frase bem clichê “aproveite o hoje como se fosse seu
último dia”. É isso mesmo. Quando tive que deixar pessoas amadas lá no meu
passado, aprendi que tenho que valorizar o que ou quem eu tenho no hoje, porque
as pessoas mudam de lugar, (no meu caso eu que mudei) ou morrem (porque o ciclo
da vida também tem ponto final) e é necessário que elas saibam o significado
que tem na nossa história de vida. E desta forma espero que com tantas
mudanças acontecendo ultimamente em minha vida eu consiga falar e expressar um
pouco mais o valor que as pessoas têm em meu dia-dia.
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Desapaixonar
Hoje
foi um dos primeiros dias recordes. Consegui passar o dia sem dizer um “oi”
pra você. Eu sei que isso é paranoia da minha cabeça. Mas eu sou assim. Quando
eu gosto eu me apego de verdade, fácil. Apesar de não ter dito nenhuma palavra,
abri a janela da sua conversa inúmeras vezes durante o dia. Com vontade de ver
um oi seu lá. Deve ser esse meu tempo
livre que me deixa assim. Querendo saber de cada minuto do seu dia. Quando na
verdade eu queria mesmo era ti encontrar no final do dia com aquele teu cheiro
e sorriso que só você tem e passar a noite inteira com você até a madrugada
chegar. É não tem jeito. Tenho que assumir que me apaixonei por você. Sei que
isso não poderia ter acontecido. Que entrei nessa historia já sabendo que o fim
era algo bem mais certo do que o começo. Mas fazer o que? Se sou uma garota que
se apaixona fácil e que não conseguiu resistir ao teu riso bobo, teu abraço
acolhedor e tua voz linda *--*. Sei que tenho que me desapaixonar pra não
sofrer tanto, mas ainda não consegui essa receita mágica. Enquanto isso, sigo
gostando de você, do teu jeito sincero e doce, desejando ardentemente sentir
teus lábios e o teu corpo junto ao meu. Até que eu me apaixone novamente e seja
correspondida e tomara que a próxima dure um pouco mais.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Pra minha pequena
Quando não se
tem uma rotina a seguir, algo que lhe indique que é o início, meio ou fim da
semana, como por exemplo um trabalho, uma faculdade ou outra coisa, parece que
todos os dias são finais de semana. Parece que todo dia é um domingo. E são
nessas tarde que parecem sábado ou domingo que mais sinto falta de você. Falta
do brigadeiro de panela com pipoca que preparávamos (na verdade eu sempre cedia
e fazia tudo só ne?), nossa comida preferida para assistirmos a um filme e
aproveitarmos o fim de semana do nosso jeito. Fosse após de uma faxina como
recompensa (faxinas essas que nunca apoiei fazer, mas eu sempre fui obrigada)
ou apenas para curtirmos a preguiça e deixar a faxina para outro fim de semana.
Morar com amiga
é isso. É não se preocupar em ter que tá tudo organizado o tempo inteiro, é ter
sempre alguém disposta a entrar na onda da sua preguiça, é acordar às 9h da
manhã num domingo e olhar para o lado e ver que a outra ainda está dormindo e
voltar a dormir até finalmente a primeira ter a coragem de levantar as 11 ou
12h da manhã. Morar longe da família e com uma amiga, é dividir todas as contas
da casa, é comprar uma barca de sushi e dividir no cartão de crédito. É passar
uma noite inteira dentro do supermercado fazendo a feira, enchendo o carrinho
de compras e ficar com frio na barriga pensando e calculando mentalmente se o
dinheiro irá dá pra passar todas as coisas. É escutar a outra reclamar de algo
e não se irritar, é chegar em casa a noite depois da terapia e limpar a casa
inteira. É aguentar as manias da outra, mesmo que essa seja mudar os móveis de
lugar cada vez que a outra passa uma vassoura na casa. Morar com alguém que não
é sua família de sangue, mas é sua família porque você escolheu, é um dos
melhores presentes que tive na vida. Hoje sinto falta das vezes que acordava
cedo e já deixava sua torrada ou sua tapioca prontas antes de ir para faculdade
e de quando brigávamos para ver quem tomava banho primeiro. Foram anos
dividindo o mesmo quarto, os problemas e os momentos de felicidade. Morar com amiga é ter sempre uma irmã pra dividir segredos, uma cúmplice para as aventuras e uma mãe pra brigar e cuidar, tudo na mesma pessoa.
Agradeço a você
minha pequena, por está presente no momento mais difícil de minha vida, por está
dormindo ao meu lado nas noites que chorei de saudade e por ficar em silêncio, porque
naqueles dias as palavras não foram necessárias, pois a sua presença foi o
suficiente pra me ajudar a seguir enfrente e pra saber que tenho pessoas que me
amam. Sinto saudade de nossa cumplicidade e companheirismo diário. Mas sei que
não é essa ou qualquer outra distância que acabará com nada do que construímos ao
longo desses anos. Quando nos reencontrarmos tenho certeza que tudo será como
sempre foi. Com muita amizade!
Desejos do dia
Hoje
acordei querendo que o dia fosse mais leve. Desejando que a luz do quarto
voltasse a funcionar, a internet deixasse de cair tanto e a TV deixasse de
desligar a cada segundo. Mas na verdade, no fundo o desejo real era está no
lugar onde eu conhecesse pessoas, onde pudesse ir e vir sem depender de alguém
pra isso. Um lugar onde eu pudesse encontrar amigos numa noite qualquer apenas
pra jogar conversa a fora ou jogar uno com minhas vizinhas. Nesses últimos dias
venho me perguntando constantemente se toda essa mudança foi acertada. Se não
poderia ter sido para outro lugar. Mas esses pensamentos podem ser apenas
o processo de adaptação. Ou não ne? O fato é que já estou presa aqui no mínimo
até o fim do próximo ano. E, portanto esse é o meu prazo para me adaptar e
gostar de morar aqui. Só espero que eu sobreviva até lá. Pode até parecer
exagero. Mas não é. Nem em meus piores sonhos eu pensei que mudar e adaptar-se
a um lugar tão diferente fosse tão complicado e difícil. Só me resta enxugar as
lágrimas e tentar de algum modo tornar isso mais fácil. Modo esse que ainda não
descobri. Mas através da música, de conversas com amigos e escrevendo aqui eu
consigo liberar um pouco esse misto de sentimentos que tem me sufocado nesses últimos
dias.
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Um dia difícil
Aqui os dias não estão sendo fáceis.
Nada parecido com um mar de rosas. Viver sem uma rotina é ruim, mas não ter uma
rotina numa cidade que você não conhece ninguém é péssima. Hoje minha paciência foi testada
num nível que eu ainda não tinha atingido. Depois de dias sem TV, os caras
vieram instalar a antena. Ótimo, agora finalmente temos uma TV. Só que ela está
tirando onda com minha cara. Só pode. Agora que finalmente eu poderia deitar e
assistir ao que eu quisesse, ela resolve desligar a cada 3 ou 4 minutos. Mas não
tem problema, respira fundo e vamos levá-la a autorizada, basta pegar a nota
fiscal. Mas... Cadê a bosta da nota fiscal???? Guardo todos os meus papéis, então
também a guardei. Não seria imprudente a ponto de não guardar uma nota fiscal. Mas
dessa vez foi diferente. Procurei em todo canto até cansar e não a encontrei em lugar nenhum. Somado a isso tem
a internet que cai a cada 10 minutos, a luz do quarto que está queimada a uma
semana (o problema está na instalação e não apenas numa luz queimada) e além
disso, um vizinho sem noção que coloca um som ridículo nas alturas. Sinceramente só aqui mesmo neste
fim de mundo pra tudo isso acontecer simultaneamente. Minha cabeça parece que
vai explodir, meus olhos insistem em não segurar lágrimas, meu coração fica apertado.
É muito sentimento misturado. Saudade, medo, frustração, arrependimento, raiva
e uma vontade imensa de sair correndo e chegar em Natal. Amo essa cidade. Amo
demais os amigos que deixei. Amar machuca, ainda mais quando o amor é a
distância.
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domingo, 20 de setembro de 2015
Desventuras no Norte #1
Hoje a
expectativa era para conhecer o tão comentado Balneário Quixito. Meu irmão pegou
o carro e lá fomos nós, rumo ao balneário para almoçarmos e quem sabe até tomar
banho. Após andarmos um pouco ele percebeu que não sabia o caminho, apesar de já
ter ido duas vezes, mas sempre foi com alguém que conhecesse bem o caminho, já que
o local é literalmente dentro da mata. Se bem que aqui tem mata em praticamente
todo lugar, então um balneário não seria diferente. Sem saber como chegar lá,
que tal usarmos o GPS? Isso! Esse aplicativo que nos ajuda a chegar em qualquer
lugar. É pra isso que se tem GPS no carro e até no celular. Mas, como sempre
meu irmão não quis. Gente teimosa e cabeça dura é osso viu? Tá, então vamos
almoçar aonde? Em um restaurante, conhecido pela picanha que servem e que foi
indicado por uma amiga aqui da cidade.
Restaurante
grande, com dois ambientes (um com ar condicionado e o outro sem) e claro que o
com ar condicionado já estava lotado já que era 13h de um domingo. Assim que
sentamos fomos muito bem atendidos. Os garçons iam e vinham a todo tempo com
todo tipo de entrada, coquetéis e saladas. O cardápio chegou e meu irmão não teve
dúvidas que pediria uma picanha, já que lá era o restaurante da picanha (o garçom
apenas sugeriu a quantidade de carne para as 4 pessoas que estavam a mesa). Os
acompanhamentos chegaram em tempo recorde. Certo, nunca vi um atendimento tão
bom e tão rápido. Apesar do arroz ter vindo com brócolis, a comida estava boa e
ponto positivo para farinha que era fina (aqui o povo adora uma farinha que
mais parece milho de tão grande e dura). Faltava apenas a picanha chegar.
E pouco tempo depois
a esperada picanha chegou. Calma! Essa picanha é diferente. Parece mal passada.
Particularmente três das quatro pessoas que estavam a mesa não gostam de carne
mal passada. Até meu irmão que era o único que gosta, pediu para que deixassem
ela um pouco mais no ponto. Alguns minutos depois e lá vem outra picanha. Quase
igual. Há algo diferente nessa picanha, ela não é igual a outras que vi ou
comi. Meu irmão provou e estava fria, eu
provei e quase vomitei, mas consegui engolir. Que gosto era aquele? Cancela
essa picanha, foi o que meu irmão disse depois de colocar pra fora o único pedaço
que provou. Depois disso até suco foi derramado na mesa. Os ânimos se
alteraram. Que carne ruim era aquela? Picanha né tudo igual não? Minutos depois
o gerente veio perguntar se havia algo errado já que não estávamos comendo a
picanha. E meu irmão logo foi dizendo que já andou por muitos lugares, mas que
picanha daquele jeito ele nunca tinha visto. Após algum tempo de conversa eis
que descobrimos o porque dessa picanha ser desse jeito. A picanha era feito no
bafo. Gente quem já comeu picanha no bafo? Horrível. E o pior de toda essa
história é que lá tinha sim a picanha que conhecemos. Aff.
Tudo foi um
desencontro de informações. O garçom não explicou como era a picanha e nós
achamos que só existia uma forma de picanha. Ao chegar em casa, depois de ouvir
frases como: “isso não é lugar gente pra comer não”, “se a gente quiser comer
algo que presta, compra e faz em casa", “ eu não saio mais de casa pra comer
fora”, durante todo o trajeto de volta, percebi que tudo isso nada mais é do
que diferença cultural. Os amazonenses estão acostumados a comer picanha no
bafo, baião com feijão branco e a tantas outras coisas que ainda não tive a oportunidade
de ver ou conhecer, e nós que chegamos a pouco tempo estranhamos e não estamos habituados
a comer dessa forma. Isso só mostra a diversidade do nosso Brasil e o quanto
amo comida nordestina. Brasileiro é isso, é diferença de cultura, de costumes,
de sotaques, de culinária e de gostos e sabores também.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Cotidiano
Estava sentada de frente ao meu notebook,
começando a escrever um texto sobre outra coisa, quando escuto minha mãe
chorando. Pergunto o que é, mas na verdade eu já sei o motivo. Viver e conviver
com outro ser humano sempre será um desafio. Quando esse ser humano é da sua
família e possui o seu sangue isso complica ainda mais.
Após de 7 anos morando fora de casa,
longe dos pais, consegui voar alto e comecei a ter independência em quase todas
as áreas da minha vida incluindo parcialmente a financeira. Não ter que dá
satisfações de sua vida, fazer tudo no seu tempo é a melhor coisa que existe e
tenho certeza que uma pessoa feliz faz tudo no seu tempo, sem ninguém precisar
lembrar-lhe de suas obrigações. Ok. Depois desses 7 anos voando alto,
conhecendo o que essa vida tem de bom e ruim, tive que voltar a morar com minha
mãe. Mãe é a melhor coisa do mundo. Só
quem teve ou tem uma sabe o que isso significa. Mãe é amor sem pedir nada em
troca. Mãe é cuidado, carinho, e preocupação em excesso. Pois bem, assim como
muitos acredito sim que a minha mãe é a melhor mãe que eu poderia ter. Mas,
voltar a conviver diariamente exigiu certos ajustes, tanto meus, quanto da
parte dela. Quando se volta a morar com a mãe é como se você regredisse,
voltasse uma casa no tabuleiro da vida ou até tivesse que baixar um pouco esse
voo que se inicia quando você sai de casa. Foi complicado no início, mas a
certeza que sou eu que terei que cuidar dela e o amor que tenho superou todos
essas complicações e desentendimentos raros.
Certo, já estou quase 100% adaptada a morar
novamente com minha mãe. Agora, mas uma vez tenho que reorganizar minha vida.
Além de morar com minha mãe, tenho que morar com meu irmão (que é uma pessoa razoavelmente
difícil de lidar) e minha cunhada (que tem seus dias bons e ruins, mas isso
todo mundo tem ne?). Agora dividir a casa com uma mãe e uma cunhada que querem
dominar uma cozinha é o ponto chave da questão. Eis o motivo desse choro. As
duas querem fazer tudo. Mas afinal a casa é de quem? Da minha cunhada certo? (ou
errado?) Acho que eu e minha mãe somos apenas visitas, porque eles que são o
casal, os donos da casa. Mas na verdade essa história é cheia de pequenos e
grandes complicadores. O que de fato acho, é que cada um deve procurar seguir
seu caminho. Como dizem por ai, nora e sogra não se dão muito bem. E dividindo
a mesma casa comecei a acreditar muito nessa afirmação. Não é necessário haver
discussão ou brigas, na verdade há uma luta não declarada e constante entre
essas duas figuras. Por isso meu pensamento hoje é “nada é, tudo está” como
sempre diz minha amiga Senhora. Só espero que isso passe, que tudo isso se resolva
e haja paz.
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Meu segundo dia no Norte
Acordei um
pouco mais cedo. As 10h aqui. Hoje sai no mercadinho que é quase do lado.
Novamente senti saudade. Mas como sou do tipo que foge e coloca os pensamentos
de lado pra não sofrer, foi isso que fiz. Mas me peguei pensando no Moço. Em
como seria se eu não tivesse que mudar pra tão longe. Acredito que não daríamos
certo por uma série de coisas. Mas gosto dele. Do carinho, da conversa, da
risada boba, gosto da companhia, do beijo e do MELHOR ABRAÇO (já falei desse
abraço né?). Abraço de verdade. Lembro que meu último relacionamento foi a
mesma coisa, 2 meses depois que começamos a namorar nos separamos. Com o Moço
não foi namoro, foi algo especial, mas que já veio com data de início e fim.
Ainda bem que já tinha comprado à passagem porque caso contrário eu adiaria
essa viagem quantos dias fosse possível.
Hoje ouvi de uma senhora que é cearense, que
ela passou 4 anos para se adaptar aqui (tá certo que isso foi na década de 90,
onde tudo era mais difícil), já outro homem que também é cearense (Chega! Cadê
os amazonenses daqui gente?) está há 1 ano aqui e disse que não da pra confiar
em ninguém. Pensamentos negativos. Por isso quero conhecer gente daqui, chega
de tanto cearense ne?!
Hoje conheci uma praia daqui: Ponta Negra (acho que já ouvi esse nome em
outro estado... Isso mesmo! Ponta Negra em Natal). Gente que lugar lindo é essa
Ponta Negra daqui hein? Gostei muito do lugar. Tive pela primeira vez a
sensação que aqui pode ser bacana. Apesar de ser noite deu para perceber a
beleza do lugar. Um mar de agua doce (sempre preferi água doce, haha), areia,
grama, quiosques, um anfiteatro gigante, bancos para sentar, e um calçadão
enorme. Um lugar muito agradável para sair com amigos ou namorado. E por falar
em amigos, a noite inteira fiquei imaginando nosso grupo das viagens lá.
Sentados na grama, com a Menina sem coração ao violão (apelido dado por um cara
que se apaixonou por ela e não rolou nada entre eles), a Senhora cantando e os
outros rindo provavelmente das brincadeiras do palhaço do grupo ou das
baixarias daquela que nunca teve papas na língua. Ah! Povo que eu gostei de me
aproximar viu?! Depois fomos a uma pizzaria com meu irmão, que para variar foi
ignorante com a garçonete. Qual o problema que ele tem que não pode ser uma
pessoa normal? Na verdade nem estou falando em gentileza, apenas em não ser mal
educado. Acho que realmente não somos irmãos de barriga mesmo. Vai que fui
trocada como mãe sempre diz?
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Saudade
Outra Vez
Outra noite sem você
Outra vez sem ombro pra recostar
Outra noite sem dormir
Menos uma chance pra sonhar
Fecho os olhos me concentro
Talvez o pensamento me mostre um filme seu
Te veja feliz, te veja cantando
Pra me tirar a saudade e aliviar a dor
Queria estar perto de você
Ouvir suas historias de princesa
Ver o seu sorriso de menina
E sentir sua pureza, te aconselhar como amigo
Te livrar do perigo, te desejar sorte
Te abraçar forte e dizer
Faz tempo que eu não vejo o sol
Faz tempo que eu ando só
Faz tempo que eu não sou seu namorado amor
'Tô' sem saber o que fazer
Queria ficar com você
Se for pra enlouquecer que seja do seu lado
Saulo Fernandes
Outra vez sem ombro pra recostar
Outra noite sem dormir
Menos uma chance pra sonhar
Fecho os olhos me concentro
Talvez o pensamento me mostre um filme seu
Te veja feliz, te veja cantando
Pra me tirar a saudade e aliviar a dor
Queria estar perto de você
Ouvir suas historias de princesa
Ver o seu sorriso de menina
E sentir sua pureza, te aconselhar como amigo
Te livrar do perigo, te desejar sorte
Te abraçar forte e dizer
Faz tempo que eu não vejo o sol
Faz tempo que eu ando só
Faz tempo que eu não sou seu namorado amor
'Tô' sem saber o que fazer
Queria ficar com você
Se for pra enlouquecer que seja do seu lado
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