terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ser Inteira

Esses dias eu estava conversando com uma amiga sobre ser inteira e não metade. E pensando sobre isso percebi que me encaixo perfeitamente nesse perfil. O fato é que simplesmente não consigo me entregar parcialmente, pela metade ou com reservas. Pelo contrário! Eu me entrego por completo. É assim que vivo diariamente. Entregando-me inteiramente a vida, aos sonhos, aos amigos e aos amores. Se entregar por inteiro é ser você na sua totalidade, sem medo, sem receios. É arriscar se machucar tendo a sensação que você está saltando de paraquedas sem saber ao certo onde será o pouso. Se entregar por inteiro é amar ou se apaixonar sabendo que esse sentimento pode ser correspondido (e ai seremos a pessoa mais feliz do universo) ou simplesmente não ser correspondido. É ser inteira nas despedidas e também nos reencontros. Inteira nos olhares, nos abraços e beijos. Ser inteira é ser tudo ou nada, não existe meio termo. É saber que você tem possibilidades de se dá bem, da mesma forma que pode se machucar e passar tempos pra curar as feridas. Mas isso não impedirá que eu seja inteira de novo na próxima vez. E é assim que sou. Embora saiba que ser assim me torna mais vulnerável a possíveis sofrimentos e machucados. Mas se não for pra ser inteira, prefiro não ser.

Aprendendo sobre Valor

Numa noite dessas a luz do meu quarto queimou e tive que passar o restante da noite sem energia. Na verdade não apenas o restante da noite, mas alguns longos dias, já que o problema não foi resolvido apenas trocando a lâmpada. Só quem já ficou sem energia em seu próprio quarto durante dias, vai saber na pele o quanto isso é ruim. Foi então que comecei a pensar sobre "valor" e aí percebi que nunca valorizamos o suficiente aquilo que temos sempre à disposição para nos servir de algum modo. Veio-me a mente o quanto não valorizamos coisas simples como a água em nosso banheiro para tomar um banho, a energia elétrica e ainda mais, isso também se aplica nas pessoas, no valor que damos a quem sempre está ali, do nosso lado diariamente.
Pensei nos meus pais. Particularmente no meu caso, que perdi o meu pai há alguns anos, tenho a sensação de que não o valorizei como deveria ou como poderia. Sei que o amei e ainda o amo muito, que sempre lhe obedecia, sempre fiz o que uma boa filha faria, mas isso não apaga a sensação de que poderia ter feito mais, ter falado mais o quanto ele era amado e o quanto me ensinou não com palavras, mas com sua história de vida.
Pensei em meus amigos, naqueles que tive que deixar no Ceará e em Natal (já que não podia trazê-los na mala) a sensação acaba sendo semelhante. Percebi que quando me foi retirado a possibilidade dos reencontros marcados ou até mesmo aqueles que aconteciam naturalmente (na rua, na faculdade ou dentro do ônibus), quando não tenho mais a possibilidade de ir tomar o café da tarde com tapioca com aqueles que faziam as tardes ficarem mais alegres mesmo em uma cidade que não acontecia nada de extraordinário ou quando não tenho a expectativa de fim de férias para ir para casa e rever pessoas tão queridas. QUANDO todas essas possibilidades deixaram de existir foi que percebi como tive (e ainda tenho alguns desses) amigos maravilhosos. O quanto momentos simples, e coisas do dia-dia fazem a nossa vida mais feliz, mais leve, mais fácil. São essas coisas que tenho saudade. E não ter isso nesse momento machuca um pouco, mas também me trás algum aprendizado.
Aprendo que tenho que valorizar o momento e lembrar diariamente de aproveitar o que tenho hoje. Sabe aquela frase bem clichê “aproveite o hoje como se fosse seu último dia”. É isso mesmo. Quando tive que deixar pessoas amadas lá no meu passado, aprendi que tenho que valorizar o que ou quem eu tenho no hoje, porque as pessoas mudam de lugar, (no meu caso eu que mudei) ou morrem (porque o ciclo da vida também tem ponto final) e é necessário que elas saibam o significado que tem na nossa história de vida.  E desta forma espero que com tantas mudanças acontecendo ultimamente em minha vida eu consiga falar e expressar um pouco mais o valor que as pessoas têm em meu dia-dia. 


Desapaixonar



Hoje foi um dos primeiros dias recordes. Consegui passar o dia sem dizer um  “oi” pra você. Eu sei que isso é paranoia da minha cabeça. Mas eu sou assim. Quando eu gosto eu me apego de verdade, fácil. Apesar de não ter dito nenhuma palavra, abri a janela da sua conversa inúmeras vezes durante o dia. Com vontade de ver um oi seu lá.  Deve ser esse meu tempo livre que me deixa assim. Querendo saber de cada minuto do seu dia. Quando na verdade eu queria mesmo era ti encontrar no final do dia com aquele teu cheiro e sorriso que só você tem e passar a noite inteira com você até a madrugada chegar. É não tem jeito. Tenho que assumir que me apaixonei por você. Sei que isso não poderia ter acontecido. Que entrei nessa historia já sabendo que o fim era algo bem mais certo do que o começo. Mas fazer o que? Se sou uma garota que se apaixona fácil e que não conseguiu resistir ao teu riso bobo, teu abraço acolhedor e tua voz linda *--*. Sei que tenho que me desapaixonar pra não sofrer tanto, mas ainda não consegui essa receita mágica. Enquanto isso, sigo gostando de você, do teu jeito sincero e doce, desejando ardentemente sentir teus lábios e o teu corpo junto ao meu. Até que eu me apaixone novamente e seja correspondida e tomara que a próxima dure um pouco mais.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Pra minha pequena

Quando não se tem uma rotina a seguir, algo que lhe indique que é o início, meio ou fim da semana, como por exemplo um trabalho, uma faculdade ou outra coisa, parece que todos os dias são finais de semana. Parece que todo dia é um domingo. E são nessas tarde que parecem sábado ou domingo que mais sinto falta de você. Falta do brigadeiro de panela com pipoca que preparávamos (na verdade eu sempre cedia e fazia tudo só ne?), nossa comida preferida para assistirmos a um filme e aproveitarmos o fim de semana do nosso jeito. Fosse após de uma faxina como recompensa (faxinas essas que nunca apoiei fazer, mas eu sempre fui obrigada) ou apenas para curtirmos a preguiça e deixar a faxina para outro fim de semana.
Morar com amiga é isso. É não se preocupar em ter que tá tudo organizado o tempo inteiro, é ter sempre alguém disposta a entrar na onda da sua preguiça, é acordar às 9h da manhã num domingo e olhar para o lado e ver que a outra ainda está dormindo e voltar a dormir até finalmente a primeira ter a coragem de levantar as 11 ou 12h da manhã. Morar longe da família e com uma amiga, é dividir todas as contas da casa, é comprar uma barca de sushi e dividir no cartão de crédito. É passar uma noite inteira dentro do supermercado fazendo a feira, enchendo o carrinho de compras e ficar com frio na barriga pensando e calculando mentalmente se o dinheiro irá dá pra passar todas as coisas. É escutar a outra reclamar de algo e não se irritar, é chegar em casa a noite depois da terapia e limpar a casa inteira. É aguentar as manias da outra, mesmo que essa seja mudar os móveis de lugar cada vez que a outra passa uma vassoura na casa. Morar com alguém que não é sua família de sangue, mas é sua família porque você escolheu, é um dos melhores presentes que tive na vida. Hoje sinto falta das vezes que acordava cedo e já deixava sua torrada ou sua tapioca prontas antes de ir para faculdade e de quando brigávamos para ver quem tomava banho primeiro. Foram anos dividindo o mesmo quarto, os problemas e os momentos de felicidade. Morar com amiga é ter sempre uma irmã pra dividir segredos, uma cúmplice para as aventuras e uma mãe pra brigar e cuidar, tudo na mesma pessoa. 
Agradeço a você minha pequena, por está presente no momento mais difícil de minha vida, por está dormindo ao meu lado nas noites que chorei de saudade e por ficar em silêncio, porque naqueles dias as palavras não foram necessárias, pois a sua presença foi o suficiente pra me ajudar a seguir enfrente e pra saber que tenho pessoas que me amam. Sinto saudade de nossa cumplicidade e companheirismo diário. Mas sei que não é essa ou qualquer outra distância que acabará com nada do que construímos ao longo desses anos. Quando nos reencontrarmos tenho certeza que tudo será como sempre foi. Com muita amizade!


Desejos do dia



Hoje acordei querendo que o dia fosse mais leve. Desejando que a luz do quarto voltasse a funcionar, a internet deixasse de cair tanto e a TV deixasse de desligar a cada segundo. Mas na verdade, no fundo o desejo real era está no lugar onde eu conhecesse pessoas, onde pudesse ir e vir sem depender de alguém pra isso. Um lugar onde eu pudesse encontrar amigos numa noite qualquer apenas pra jogar conversa a fora ou jogar uno com minhas vizinhas. Nesses últimos dias venho me perguntando constantemente se toda essa mudança foi acertada. Se não poderia ter sido para outro lugar. Mas esses pensamentos  podem ser apenas o processo de adaptação. Ou não ne? O fato é que já estou presa aqui no mínimo até o fim do próximo ano. E, portanto esse é o meu prazo para me adaptar e gostar de morar aqui. Só espero que eu sobreviva até lá. Pode até parecer exagero. Mas não é. Nem em meus piores sonhos eu pensei que mudar e adaptar-se a um lugar tão diferente fosse tão complicado e difícil. Só me resta enxugar as lágrimas e tentar de algum modo tornar isso mais fácil. Modo esse que ainda não descobri. Mas através da música, de conversas com amigos e escrevendo aqui eu consigo liberar um pouco esse misto de sentimentos que tem me sufocado nesses últimos dias. 

Um dia difícil

Aqui os dias não estão sendo fáceis. Nada parecido com um mar de rosas. Viver sem uma rotina é ruim, mas não ter uma rotina numa cidade que você não conhece ninguém é péssima. Hoje minha paciência foi testada num nível que eu ainda não tinha atingido. Depois de dias sem TV, os caras vieram instalar a antena. Ótimo, agora finalmente temos uma TV. Só que ela está tirando onda com minha cara. Só pode. Agora que finalmente eu poderia deitar e assistir ao que eu quisesse, ela resolve desligar a cada 3 ou 4 minutos. Mas não tem problema, respira fundo e vamos levá-la a autorizada, basta pegar a nota fiscal. Mas... Cadê a bosta da nota fiscal???? Guardo todos os meus papéis, então também a guardei. Não seria imprudente a ponto de não guardar uma nota fiscal. Mas dessa vez foi diferente. Procurei em todo canto até cansar e não a encontrei em lugar nenhum. Somado a isso tem a internet que cai a cada 10 minutos, a luz do quarto que está queimada a uma semana (o problema está na instalação e não apenas numa luz queimada) e além disso, um vizinho sem noção que coloca um som ridículo nas alturas. Sinceramente só aqui mesmo neste fim de mundo pra tudo isso acontecer simultaneamente. Minha cabeça parece que vai explodir, meus olhos insistem em não segurar lágrimas, meu coração fica apertado. É muito sentimento misturado. Saudade, medo, frustração, arrependimento, raiva e uma vontade imensa de sair correndo e chegar em Natal. Amo essa cidade. Amo demais os amigos que deixei. Amar machuca, ainda mais quando o amor é a distância. 

domingo, 20 de setembro de 2015

Desventuras no Norte #1

Hoje a expectativa era para conhecer o tão comentado Balneário Quixito. Meu irmão pegou o carro e lá fomos nós, rumo ao balneário para almoçarmos e quem sabe até tomar banho. Após andarmos um pouco ele percebeu que não sabia o caminho, apesar de já ter ido duas vezes, mas sempre foi com alguém que conhecesse bem o caminho, já que o local é literalmente dentro da mata. Se bem que aqui tem mata em praticamente todo lugar, então um balneário não seria diferente. Sem saber como chegar lá, que tal usarmos o GPS? Isso! Esse aplicativo que nos ajuda a chegar em qualquer lugar. É pra isso que se tem GPS no carro e até no celular. Mas, como sempre meu irmão não quis. Gente teimosa e cabeça dura é osso viu? Tá, então vamos almoçar aonde? Em um restaurante, conhecido pela picanha que servem e que foi indicado por uma amiga aqui da cidade.
Restaurante grande, com dois ambientes (um com ar condicionado e o outro sem) e claro que o com ar condicionado já estava lotado já que era 13h de um domingo. Assim que sentamos fomos muito bem atendidos. Os garçons iam e vinham a todo tempo com todo tipo de entrada, coquetéis e saladas. O cardápio chegou e meu irmão não teve dúvidas que pediria uma picanha, já que lá era o restaurante da picanha (o garçom apenas sugeriu a quantidade de carne para as 4 pessoas que estavam a mesa). Os acompanhamentos chegaram em tempo recorde. Certo, nunca vi um atendimento tão bom e tão rápido. Apesar do arroz ter vindo com brócolis, a comida estava boa e ponto positivo para farinha que era fina (aqui o povo adora uma farinha que mais parece milho de tão grande e dura). Faltava apenas a picanha chegar.
E pouco tempo depois a esperada picanha chegou. Calma! Essa picanha é diferente. Parece mal passada. Particularmente três das quatro pessoas que estavam a mesa não gostam de carne mal passada. Até meu irmão que era o único que gosta, pediu para que deixassem ela um pouco mais no ponto. Alguns minutos depois e lá vem outra picanha. Quase igual. Há algo diferente nessa picanha, ela não é igual a outras que vi ou comi. Meu irmão provou  e estava fria, eu provei e quase vomitei, mas consegui engolir. Que gosto era aquele? Cancela essa picanha, foi o que meu irmão disse depois de colocar pra fora o único pedaço que provou. Depois disso até suco foi derramado na mesa. Os ânimos se alteraram. Que carne ruim era aquela? Picanha né tudo igual não? Minutos depois o gerente veio perguntar se havia algo errado já que não estávamos comendo a picanha. E meu irmão logo foi dizendo que já andou por muitos lugares, mas que picanha daquele jeito ele nunca tinha visto. Após algum tempo de conversa eis que descobrimos o porque dessa picanha ser desse jeito. A picanha era feito no bafo. Gente quem já comeu picanha no bafo? Horrível. E o pior de toda essa história é que lá tinha sim a picanha que conhecemos. Aff. 
Tudo foi um desencontro de informações. O garçom não explicou como era a picanha e nós achamos que só existia uma forma de picanha. Ao chegar em casa, depois de ouvir frases como: “isso não é lugar gente pra comer não”, “se a gente quiser comer algo que presta, compra e faz em casa", “ eu não saio mais de casa pra comer fora”, durante todo o trajeto de volta, percebi que tudo isso nada mais é do que diferença cultural. Os amazonenses estão acostumados a comer picanha no bafo, baião com feijão branco e a tantas outras coisas que ainda não tive a oportunidade de ver ou conhecer, e nós que chegamos a pouco tempo estranhamos e não estamos habituados a comer dessa forma. Isso só mostra a diversidade do nosso Brasil e o quanto amo comida nordestina. Brasileiro é isso, é diferença de cultura, de costumes, de sotaques, de culinária e de gostos e sabores também.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cotidiano

Estava sentada de frente ao meu notebook, começando a escrever um texto sobre outra coisa, quando escuto minha mãe chorando. Pergunto o que é, mas na verdade eu já sei o motivo. Viver e conviver com outro ser humano sempre será um desafio. Quando esse ser humano é da sua família e possui o seu sangue isso complica ainda mais.
Após de 7 anos morando fora de casa, longe dos pais, consegui voar alto e comecei a ter independência em quase todas as áreas da minha vida incluindo parcialmente a financeira. Não ter que dá satisfações de sua vida, fazer tudo no seu tempo é a melhor coisa que existe e tenho certeza que uma pessoa feliz faz tudo no seu tempo, sem ninguém precisar lembrar-lhe de suas obrigações. Ok. Depois desses 7 anos voando alto, conhecendo o que essa vida tem de bom e ruim, tive que voltar a morar com minha mãe.  Mãe é a melhor coisa do mundo. Só quem teve ou tem uma sabe o que isso significa. Mãe é amor sem pedir nada em troca. Mãe é cuidado, carinho, e preocupação em excesso. Pois bem, assim como muitos acredito sim que a minha mãe é a melhor mãe que eu poderia ter. Mas, voltar a conviver diariamente exigiu certos ajustes, tanto meus, quanto da parte dela. Quando se volta a morar com a mãe é como se você regredisse, voltasse uma casa no tabuleiro da vida ou até tivesse que baixar um pouco esse voo que se inicia quando você sai de casa. Foi complicado no início, mas a certeza que sou eu que terei que cuidar dela e o amor que tenho superou todos essas complicações e desentendimentos raros.


 Certo, já estou quase 100% adaptada a morar novamente com minha mãe. Agora, mas uma vez tenho que reorganizar minha vida. Além de morar com minha mãe, tenho que morar com meu irmão (que é uma pessoa razoavelmente difícil de lidar) e minha cunhada (que tem seus dias bons e ruins, mas isso todo mundo tem ne?). Agora dividir a casa com uma mãe e uma cunhada que querem dominar uma cozinha é o ponto chave da questão. Eis o motivo desse choro. As duas querem fazer tudo. Mas afinal a casa é de quem? Da minha cunhada certo? (ou errado?) Acho que eu e minha mãe somos apenas visitas, porque eles que são o casal, os donos da casa. Mas na verdade essa história é cheia de pequenos e grandes complicadores. O que de fato acho, é que cada um deve procurar seguir seu caminho. Como dizem por ai, nora e sogra não se dão muito bem. E dividindo a mesma casa comecei a acreditar muito nessa afirmação. Não é necessário haver discussão ou brigas, na verdade há uma luta não declarada e constante entre essas duas figuras. Por isso meu pensamento hoje é “nada é, tudo está” como sempre diz minha amiga Senhora. Só espero que isso passe, que tudo isso se resolva e haja paz.

Meu segundo dia no Norte

Acordei um pouco mais cedo. As 10h aqui. Hoje sai no mercadinho que é quase do lado. Novamente senti saudade. Mas como sou do tipo que foge e coloca os pensamentos de lado pra não sofrer, foi isso que fiz. Mas me peguei pensando no Moço. Em como seria se eu não tivesse que mudar pra tão longe. Acredito que não daríamos certo por uma série de coisas. Mas gosto dele. Do carinho, da conversa, da risada boba, gosto da companhia, do beijo e do MELHOR ABRAÇO (já falei desse abraço né?). Abraço de verdade. Lembro que meu último relacionamento foi a mesma coisa, 2 meses depois que começamos a namorar nos separamos. Com o Moço não foi namoro, foi algo especial, mas que já veio com data de início e fim. Ainda bem que já tinha comprado à passagem porque caso contrário eu adiaria essa viagem quantos dias fosse possível.
 Hoje ouvi de uma senhora que é cearense, que ela passou 4 anos para se adaptar aqui (tá certo que isso foi na década de 90, onde tudo era mais difícil), já outro homem que também é cearense (Chega! Cadê os amazonenses daqui gente?) está há 1 ano aqui e disse que não da pra confiar em ninguém. Pensamentos negativos. Por isso quero conhecer gente daqui, chega de tanto cearense ne?! 
Hoje conheci uma praia daqui: Ponta Negra (acho que já ouvi esse nome em outro estado... Isso mesmo! Ponta Negra em Natal). Gente que lugar lindo é essa Ponta Negra daqui hein? Gostei muito do lugar. Tive pela primeira vez a sensação que aqui pode ser bacana. Apesar de ser noite deu para perceber a beleza do lugar. Um mar de agua doce (sempre preferi água doce, haha), areia, grama, quiosques, um anfiteatro gigante, bancos para sentar, e um calçadão enorme. Um lugar muito agradável para sair com amigos ou namorado. E por falar em amigos, a noite inteira fiquei imaginando nosso grupo das viagens lá. Sentados na grama, com a Menina sem coração ao violão (apelido dado por um cara que se apaixonou por ela e não rolou nada entre eles), a Senhora cantando e os outros rindo provavelmente das brincadeiras do palhaço do grupo ou das baixarias daquela que nunca teve papas na língua. Ah! Povo que eu gostei de me aproximar viu?! Depois fomos a uma pizzaria com meu irmão, que para variar foi ignorante com a garçonete. Qual o problema que ele tem que não pode ser uma pessoa normal? Na verdade nem estou falando em gentileza, apenas em não ser mal educado. Acho que realmente não somos irmãos de barriga mesmo. Vai que fui trocada como mãe sempre diz?

Outra Vez

Outra noite sem você
Outra vez sem ombro pra recostar
Outra noite sem dormir
Menos uma chance pra sonhar

Fecho os olhos me concentro
Talvez o pensamento me mostre um filme seu
Te veja feliz, te veja cantando
Pra me tirar a saudade e aliviar a dor
Queria estar perto de você

Ouvir suas historias de princesa
Ver o seu sorriso de menina
E sentir sua pureza, te aconselhar como amigo
Te livrar do perigo, te desejar sorte
Te abraçar forte e dizer

Faz tempo que eu não vejo o sol
Faz tempo que eu ando só
Faz tempo que eu não sou seu namorado amor
'Tô' sem saber o que fazer
Queria ficar com você
Se for pra enlouquecer que seja do seu lado



Saulo Fernandes