quarta-feira, 3 de agosto de 2016

De um amor e uma saudade que ainda não acabou

Caraca quanto tempo faz que venho aqui? Muito, muito tempo. Sinto muita falta de escrever aqui, e acreditem ou não, mas vez ou outro crio um texto inteiro em minha cabeça. Texto esse que em minutos eu esqueço e nem consigo escrever em um rascunho por conta da correria e dessa rotina que tá o meu dia a dia. Muita coisa aconteceu em minha vida desde a última postagem em janeiro.
Estou fazendo a minha tão sonhada resindência e é justamente por conta disso que ando tão sumida e com a vida tão corrida, ja que passo 60h semanais dentro de uma maternidade. Gente é muita hora viu!! As vezes me pego pensando como consigo.. haha. Mas isso é papo para outro texto. A outra grande novidade é que estou morando sozinha. Sim, literalmente sozinha. Sem família e sem uma amiga para dividir o apê, as contas, as faxinas e fazer companhia (saudades de você pequena).              Minha família mudou há mais de dois meses para outro estado e eu continuei aqui por conta da residência, mas já estou morrendo de saudades da minha sobrinha linda.
        Enfim, coisas aconteceram nesses período que estive longe daqui. E aos poucos vou tentar voltar a escrever.
        Mas, o meu desejo hoje de voltar a escrever é porque li um texto que me fez ficar balançada,,,

"Existe algo muito maior entre a gente além da vontade de querer ficar juntos. Eu acho que a gente precisa falar sobre, ou então, deixar isso de lado e ver se, quem sabe, o tempo ajuda a resolver.
É que tanto você quanto eu sabemos que a gente não pode ficar juntos. Não agora pelo menos. É um negócio meio estranho porque sabemos que há vontade, mas sabemos também que existem outros fatores que influenciam nessa nossa decisão. Se fosse só por querer, a gente já tinha resolvido.
Há coisas que precisam ser acertadas tanto na minha vida quanto na sua. Nós sabemos. Só não sabemos se serão mesmo acertadas.
É uma sensação estranha e inédita para mim querer ficar com alguém mas ser impedido por motivos que extrapolam o mútuo querer, isto é, se o motivo fosse só a gente se gostar, nós já teríamos resolvido, mas isso vai além. E talvez seja isso que me frustre tanto: a existência de barreiras quase que intransponíveis na nossa história.
Será que isso um dia vai melhorar? Será que vamos conseguir passar por isso e lembrar dando risada? Ou será que só nos transformaremos em mais uma história passada?
Dói ter que pensar, piora não conseguir agir. Odeio ter que colocar respostas na responsabilidade do tempo, mas odeio tantas outras coisas nas quais preciso aprender a lidar que é essa é só mais uma.
A gente não pode ficar juntos.
Não agora, nem amanhã. Mês que vem também não. Não da nem para saber se um dia realmente ficaremos. Esta que é a verdade.
Mas a nossa distância não diminui meu sentimento. A gente não pode ficar juntos, mas a gente quer.  Vai que o tempo passa e transforma o nosso querer em viver."
            ENTENDA OS HOMENS - EOH
 
Foi impossível dá de cara com esse texto nas redes sociais e não sentir o coração apertar, o olho encher de lágrima e vir a mente toda a nossa história. Parece que o texto foi escrito por alguém que nos conhece e foi um telespectador de tudo o que vivemos "juntos" né? O fato, é que ler isso, me fez lembrar de você, e fez a saudade me invadir com o desejo de que esse texto seja real em nossas vidas. Está longe jamais vai fazer apagar a nossa história. 
Um beijo pra você que ainda insiste em me visitar nos meus sonhos

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Lembranças da época de Eafi

Alguns dias atrás estava tentando estudar e de repente o vizinho começou a ouvir essa música. Automaticamente o filme veio a minha mente. Os anos de 2008 a 2010. E junto com as lembranças a certeza de que foi a melhor experiência que tive em minha vida – até hoje.
Morei em um colégio interno enquanto cursava o ensino médio e um curso técnico (o qual não me serviu pra nada. Kkkk). Mas mesmo com um curso técnico que não me somou intelectualmente ou profissionalmente, a experiência, as lembranças e o crescimento que tive como pessoa fez todo o diferencial em minha vida. Cresci como pessoa, percebi que o mundo era bem mais que o conforto de minha casa e a segurança de meus pais. Criei amigos pra vida inteira. Lembro que no primeiro dia quando cheguei na residência feminina que carinhosamente chamávamos de casinha rosa (porque era a cor dela na época) fui conhecer o meu quarto que iria dividir com mais 9 meninas (5 beliches) e o refeitório que era comum as 50 internas – 50 meninas morando juntas 24 horas durante 3 anos (exceto alguns finais de semana em que íamos pra casa ou pra casa das outras) e na hora pensei que seria difícil aprender o percurso do quarto ate o refeitório, achei longe (coisa de gente matuta mesmo), quando na verdade era apenas uma reta – hahaha.
Quando me pego pensando nas experiências que tive, as viagens técnicas que fizemos, as aulas que eram manhã e tarde. O lugar que sempre sentava na sala. As aulas de geografia que eram com o melhor professor que já tivemos. O tio de português que era um amor em pessoa (sabe aqueles príncipes? Super educado), a professora Luzia de português que só sabia copiar no quadro e que sempre pensamos em roubar o papel (a cola dela) que ela trazia e copiava folhas e mais folhas no quadro – sem o papel ela não saberia dá aula haha. A tia Lucineide, a mulher mais linda que conheci (interiormente e exteriormente), o seu marido Professor de Metodologia conhecido como o coroa (sempre nos chamava: e aí coroa?), quem é que gosta dessa matéria gente? Mas ele conseguiu ministrá-la de um modo menos chato possível. Esse casal de professores é excepcional. Foram tantos professores que marcaram a história quem nem dá pra falar de todos.
Lembro das escalas pra limpar o refeitório, o lavabo, as escalas de geral da quarta a noite (em que tínhamos que limpar todo o alojamento), as escalas do quarto ( uma dupla por dia – uma pra o quarto e outra pra o banheiro). As vezes que nos escondíamos debaixo dos beliches para não irmos pra uma aula chata à tarde. Ou então quando íamos e em vez de subirmos as escadas pra irmos a aula ficávamos nas escadas conversando, fazendo chapinha, ou então íamos para casa de uma aluna externa que morava numa republica de estudantes só pra assistirmos a sessão da tarde. Os filmes de fim de semana que podíamos alugar (eram 3 e sempre tinha aquela briga pra escolher qual seria). A hora do repeteco (tinha fila pra repetir a comida), quando era lasanha, batata frita. Dormir na noite anterior já com a roupa de educação física pra dormir um pouco mais (quem iria tomar banho pra fazer educação física ne?). Lembro da mesa das Iraps (a mesa que sentamos no refeitório por 3 anos), das filas pra o banho, já que eram dois chuveiros e 10 meninas no mesmo quarto. Das noites que sentávamos nas beliches e começávamos a escrever nossos nomes com caneta e corretivo nas grades das camas pra deixarmos a nossa historia marcada de alguma forma. Lembro das noites que virávamos estudando e enquanto isso a Rafinha passava a noite elaborando a cola de história (que era um livrinho) e que no outro dia iria passar pela mão de todos da turma. Das noites que deixamos a janela da cozinha aberta, pra invadirmos na madrugada e comer alguma coisa gostosa que tivesse lá dentro (alegria quando tinha doce de leite ou leite condensado- haha). Ou quando íamos tarde da noite pra cozinha experimental fazermos vários pacotes de miojo (todo mundo juntava os seus miojos). Da “porcaria” nome da comida preferida pra matar a fome enquanto esperávamos a próxima refeição (feita com leite em pó, nescau, bolacha cream cracker quebradas em pedaços e água – tudo misturado num copo e cada uma com sua colher na mão pra atacar), parece gororoba, mas ficava muito bom – juro!. E quando faltava um ingrediente saíamos nos outros quartos  gritando perguntando quem tinha. E sempre tinha alguém, afinal nossos armários, apesar de terem um espaço pequeno, mas cabia: roupa, comida, material escolar, sapato e ainda a mini feira que cada uma trazia depois de um fim de semana em casa.  
E é por essas historias e tantas outras que abro um sorriso em meio as lágrimas de saudade, sabendo que vivi um dos melhores tempos de minha vida. Como sempre dizíamos lá é a Escola da vida. Na época que estudei na EAFI, hoje IFCE – Iguatu, fiz amizades pra vida inteira, convivi com pessoas que embora eu não tenha contato hoje devido a várias circunstâncias da vida, sei que quando reencontrá-las será o mesmo carinho e amor e sentaremos por horas pra saber uma da vida da outra. Amizade daquelas que não importa o tempo, ela sempre existirá. Agradeço demais a Deus e a vida por essa experiência e também agradeço por não ter tanta tecnologia naquela época. Não era a época dos conectados, do whatssapp. Era a época do Orkut e Msn, da Lan House. Ou seja, foi tempo que as pessoas conversam pessoalmente, riam, brincavam e aproveitavam o momento.
Sempre que escuto essa música penso na minha turma do ensino médio, afinal essa música marcou todas as turmas que saíam, que se despendiam depois de 3 anos de convivência diária. E hoje sei que essa musica é algo que eu sinto depois de tantas reviravoltas em minha vida.
Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou a um dia acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber
Que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso eu alguém, só penso em vocês
E ai então, estamos bem

Espero que possamos nos reencontrar pelas esquinas da vida. Afinal amigos são pra vida inteira, não importa o tempo que passar, certo? Um beijo enorme a quem tanto me ensinou e me fez bem, a vocês VET’s 2010 e a essa escola que acima de tudo, ensina pra vida. 

Primeira etapa da Residência

Daqueles dias que ansiamos, esperamos e até sonhamos que chegará. Aquelas viagens mega especiais que planejamos e não vemos a hora chegar o momento? Das vezes que vamos nos reencontrar com amigos ou mesmo com o amor de nossa vida depois de meses sem nos vermos? Essa era mais ou menos o nível de ansiedade. Quem conviveu esse último mês comigo percebeu o quanto eu estava tensa. Parei de ir a academia, tudo por um objetivo. Estudar para prova de residência. Um dia estava com uma alta estima nas alturas, certa que daria certo e na outro eu ficava pra baixo pensando nas pessoas que fizeram a prova ano passado e que iriam fazer novamente esse ano. Mas mesmo nessa insegurança, consegui estudar, fiz um curso preparatório com dois alunos que já são residentes (15 alunos que iriam fazer a prova – e como nada nessa cidade é de graça, o curso foi pago, mas pelo preço justo). O curso nos deu um bom direcionamento de como e o que estudar, já que é uma área que não vi nada na faculdade.
Os últimos dias pareciam não passar. Ruí todas as minhas unhas, na verdade nem os dedos escaparam. Os meus dias eram literalmente pra estudar. Acordar pra estudar e dormir cedo pra acordar o mais cedo (que eu conseguisse) pra estudar novamente. Claro que vez ou outra saía um pouco porque se não iria pirar.
E finalmente o grande dia da prova chegou. Sábado de manhã. No caminho não fiquei tensa e nem mesmo na hora da prova (graças a Deus). Li a prova já respondendo o que sabia, reli novamente confirmando as que eu tinha certeza e depois foi a hora de quebrar a cabeça com as questões chatas. Na verdade eram três. Dessas, uma eu não sabia por que era daquelas de marcar as certas e depois escolher a opção com a sequência correta (acabei optando que todas estavam certas, já que não sabia onde tinha erro e acertei! Haha) a outra era sobre interpretação de gráfico e depois de algum tempo consegui resolvê-la e a ultima eu sabia que não tinha alternativa certa, mas mesmo assim tinha que marcar alguma alternativa. O bom é que após a prova já saiu o gabarito oficial. Tirei foto e apesar da ansiedade deixei pra corrigir em casa.
E pra minha alegria, felicidade e todos os sentimentos bons que existem eu fui super bem. Errei apenas a questão que como eu disse não existe alternativa correta. Sabe aquela sensação maravilhosa de que você fez o seu melhor e valeu a pena? Na verdade valeu mais que a pena todo o investimento de tempo e de dinheiro também. Essa foi apenas a primeira etapa do processo seletivo, ainda faltam a análise dos títulos e a entrevista. Mas, era a primeira etapa a que eu mais poderia fazer algo. Ainda não sei como será o resultado final do processo, mas independente dele eu estou mega feliz (já sorri e pulei muito de alegria) porque o meu esforço valeu a pena.

E com isso aprendo que apesar de ser bem clichê, todo o nosso esforço hoje, valerá a pena lá na frente. Nada na vida vem fácil. Até porque quando lutamos, quando abdicamos de algo e quando fazemos o nosso melhor, no momento em que conseguimos o objetivo, sabemos valorizá-lo.
Agradeço a Deus por ter me honrado nessa primeira etapa. Durante toda a minha preparação eu pedi pra acertar no mínimo 19 questões. E foi isso que aconteceu. Deus sempre faz a parte dele, mas pra isso precisamos também fazer a nossa. E quando isso acontece o resultado é esse: FELICIDADE transbordando.

Atraso, Chuva e Táxi

Eram quase 18:20h (horário local), eu já estava pronta e nada de saber onde meu querido irmão estava – ele é meu motorista. Teria que chegar as 18:3h na casa de minha amiga para irmos ao curso do preparatório de um processo seletivo que estou fazendo. Não suporto atrasos, então decidi ir de mototáxi pra tentar chegar o menos atrasada possível. Saí de casa em direção ao ponto de mototáxi, que é na outra esquina e de repente senti pingos em meu braço. Isso mesmo! Numa noite de atrasos, começou a chover. Consegui voltar pra casa antes da chuva começar forte. Aí meu estresse já estava nas alturas, sem saber o que fazer.
Táxi. É isso! Vou chamar um táxi. Mas não tenho nenhum número de taxista e como meu celular não estava funcionando e estava usando o de minha mãe temporariamente, ele não tem o aplicativo de chamar táxi. Pedi a minha amiga algum número e o que ela me deu não funcionava. Pesquisei na internet e finalmente consegui chamar um. O atendente me falou que ele chegaria em 7 minutos, e 8 minutos depois eu já estava discando o número pra ligar novamente, quando o táxi chegou. Sabe aquelas cenas que está chovendo forte, você com um guarda chuva e entra num táxi? Senti-me numa dessas, não pelo táxi, mas porque literalmente me joguei no banco de trás tentando me molhar o mínimo possível. Ok. Já estou dentro do táxi. Quando falo o destino, o taxista imediatamente diz: “ok nordestina”. Ri automaticamente e ele me falou que o sotaque é bem forte. Percebi que eu tinha colocado muito sotaque mesmo sem perceber, involuntariamente. O trajeto foi bem curto, mas ele me contou praticamente boa parte da vida dele, disse que quando chegou a esta cidade foi acolhido por um casal de nordestinos (mas precisamente, paraibanos – Ah João Pessoa linda, que tenho saudade e ainda quero conhecer muito).

Aproveitei para perguntar sobre o bairro que moro. Sabe aquela impressão que falei logo quando cheguei aqui, que parecia que morava numa favela, mas que depois eu comecei a gostar por ter tudo perto. Nunca tinha perguntado a alguém como esse bairro era visto pelos demais moradores da cidade. Descobri que realmente esse bairro não é classe média (isso já tava na cara), muito menos classe média alta, mas que possui o custo benefício por ter tudo tão perto, por ter um centro comercial de bairro (que não é o centro da cidade) onde dá pra resolver praticamente tudo e também porque é um lugar perto do centro (isso quando você vai de carro ne? Porque de ônibus é uma viagem que dura praticamente mais de 1 hora). Falando em ônibus, não lembro se já comentei, mas os motoristas de ônibus daqui parecem que estão dirigindo um foguete (literalmente). E mesmo assim, os trajetos são bem longos, tanto pelo trânsito quanto pelas voltas e mais voltas que ele tem que dá. Voltando ao táxi, finalmente consegui chegar à casa de minha amiga com pouco atraso e chegamos no horário para a aula do preparatório. 

sábado, 26 de dezembro de 2015

Presentes de Natal

Hoje acordei e apesar de ser Natal, achei que seria mais um dia comum, já que aqui em casa (não na casa física), mas na minha família nunca foi de ter festa nessa ou em qualquer outra época. Nunca fomos de trocar presentes, nem mesmo em dias de aniversário (e sinceramente acho isso bastante estranho, mas acho que sou acomodada e quase sempre deixo passar sem fazer muita coisa pra mudar isso). A questão é que hoje ao entrar na cozinha pra tomar o café da manhã fui surpreendida com um "feliz natal" do meu irmão. Sim, ele mesmo! Que raramente sequer troca abraços comigo (na verdade não lembro de nenhum abraço), que raras vezes me parabenizou por meu aniversário, não porque não goste de mim (porque sei que ele gosta), mas por não ser típico do jeito dele. Desejei também "feliz natal" com aquela brincadeira de bater as mãos abertas uma na outra e depois com elas fechadas. 
Ao final da tarde saímos para passear e mais uma vez ele me surpreendeu, querendo tirar fotos. Quem o conhece, ou melhor, quem o conhecia sabe que ele nunca gostou de fotos e é por isso que há alguns dias atrás eu não tinha sequer uma foto dele no meu celular pra mostrar as pessoas quando digo que ele é fisicamente o oposto de mim. Hoje já tenho algumas fotos com ele. 
Mas, a maior surpresa foi quando eu estava sentada vendo TV no quarto dele e ele pediu pra que eu fizesse cafuné nele. Oi? Ele deitou, fiz o cafuné durante alguns minutos e pouco depois ele adormeceu. Depois que sai do quarto foi inevitável não lembrar do meu pai. Ele sempre me pedia pra fazer cafuné nele, pra adormecer assim. E sempre dizia: "esse cafuné vai sair caro né nega?". Lembrar disso não me deixou triste, mas feliz por saber que ainda consigo lembrar de coisas que vivi com ele. E espero que o tempo seja generoso o suficiente pra não me deixar esquecer de lembranças tão boas.
Então foi esse o meu Natal. Apesar da ausência de presentes físicos, acho que ganhei dois que valeram bem mais.  Uma lembrança de meu pai e a aproximação com meu irmão. 

Pirando na espera da sobrinha

Saber que serei titia e que em breve estarei com uma linda princesinha no colo está me deixando bastante ansiosa. Comprar o restante do enxoval então, nem se fala! Escolher as roupinhas, sapatinhos, fraudas, e ver cada coisa linda me fez querer ter logo essa criança aqui. Serei muito babona, isso já assumi. Mas só ela pra me fazer passar uma tarde inteira no centro (isso inclui o sol nada frio dessa cidade) andando de loja em loja, pra comprar o melhor possível. Que você chegue bem, saudável e pronta pra trazer alegria pra essa casa e começarmos a escrever um novo capítulo dessa família. Quero ver seu rosto lindo, seu sorriso, suas mãozinhas, quero abraçar, segurar e cuidar da menininha da titia. Ah, e acho que a mamãe já pode escolher o seu nome ta? 

PS: Já assisti vídeo de como dá banho em recém nascido e já vi várias fotos legais que quero tirar pra registrar cada mês. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Cultura Regional #1

Já fazem mais de 3 meses que estou aqui e minha curiosidade por conhecer essa cultura e culinária só aumentam a cada dia. A partir de hoje irei começar a dividir, os termos, comidas e coisas aqui da cultura local desse estado e capital com tanta diversidade.
Pitiú: odor forte, desagradável. Isso em relação a peixe. “Peixe feito em casa tem pitiú”.
Tacacá: uma espécie de caldo (tem três tipos: um salgado, um doce e um misto que é o doce com o salgado) com camarão e ervas. “É preparado com um caldo fino e bem temperado geralmente feito com sal, cebola, alho, coentro do norte, coentro e cebolinha e, principalmente, um caldo amarelado, chamado tucupi. Coloca-se esse caldo por cima da goma de tapioca, também servida com camarão seco e jambu. Serve-se muito quente, temperado com pimenta, em cuias”.
Carapanã: muriçoca, pernilongo (acho esse termo muito paulista)
Curumim: garoto
Cunhatã: garota
Geladinho: Dindin
Taberna: quitanda, mercearia, bodega
X-caboquinho: Feito com pão francês, queijo coalho, tucumã, ovo e banana frita. É um sanduíche bem tradicional nos cafés.
Tucumã: “fruto de uma palmeira amazônica, de polpa grudenta e fribrosa”.
Igarapé: “curso d'água constituído por um braço longo de rio ou canal, de pouca profundidade e quase no interior da mata. Significa, literalmente, "caminho de canoa", através da junção dos termos ygara (canoa) e apé (caminho)”. Também utilizado pra se referir aos grandes canais de esgotos que existem na cidade.
Mana(o): gíria pra falar com qualquer pessoa. Muito usado também no diminutivo: maninha

Marronzinho: Amalerinho, guarda de trânsito.

(Wikipédia)

Uma semana de agosto

Depois de tanto tempo sem escrever nada. Pensei em você e bateu a vontade de escrever um pouco. Há uns dias me perguntaram como anda nosso relacionamento. Se temos conversado e o que sinto por você hoje. As conversas não são mais diárias como no início, na verdade elas são bem espaçadas. Mas quando acontecem, me sinto bem. Gosto demais de saber que você tá bem, de saber que está dando certo seu crescimento na área que nós escolhemos como profissão. Agora depois de me sentir mais adaptada a essa cidade, depois de conseguir me sentir um pouco mais em casa, comecei a lembrar de como foram difícil àqueles primeiros dias. E logo lembrei de todo o suporte que você me deu. Entendo que tivemos nossa breve história pra que você conseguisse ser o amigo sempre disponível o dia inteiro no WhatsApp ou em alguns Skypes pra conversar e me fazer sentir melhor mesmo estando numa cidade totalmente estranha e sem conhecer quase ninguém. Saber que sempre teria você me perguntando sobre como foi o dia ou o que iria fazer no outro dia era algo que sempre me fez bem. Senti-me cuidada em um dos momentos que mais precisei e sinceramente sei que tudo isso aconteceu porque nos aproximamos nos dias que antecederam minha mudança pra essa nova cidade. Quanto ao que sinto hoje por você é um sentimento que não cabe somente na palavra carinho, mas que também não é paixão. Acho que nem tudo precisa ser definido. Sei que gosto demais de você, do que aconteceu entre nós. E vez ou outra me veem alguns flash dos momentos de conversa no estacionamento, dos abraços demorados e dos beijos dados. Porque sempre que faço ou vivo algo bom, quando passa fica a saudade. E com você não é diferente. Sinto sim, saudade daquela semana de agosto em que tinha comigo um dos caras mais incríveis que uma garota pode conhecer. E hoje sou grata por ser sua amiga e por toda a paciência e disponibilidade que você teve pra me ajudar nos primeiros dias quando cheguei nessa cidade que hoje é meu novo lar.

Começando a sentir-se em casa

Após mais de 3 meses, já começo a me sentir melhor nessa minha nova casa. Já conheço algumas pessoas, já saio sozinha. Tenho uma independência mais parecida com a que já tive em tempos antigos. Ainda não é igual, nem será porque agora não moro mais com uma amiga e sim com a minha família. Mas posso dizer que a pior parte, a da adaptação inicial já passou. Graças a Deus. Pensei que nunca passaria, mas enfim passou. Ainda conheço pouco da comida regional e não saí pra muitos lugares. Mas já provei do peixe (algum de um dos milhares que têm aqui) e gostei. Mas pra mim peixe é peixe e eu não consigo AINDA, diferenciar os sabores (quem sabe eu aprendo depois de um tempo). Depois de algumas tentativas frustradas, consegui achar um açaí que tenha uma consistência mais parecida com a que estava acostumada e que vem com granola e leite condensado. Ainda não encontrei com banana ou outras frutas, pois o forte do acompanhamento daqui é farinha de mandioca (umas bolinhas brancas e duras, mas que quando dentro do açaí ficam mais mole) e açúcar. Ainda não experimentei o famoso tacacá e tantas outras comidas regionais. Mas tempo é o que não me falta aqui. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Comendo Sushi

Estava sentindo uma vontade louca de comer Sushi. Quem me conhece sabe que sempre falo que Sushi é igual a açaí. O seu organismo, ou melhor, o nosso paladar não está adaptado a comer coisas tão diferentes, então devemos dá a ele a oportunidade de provar e não só de experimentar uma única vez, mas sim de permitir o tempo necessário para se adaptar a sabores tão diferentes do que estamos acostumados no dia a dia, mas tão saborosos e deliciosos. Como a maioria das pessoas que conheço, também não gostei de nenhum dos dois de cara. Tive que comer 2 a 3 vezes para gostar e depois daí me apaixonar por esse sabor característico e meio exótico (hahaha esse termo é legal). Então com esse desejo avassalador de comer Sushi depois de meses de abstinência, sem previsão de comer, já que não vende perto de minha casa e ninguém iria me acompanhar porque não gostam (não sabem o que perdem), fiquei desejando e comecei a seguir os IGs de todas os restaurantes de Sushi da cidade.
Então, numa noite dessas fomos a feira e lá próximo tinha um restaurante japonês. Meus olhos brilharam literalmente. Gosto demais do clima desses restaurantes. Mas infelizmente tive que pedir pra viagem e não tive tempo para desfrutar desse ambiente aconchegante que tanto gosto.  A primeira coisa que me surpreendeu foi o preço, claro que como tudo nessa cidade, não seria o Sushi que seria diferente. Então sim, ele foi bem caro, mas além disso não estava tão bem feito esteticamente como eu estava acostumada a comer. Já provei Sushi em Natal e duas cidades cearenses. Em Natal o preço é mais acessível e a estética é melhor, já nas cidades do Ceará as duas ganham pelo preço justo e pela estética. Então entre os 3 estados que já comi, o Ceará ganha em primeiro lugar. Em todos eu gostei do sabor, acho que só conseguiria saber qual o melhor sabor se provasse todos num único momento e isso é impossível ne? Mas mesmo com alguns prós, com certeza irei comer muito Sushi por aqui ainda, melhor ainda se for acompanhada.