Quando senti o vento, a brisa do mar tocando meu corpo, eu só desejei que
você chegasse daquele jeito, suave, devagarzinho por trás de mim e me abraçasse,
me envolvendo em teus braços. Que deixasse minha cabeça repousar sobre seu
peito. Fechei o olho e senti por um minuto essa sensação. Esperei por você.
Desejei tua chegada ali naquela noite fria. Olhei pra os lados procurando por
você, imaginando teu rosto entre tantas pessoas que estavam ali naquele
calçadão. Procurei e só depois de um tempo percebi que não sabia a quem eu
estava procurando. Porque ainda não conheço o teu rosto, não sei qual a tua
altura, nem a cor da tua pele. E não saber isso, não saber teu nome, não saber
quando você chegará está me matando de ansiedade, de curiosidade. Quero logo
sentir a segurança do teu abraço, o gosto do teu beijo em minha boca. Quero
sentir teus olhos me olhando, ver o teu sorriso, sentir as tuas mãos se entrelaçarem
nas minhas. Quero saber de tudo sobre você. Saber dos teus gostos, dos filmes, comidas
e lugares preferidos. Quero ouvir sobre as viagens que já fez. Quero que conte
os lugares. Quero saber coisas sobre sua vida. Quero conhecer você. Então, se
posso ti pedir algo, não demore tanto a chegar porque eu já estou aqui, te
esperando.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Chegue Logo
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Desejo realizado: Falei com você
Finalmente
o dia do seu aniversário chegou. É dia de ti ligar, de ouvir sua voz. Liguei,
você não reconheceu minha voz de primeira, também quem mandou eu ligar
confidencial né? Acho que eu era uma das pessoas menos prováveis que você
estava esperando ouvir a voz. Depois daqueles velhos clichês, perguntando como
estava, o papo começou a fluir. Você me contou como anda a vida, o que tem
feito de novo, falou da academia que deixou de frequentar, contou sobre as
novidades acadêmicas, falou sobre a vida de nossos velhos amigos em comum e de
quem eu tanto sinto falta. Gostei demais de ouvir você falar. Porque a conversa
foi natural, fluiu, foi semelhante aos velhos tempos. Gostei da empolgação da
voz para me colocar a par de tantas novidades da nossa antiga cidade. Foi como
uma volta no tempo em que passávamos horas e horas no celular tentando matar um
pouco da saudade, a diferença é que tive que desligar logo. Mas sei também que
os assuntos não viriam ou não seriam tantos a ponto de ficarmos horas no
celular. Porque naquele tempo, as horas ao celular eram preenchidas também com
trocas de carinho e músicas cantadas por você pra mim. Apesar dos poucos
minutos, fiquei feliz por está tudo bem com você e de falar contigo. Continue
bem e até uma próxima ligação.
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Desejo do dia: Falar com você
Hoje eu acordei pensando em você, em ti
ligar, em passar horas no telefone falando besteira, escutando o que você tem
feito da vida. Eu sinceramente sinto falta de uma pessoa que era tão próxima,
que estava presente em tudo na minha vida mesmo estando tão longe fisicamente. Às
vezes acho que isso tudo é só nostalgia, necessidade de ter alguém que cuide de
mim, mas hoje o desejo é conversar por horas, olhar no olho, abraçar você. Ainda
estou meio confusa com tanta mudança, tanta coisa nova e gente nova.
Mas não posso ligar hoje, porque
quero esperar pelo seu aniversário para ter um motivo mais real para uma ligação
tão inesperada, depois de tantos dias sem nenhum contato com você. Fico por
aqui tentando conter a ansiedade, a curiosidade e a saudade enorme de saber sobre
sua vida. Torço então para que seu aniversário
chegue logo e eu possa escutar sua voz mesmo que seja apenas pelo celular e possa
saber como anda a sua vida. Afinal, amigos são pra vida toda, certo?
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Casamento? Sim ou Não?
Meu único relacionamento duradouro foi
um namoro de quatro anos e meio. Ele foi um pouco complicado e bom ao mesmo
tempo. Foi cheio de muito amor e cuidado, com muitos km de distância no meio e
muita saudade na maior parte dos dias. Gostei, amei, sonhei, fiz planos, vivi
de fato. Planejamos casar e quem me conhece sabe que sou uma menina boba que
sonha em casamento (tem fases que quero uma festa linda e grande, em outros quero
algo bem simples), mas tem fases como a que estou atualmente que penso mesmo se
quero casar de verdade. Adoro minha liberdade de solteira (não de ficar com
qualquer cara, até porque isso não é nada parecido com meu estilo), mas a
liberdade de fazer o que quero e quando quero. De sair, de viajar sozinha ou com
amigos. E sei que isso é totalmente modificado quando você casa. Claro que
muitas das coisas podem ser realizadas com o seu cônjuge, mas não é a mesma coisa
de quando se está solteira viajando aberta a qualquer possibilidade que uma
aventura de viagem pode oferecer.
E todo esse pensamento veio porque esses
dias eu presenciei uma mulher que perdeu sua aliança ao tirá-la para lavar as
mãos no seu ambiente de trabalho. Ela tirou-a e esqueceu-se de colocá-la.
Poucos minutos depois percebeu e quando voltou para o local a aliança já não
estava mais lá. No outro dia em que a encontrei ouvi-a falando de como o seu
casamento estava em crise. Seu marido não acreditou que ela perdeu a aliança no
trabalho, pediu provas, dormiu no quarto de hóspedes e ainda pediu a separação.
Gente, isso é serio? Pergunto-me porque uma mulher jovem e bonita casou com
alguém que não confia nela. Não tenho essa intimidade com ela pra perguntar
algo desse tipo ou mesmo pra saber a história do relacionamento deles. Mas,
nisso fiquei pensando, que se for pra eu está com a alguém que não confie em
meus sentimentos ou na minha palavra, eu sinceramente prefiro não estar. Acho
que em um relacionamento é necessário confiança acima de qualquer coisa. Porque
se não existe confiança em quem está ao seu lado, as coisas não fluem e o relacionamento
fica pesado demais.
Quero conhecer
Hoje acordei com uma vontade imensa de
conhecer. Tenho e sempre tive desejo de conhecer lugares, coisas, vontade
de conhecer o mundo. Mas hoje a minha vontade é conhecer pessoas. Quero sentar
numa mesa, na praça ou na areia da praia e começar a conversar com alguém.
Quero saber o que a pessoa mais gosta de fazer, qual a comida preferida, o
filme favorito, quero ouvir sobre seus sonhos, quero rir e gargalhar. Quero me
sentir como uma criança que está ouvindo uma historinha, porque quero imaginar
as cenas que a pessoa estará contando tão detalhadamente. Quero conhecer pessoas
que me acompanhem numa sessão de cinema, que me façam companhia pra tomar um
sorvete, pra fazer um brigadeiro em casa e ter alguém pra chamar e ganhar umas
calorias a mais. Quero uma pessoa para ir ao zoológico, ao shopping, a praia.
Alguém que me ajude a conhecer essa cidade tão grande e que ainda é um mundo
desconhecido para mim. Hoje meu desejo é de conhecer!
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Um olhar forte e envolvente
Alguém já sentiu saudade do que não viveu? Hoje quando estava falando com você,
relembrando os poucos segundos que nossos olhares se cruzaram e que percebi que
eles diziam a mesma coisa um ao outro, me bateu uma saudade do beijo não dado,
do cheiro que não senti, do abraço que não dei. Conversando e descobrindo que
queríamos a mesma coisa e no mesmo momento, me fez pensar em porque não me
entrego mais aos momentos que desejo viver. Fico pensando em como teria sido.
Fantasio está deitada no sofá sobre o seu tórax enquanto assistíamos aquele
filme que hoje nem me recordo o nome. Acho que o carinho e o chamego de sua mão
em meu cabelo durante quase toda a madrugada, a sua voz suave tão perto do meu
corpo, tantas conversas e a frase "ei, não durma não" tornaram o
nosso único momento juntos, a sós, especial. Sei que foi a noite que nos
conhecemos pessoalmente, porque conversas em WhatsApp não chegam nem perto do
que é conversar pessoalmente. A timidez e a vergonha no início me fizeram
pensar que seria apenas uma noite qualquer na casa de um amigo. Mas o fato de
eu não conseguir dormir devido a mais uma crise alérgica com gripe até que me
trouxe um benefício. Ter você acordado comigo, contando histórias e jogando
conversa à fora a madrugada inteira até o nascer do sol. A possibilidade de
você ir me deixar em casa me fez ter esperança de que algo poderia acontecer,
mas rapidamente essa esperança acabou quando seu irmão disse que iria precisar
do carro e então ele me deixaria em casa. Mas apesar de tudo, acho que foi
melhor assim. Pelo menos naquele momento. Claro que tenho curiosidade e como
falei até saudade de algo que não vivi com você. Mas acho que pelas
circunstâncias do momento, foi melhor assim. E sei que ainda teremos
oportunidades pra vivermos outros tantos momentos que não tivemos tempo.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Sotaque, gírias e açaí
Mudar
de estado já tem lá suas mudanças regionais, suas peculiaridades, imagine então,
mudar de região. Lembro que quando mudei para Natal, os meus amigos sempre
falavam do meu chiado. Implicavam porque falo “Thxiago”, “Dxiga” “dxiferentxe”,
entre tantas outras palavras que chio tanto. Sempre quando voltava das férias,
depois de um mês no Ceará, meu sotaque voltava carregado. E aos pouco ia
cedendo e dando lugar novamente ao sotaque e à algumas palavras potiguares.
No
Ceará a expressão usada para se dirigir informalmente a uma amiga é “e aí
mulher?” (isso pra mulheres, pra homem não me recordo), no RN é “ e aí boe”, já
aqui no Norte, tudo, absolutamente tudo é “e aí mano (a) ou maninho (a)”.
Confesso que por não ser adaptada a escutar no início achei bem engraçado. Mas
aos poucos estou me adaptando, a ouvir, não a falar (acho que vou demorar um
pouco a pegar essa expressão). E eles também chiam um pouco, então nem da pra perceber tanto o meu sotaque cearense.
As
comidas daqui são bem diferentes das do Nordeste. Aqui praticamente tudo eles
comem com farinha branca. Não tenho muito contato com a comida daqui, porque em
casa a comida é estilo cearense e praticamente não comemos fora porque minha
família não aprova em nada a culinária local. Apesar de não aprovar algumas
coisas, sou do tipo disposta a provar tudo, desde que a aparência não seja tão
ruim. Ainda não comi quase nada regional, ou típico daqui. Apenas o açaí.
Quem
me conhece um pouquinho sabe como amo açaí. Então logo nos primeiros dias que
cheguei aqui minha mãe comprou 1L de açaí. Mas infelizmente ele era líquido e
não ficou de modo algum na consistência de sorvete que era a única forma que eu
estava adaptada a tomar, então foi o jeito improvisar e fazer vitamina de açaí
no estilo natalense (com leite condensado, farinha láctea, leite em pó e um
pouco de leite) e ficou aprovada. Depois de uns dias fui tomar açaí na tigela.
Todo mundo ouviu o nome tigela ne? Então pensei que a consistência fosse de
sorvete, quando na verdade a consistência é mais para milkshake. Não vem com
leite condensado, nem com banana. Os acompanhamentos são: açúcar, granola e
farinha de mandioca. Estranhei muito a consistência. Prefiro o que tem uma
consistência mais grossa. Lembro que não é apenas esse o diferencial do açaí.
Outro fator destoante é o preço. Considerando que aqui é a terra do açaí,
sempre achei que fosse algo bem mais acessível, em conta, barato. Mas pelo
contrario. Aqui você toma 250mL pelo mesmo valor que toma 1L de açaí em Natal.
É isso mesmo. Sem exageros.
Então
embora eu tenha cansado de ouvir (ouvi muito mesmo!) que aqui é terra para se
ganhar dinheiro, também já percebi que é a terra para se gastar o dinheiro que
você ganha. Não descobri ainda qual a vantagem de ganhar tanto, mas também de
gastar muito mais que se gastaria em outro lugar. Mas ainda vou tentar entender
esse cálculo. Se é que existe algum entendimento pra isso.
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Fico só com a saudade
Então fica o acordo: eu não falo, tu não falas e ficamos nesse
silêncio que é mais fuga do que a própria palavra.
Eu fico com o teu sorriso desconcertante que eu
não sei mais se foi real ou se eu que imaginei que os teus dentes perfeitamente
emparelhados se mostraram em câmera lenta. Fico com a sensação de descoberta,
de cuidado, de arrebatamento. Fico o toque. Fico com o imã que não deixava que
mãos se desligassem, que carinhos desaparecessem, que segurança faltasse. Fico
com a minha embriaguez de ti, a tua lucidez de mim.
Você deve lembrar aquele abraço, daquele
suspiro. Fico com ele também. Fico com a cena que tinha muito mais do que uma
beleza cinematográfica: era real.
[...]
Eu fico com as tuas palavras. Fico com o
silêncio. Fico
com o mesmo silêncio que usávamos para falar de cumplicidade. Fico
com a leveza que toda intensidade tem. Fico com a fuga, mesmo que não se possa
voltar atrás depois da entrega. Fico com a saudade,
porque não existe motivo para ficar com a tristeza.
(Texto escrito por Marina Melz, originalmente postado na página EOH)
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terça-feira, 13 de outubro de 2015
Organizando Sentimentos
Hoje estou tentando me equilibrar
emocionalmente. Tentando entender que isso é o melhor pra você e que logo o
melhor chegará pra mim. Hoje acordei ainda meio triste, mas agora me sinto
melhor que ontem. O que mais me machuca é quando me lembro do que vivemos
e aí me veem a mente você vivendo isso com outra pessoa. Acho-me egoísta por
isso. Mas é isso que sou nesse momento. Porque queria muito mais do que o tive. Queria tempo e infelizmente tive pouco. Depois de tantos pensamentos soltos, comecei a juntar
alguns pedacinhos dentro de mim. E enquanto estou aqui reorganizando alguns
sentimentos, do nada minha mãe entra no quarto chorando. A sensação que tenho
pelo choro dela é que alguém morreu, ou que algo ruim aconteceu. No entanto, ela
me diz que está com saudade. Ah, não acredito. Agora não por favor! Não estou preparada pra isso nesse momento. E agora? Eu tenho que me segurar pra não cair no
choro também. Porque tudo que estou sentindo agora é saudade de você! Saudade do que vivi e também do que não vivi. Então, eu me seguro
pra não chorar, porque se eu começar,
sei que eu e ela não pararíamos tão cedo. Juntos todas as minhas forças para dizer que daqui a pouco estaremos mais adaptadas. Tento acalmá-la. Mas na
verdade eu não estou nada calma por dentro. No entanto, de algum modo deixo
transparecer que sou forte e que está tudo bem. Porque apesar de não está tudo
bem, sei e confio muito que em breve estaremos gostando da nossa vida aqui e
que tudo o que sinto hoje, será apenas recordado nas conversas entre amigos
quando contar sobre o processo de adaptação a um novo lugar. E que tudo isso sejam apenas lembranças do início de uma vida no Norte do Brasil.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Fugitiva ou Protegida?
Escrevendo aqui outro dia, disse
que uma velha amiga sabe apenas parcialmente sobre minha vida. E hoje vim falar
parcialmente dessa história. Isso mesmo, porque o enredo completo renderá
muitas páginas. Minha família tem sérios problemas. Mas isso toda família tem,
ou então não se chamaria família ne? Mas garanto que a minha tem alguns mais
complexos. E é justamente devido a essas complexidades que eu tive que mudar de
estado, mudar de região, deixar amigos no passado literalmente, ou seja, tive
que perder o contato de propósito para que eles não ficassem me questionando
onde e com quem moro. Isso foi bem complicado. Simplesmente desaparecer da vida
de pessoas que cresceram com você desde a sua infância até os 22 anos não é
algo tão simples. Mas foi a decisão certa a fazer. Por isso acho que sou ou
fugitiva ou protegida do FBI (haha), já que poucas pessoas sabem onde realmente
estou. E viver assim sem muitos vínculos com o passado, com os velhos amigos
deixa o processo de adaptação em um novo lugar, um pouco mais dolorido e faz
com que a saudade seja sua companheira diária enquanto não crio minhas raízes
nesta nova terra. Hoje tento construir uma vida nesse novo lugar, aos poucos,
tentando fazer novas amizades, e isso na verdade é o mais complicado, quando
não se tem uma rotina com pessoas que não seja a sua família. E ainda mais
porque não me acho alguém fácil de realizar o primeiro contato. Sou amigável,
mas pra isso preciso que alguém faça o primeiro contato e como não estou nesse
luxo todo, há alguns dias eu tive a oportunidade de fazer isso e não deixei
passar. E é assim que irei construindo meus novos amigos aqui. Aos pouquinhos,
mas com bastante fé e coragem. E claro contando sempre com a ajuda de pessoas
que fazem meus dias serem mais alegres apenas com mensagens no WhatsApp. A
vocês um abraço bem apertado e um obrigado sincero que palavras nenhuma
conseguem expressar.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
De uma mensagem recebida
Tô nessa de escrever sempre. Seja pra extravasar a raiva, a saudade, a felicidade ou a tristeza e também pra registrar aqui minhas descobertas nesse mundo tão novo e diferente. Hoje escrevo pra aliviar a dor, pra fazer com que o sentimento acabe mesmo que o processo seja lento. Escrevo para ver se as lágrimas param de cair do meu rosto. Hoje quando li um texto que o moço me fez (tive a sensação que ele não foi escrito todo de uma vez, mas o que isso importa ne?). Aliás, quando você me disse que precisava falar comigo eu já sabia que você falaria algo nesse sentido. Senti que as coisas mudaram. Percebi que a intensidade e os assuntos para as conversas não eram mais os mesmos. Mas foi quando li cada palavra ali escrita por você, foi nesse momento que eu não consegui ser forte. Nesse momento meu olho encheu de lágrima e o sentimento de perda invadiu meu ser, sem ao menos pedir licença. Sei que você merece ter alguém bacana e especial aí perto de você e não é por isso que to assim, fragilizada, sofrendo, chorando. Na verdade isso é o ápice de tudo que tenho guardado. A sensação de perda é generalizada. Sinto que perdi muitos dos meus amigos e sei que perdi mesmo! Tenho a sensação de ter perdido uma independência que outrora eu tive (pelo menos parcialmente). Parece que me perdi no meio de alguma coisa. Me sinto perdida. O sentimento é que perdi você. Não o amigo, mas o cara pelo qual me apaixonei. Hoje torço intimamente para que tudo isso passe. Pra que eu me organize interiormente e emocionalmente para ti ter como amigo. Torço
para que essa tão difícil fase de adaptação passe logo. Que eu consiga me sentir segura para ir e vir nessa cidade tão grande, que eu tenha pra quem ligar só pra tomar um sorvete ou mesmo um açaí. Que eu consiga me sentir outra vez em casa, como consegui me sentir em Natal. Que eu consiga alçar novos vôos e que neles eu esteja acompanhada de amigos e novos amores. E que a vida continue me presenteando com pessoas e momentos especiais como tem feito até agora.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Meu Pai

Hoje fazem 4 anos que você partiu. Não sou hipócrita de dizer que eu passei o dia lembrando, pelo contrário só lembrei porque minha mãe comentou. Na verdade não gosto de mortes e por isso não fico lembrando de datas assim. Até porque sinceramente, para mim essa data não significa muita coisa. Apenas o dia que recebi uma ligação de uma prima dizendo que você não tinha resistido aos tiros. Senti que não estava dentro de mim, senti como se fosse um pesadelo, como se não fosse real. Mas o fato é que era real.
Lembro perfeitamente da primeira pessoa que me abraçou depois que cai em lágrimas. Lembro que comecei a ficar ainda mais triste porque minutos antes eu tinha ligado para casa naquela noite e depois de dias sem falar com você eu pedi a mãe para passar o telefone pra você, mas infelizmente você tinha acabado de sair de casa. Tinha saído pra nunca mais voltar. Fiquei com esse peso durante dias, meses. Me culpando por não ter ligado horas ou dias antes pra falar com você. Mas hoje já não sinto mais isso.
Lembro-me da última vez que o vi, quando foi me deixar em Natal para mais um semestre letivo. Lembro perfeitamente como aproveitei minhas últimas férias em que você esteve presente
, lembro-me de andar de mãos dadas com você e de como me sentia paparicada por ser a menininha do pai.
Quando cheguei em casa, no seu velório, com aquela multidão de gente me dando os pêsames (odiei receber todos eles, tanto porque não queria que fosse o seu velório, como porque não gosto nenhum pouco dessa palavra, acho pesada demais para um momento tão doloroso) e com meus avós, tios e minha mãe chorando, tentei chorar o mínimo possível. Porque sabia que todos estavam preocupados comigo e então tentei ficar ali quietinha fingindo para mim mesmo que aquilo não podia ser real. Mas infelizmente foi. Todo o choro que guardei foi liberado dias depois nas madrugadas deitada em minha cama. Chorei e chorei muito!
Na verdade hoje em dia vez ou outro choro quando trago essas lembranças (como agora) para o presente, mas o tempo foi muito generoso comigo, com minha dor e minha saudade. Mas é claro que ainda sinto a sua falta pai. Falta do seu colo (sempre gostei de está nele, mesmo depois de grande e de ser mais pesadinha que uma criança). E senti muita saudade no dia da minha colação e do meu baile de formatura. Naqueles dias chorei de alegria pela minha conquista, mas também de saudade porque sei que essa conquista também foi sua, pela força que me deu para entrar na faculdade e por saber de seu sonho de formar a sua filha. É por isso que não me lembro de você em datas como essa, deixo pra lembrar em coisas que faço e sei que você ficaria orgulhoso de me ter como filha. Ao meu pai, que não era o melhor pai do mundo, mas soube perfeitamente ser o meu pai, o pai que eu precisava ter, o meu amor e agradecimento sincero.
Lembro perfeitamente da primeira pessoa que me abraçou depois que cai em lágrimas. Lembro que comecei a ficar ainda mais triste porque minutos antes eu tinha ligado para casa naquela noite e depois de dias sem falar com você eu pedi a mãe para passar o telefone pra você, mas infelizmente você tinha acabado de sair de casa. Tinha saído pra nunca mais voltar. Fiquei com esse peso durante dias, meses. Me culpando por não ter ligado horas ou dias antes pra falar com você. Mas hoje já não sinto mais isso.
Lembro-me da última vez que o vi, quando foi me deixar em Natal para mais um semestre letivo. Lembro perfeitamente como aproveitei minhas últimas férias em que você esteve presente
, lembro-me de andar de mãos dadas com você e de como me sentia paparicada por ser a menininha do pai.Quando cheguei em casa, no seu velório, com aquela multidão de gente me dando os pêsames (odiei receber todos eles, tanto porque não queria que fosse o seu velório, como porque não gosto nenhum pouco dessa palavra, acho pesada demais para um momento tão doloroso) e com meus avós, tios e minha mãe chorando, tentei chorar o mínimo possível. Porque sabia que todos estavam preocupados comigo e então tentei ficar ali quietinha fingindo para mim mesmo que aquilo não podia ser real. Mas infelizmente foi. Todo o choro que guardei foi liberado dias depois nas madrugadas deitada em minha cama. Chorei e chorei muito!
Na verdade hoje em dia vez ou outro choro quando trago essas lembranças (como agora) para o presente, mas o tempo foi muito generoso comigo, com minha dor e minha saudade. Mas é claro que ainda sinto a sua falta pai. Falta do seu colo (sempre gostei de está nele, mesmo depois de grande e de ser mais pesadinha que uma criança). E senti muita saudade no dia da minha colação e do meu baile de formatura. Naqueles dias chorei de alegria pela minha conquista, mas também de saudade porque sei que essa conquista também foi sua, pela força que me deu para entrar na faculdade e por saber de seu sonho de formar a sua filha. É por isso que não me lembro de você em datas como essa, deixo pra lembrar em coisas que faço e sei que você ficaria orgulhoso de me ter como filha. Ao meu pai, que não era o melhor pai do mundo, mas soube perfeitamente ser o meu pai, o pai que eu precisava ter, o meu amor e agradecimento sincero.
Indo à Biblioteca
Já havia decidido que segunda começaria a estudar numa biblioteca aqui da cidade. Pesquisei e decidi que a da universidade estadual era a melhor por ser um pouco (nem tanto) mais próxima de minha casa. Olhei no Moovit (um ótimo aplicativo de localização) qual ônibus deveria pegar e qual a rota deste. Na segunda à tarde cheguei mais cedo da academia para ir p à biblioteca. No entanto, ao começar a rever o mapa fiquei muito confusa com tantas ruas, já que eu tinha que andar um pouco a pé até chegar a uma parada que o ônibus que eu ia pegar passasse. Pelo avançar da hora decidi deixar a aventura para a terça pela manhã.
Acordei bem cedo, fiz meu ritual de ficar na cama mais alguns minutos após acordar para que meu corpo finalmente entendesse que já era hora de está alerta. Sempre estudei pela manhã, mas isso não significa que sou adaptada a acordar cedo, pelo contrário, quem me conhece sabe que sou uma dorminhoca sem igual. Mas o fato é que apreendo melhor se estudar pela manhã e também aproveito o resto do dia e de quebra ainda tenho sono cedo pra dormir cedo e acordar cedo novamente.
Pois bem, acordei, me arrumei e quando fui tomar café percebi a chuva que estava caindo e o céu de um cinza bem escuro. Ah, meus planos foram por água a baixo junto com a água que escorria pelas ruas. Mas não desisti. Deitei um pouco pra esperar e pouco tempo depois a chuva passou. Embora o céu ainda permanecesse escuro. Peguei o guarda chuva e fui para a parada de ônibus. Com a ajuda do aplicativo (olhei para ele a cada rua que o ônibus entrou) consegui chegar ao destino certo. Entrei na biblioteca e ops... Adivinhe? A biblioteca está sem internet e eu preciso fazer um cadastro (que precisa da internet) para poder ter acesso aos livros. Depois de uma hora de espera, o sistema voltou, mas para minha sorte lá não tinha nenhum dos livros que eu precisava para estudar.
Realmente parece um complô ne? Porque eu estou bem mal acostumada a ficar em casa, dormir a manhã inteira, assistir TV, ficar na internet, comer, fazer tudo que eu gosto. Ai quando decido que preciso mudar e que preciso ter uma rotina de estudos, acontece essas coisas. Mas valeu a experiência de andar de ônibus (pra quem não está acostumada com uma cidade nova, cada ônibus pego é uma oportunidade de conhecer mais um pouco da cidade) e vamos a próxima biblioteca ne?
Acordei bem cedo, fiz meu ritual de ficar na cama mais alguns minutos após acordar para que meu corpo finalmente entendesse que já era hora de está alerta. Sempre estudei pela manhã, mas isso não significa que sou adaptada a acordar cedo, pelo contrário, quem me conhece sabe que sou uma dorminhoca sem igual. Mas o fato é que apreendo melhor se estudar pela manhã e também aproveito o resto do dia e de quebra ainda tenho sono cedo pra dormir cedo e acordar cedo novamente.
Pois bem, acordei, me arrumei e quando fui tomar café percebi a chuva que estava caindo e o céu de um cinza bem escuro. Ah, meus planos foram por água a baixo junto com a água que escorria pelas ruas. Mas não desisti. Deitei um pouco pra esperar e pouco tempo depois a chuva passou. Embora o céu ainda permanecesse escuro. Peguei o guarda chuva e fui para a parada de ônibus. Com a ajuda do aplicativo (olhei para ele a cada rua que o ônibus entrou) consegui chegar ao destino certo. Entrei na biblioteca e ops... Adivinhe? A biblioteca está sem internet e eu preciso fazer um cadastro (que precisa da internet) para poder ter acesso aos livros. Depois de uma hora de espera, o sistema voltou, mas para minha sorte lá não tinha nenhum dos livros que eu precisava para estudar.
Realmente parece um complô ne? Porque eu estou bem mal acostumada a ficar em casa, dormir a manhã inteira, assistir TV, ficar na internet, comer, fazer tudo que eu gosto. Ai quando decido que preciso mudar e que preciso ter uma rotina de estudos, acontece essas coisas. Mas valeu a experiência de andar de ônibus (pra quem não está acostumada com uma cidade nova, cada ônibus pego é uma oportunidade de conhecer mais um pouco da cidade) e vamos a próxima biblioteca ne?
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
Irmãos?
Caramba
como sinto falta de uma irmã ou mesmo de uma relação amigável com
o único irmão que tenho. Desde criança nunca fomos próximos, mas com a
adolescência onde tive que sair de casa e me afastar ainda mais dele e com a chegada da vida adulta parece que surgiu um abismo entre essas duas pessoas. Sinceramente não sei como dois irmãos podem ser tão completamente diferentes, tão avessos, tao sal e açúcar sabe? Na verdade juro que não sei qual o sentimento
que tenho por ele. Porque nem de longe somos colegas, que dirá termos uma relação de
irmãos de verdade. Confesso que sinto um pouco de inveja (inveja boa, claro)
daqueles irmãos que são mais que amigos sabe? Que são irmãos além dos laços
sanguíneos, que conversam, que dividem sonhos, compartilham segredos, que se abraçam e se beijam, que brincam um com o outro, que se
cuidam sabe? Não consigo falar mais que uma frase com esse cara estranho que me
dizem ser meu irmão. Não tenho assunto apesar de tentar alguma vezes, a
conversa não flui, não avança, quando não terminamos aos gritos. Percebo
claramente como ele ou eu conseguimos conversar e nos dá bem com qualquer pessoa que seja de fora, contando com não seja nós dois numa mesma conversa. E isso me entristece algumas vezes, mesmo que na maioria do tempo eu nem
ligue pra essa situação. Na verdade a minha dúvida é se somos diferentes demais
ou parecidos demais em certos aspectos. O que acontece é que na maioria das
vezes discordo e muito do que ele faz, pensa e age. Embora também faça isso com
muitos amigos e nem por isso a nossa relação de amizade é afetada. Mas a
verdade é que não sei nem que tipo de relação eu tenho, se é que tenho alguma relação com ele.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Sobre o primeiro dia no Sup
Quem
me conhece sabe que gosto de provar quase tudo, mesmo que eu tenha a sensação de
que não irei gostar. Mas preciso provar pra poder dizer a alguém quando for
questionada se é bom ou ruim, mas principalmente pra falar que é uma das coisas
que embora não seja uma das melhores do mundo, merece ser provada ou ser feita.
Foi
assim quando comi acarajé pela primeira e única vez na vida. Nem foi na Bahia
(infelizmente ainda não pisei em solo baiano), mas quando vi uma plaquinha com
o nome acarajé numa praia do litoral potiguar, minha curiosidade falou alto e
eu quis provar dessa iguaria. Na época eu estava acompanhada de umas amigas (As
Coisinhas) e apenas uma delas já havia experimentado. Questionei se era bom e
ela apenas disse ser algo que valeria a pena comer, para depois opinarmos.
Então decidi comprar, provei e graças a Deus que compramos apenas um para
dividirmos com todas, porque a pimenta é bem forte (embora eu tenha dito que
queria o menos apimentado possível) e o sabor bem diferente. Não achei ruim,
mas também não me apaixonei pelo sabor. Talvez seja semelhante a sushi ou mesmo
ao açaí, já que também não gostei de nenhum dos dois a primeira vista, mas após
a primeira impressão, me apaixonei completamente pelo sabor desses dois itens,
que hoje com toda a certeza estão no topo das minhas preferências de comida. No
entanto não tenho vontade de comer acarajé novamente (possa ser que se eu for
morar la pela Bahia um dia, eu mude essa ideia), mas é algo que não me
arrependi de ter experimentado porque gosto de poder ter opinião.
O
mesmo acontece também em outras áreas de minha vida. Gosto de viver coisas
novas e desafiadoras. E foi nesse intuito que 5 dias após chegar a esta cidade,
que eu aceitei e topei fazer um Sup nas águas do rio Solimões. Não, eu nunca
tinha sequer visto alguém fazer isso. Aceitei e amei a experiência. É óbvio que
ao ouvir o instrutor falando sobre as posições na prancha eu tive vontade de desistir,
mas graças a Deus não o fiz. Ao subir na prancha e ver que eu estava no meio de
tanta água sem ninguém ali do lado (na mesma prancha) para me socorrer caso
necessário (já que não sei nadar) me apavorou um pouco (apesar de está com
colete salva-vidas e presa a prancha que obviamente flutua e não me deixaria
afundar caso caísse na água), mas aos poucos fui me soltando até conseguir
ficar em pé. (SIM!! Eu fiquei em pé. Haha). Até tirei o colete e consegui
mergulhar, ainda presa a prancha e segurando nas pernas do instrutor (só quem
não sabe nadar entende esses medos loucos). Apesar de cansar bastante e ter
ficado toda quebrada no outro dia (quem manda ter vida sedentária), foi ótimo a
experiência do Sup e com toda certeza ele foi adicionado a minha lista de
coisas boas para repetir na vida.
Ainda bem
que consigo aproveitar, experimentar e viver coisas novas, mesmo que pareçam
desafiadoras e dêem aquele friozinho na barriga. Mas se estou aqui em outro
estado, estou para aprender coisas novas né? Estou super curiosa para
experimentar tantas e tantas comidas que existem aqui e nunca tinha ouvido
falar. Já estou esperando ansiosamente para provar Tacacá, tucumã, Mingau de
banana, X-caboquinho (essas foram as que ouvi falar) e tantas outras comidas
que ainda nem ouvi o nome.
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Conhecendo o Centro dessa Cidade
Gente
eu nem acredito que depois de exatos 30 dias morando nessa cidade eu consegui
pegar um ônibus e ir sozinha (apenas com minha mãe que também não conhece nada)
ao centro dessa cidade. Hahaha. Pense numa emoção. Sempre fui independente pra
andar de ônibus e até de metrô, então já estava passando da hora de pegar meu
primeiro ônibus aqui e começar a descobrir o tanto de coisas que aqui existem e que preciso conhecer.
O
destino foi o centro comercial. Na ida dentro do ônibus eu me senti uma criança
olhando para os dois lados da rua e tentando decorar pontos de referência.
Depois de não saber ao certo onde desceria, sabia que era num terminal, mas
aqui existem milhares deles, seria o primeiro, o segundo ou o próximo?
Particularmente não tenho problemas em pedir ajuda a alguém quando não conheço
o local, mas prefiro fazer isso quando estou sozinha, me sinto mais a vontade.
E está acompanhada de minha mãe me tirou um pouco dessa inciativa, coisa que
ela também não tem em relação a esses assuntos. Então quando achei que era o
terminal certo, apenas intuição, sem nenhuma certeza, decidi descer. Tivemos que
voltar um pouco para encontrarmos as lojas que vendiam o que eu estava
procurando. Perguntei a várias pessoas onde vendia e como eu poderia chegar.
Algumas pessoas tinham mais paciência e explicavam detalhadamente ensinando rua
a rua (já que eu não sabia o nome de nenhuma) como chegar aonde eu queria, outras nem tanto. Achamos o centro pouco movimentado para um dia de sábado e pouco comércio. Mas
depois de andarmos e suarmos muito nesse calor (ôh lugar quente!) percebi que
estávamos completamente erradas.
O
centro é enorme, a sensação que tive foi que andamos em apenas um terço dele. É
muito comércio, muita loja (muita mesmo), muitos Bancos e praticamente todo o
centro é em prédio histórico, incluindo o Carrefour e as Lojas Americanas (nunca imaginei essas duas lojas em prédios históricos, haha).
Alguém já entrou num Carrefour que é assim? Haha. É muito legal. Acho
prédios históricos um charme, por mim tiraria fotos na frente dos que eu
elegesse os mais bonitos, mas não o fiz por dois motivos. Primeiro, todas as
pessoas me achariam meio doida, já que não vi ninguém com esse costume e
segundo, que fiquei com medo de ficar sem celular, já que me falaram que aqui
anda meio perigoso para assaltos desse tipo. Mas o fato é que gostei muito do
centro apesar do calor indescritível.
A
volta foi bem tranquila e deu tudo certo. E essa foi a minha primeira ida ao
centro e minha primeira aventura de ónibus e sem ninguém pra me guiar numa das
10 maiores cidades do Brasil. É isso aí. Simbora conhecer essa cidade sozinha,
já que o povo dessa casa prefere ficar no ar condicionado.
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Daquele nosso amor
Momentos tão incríveis com você
Que o tempo não apagou
É como num romance de cinema
Minha paixão, você chegou
O seu olhar pra mim é um poema
Minha canção de amor
Não sei porquê essa saudade
Só faz me maltratar
Será que um dia nos meus sonhos
Você vem me acordar?
O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar
Às vezes não consigo esquecer
Daquele nosso amor
Momentos tão incríveis com você
Que o tempo não apagou
Não sei porquê essa saudade
Só faz me maltratar
Será que um dia nos meus sonhos
Você vem me acordar?
O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar
Não faz assim, não sei viver sem ter você pra mim
O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar
Onze:20
Uma velha amiga (cearense)
Reencontrar velhos amigos é o mesmo
que ganhar um presente. E foi essa a sensação que tive há uns dias atrás.
Estava e na verdade ainda estou bem pensativa esses dias. Nada melhor que tempo
livre + ócio pra nos fazer pensar em tudo. Desde o seu passado de infância até
o seu futuro que você ainda nem conhece. E foi pensando no passado que me
lembrei de uma dentre as minhas velhas amiga do Ceará que tive que abri mão do
contato. Uma decisão bem radical, difícil, mas que foi necessária. Ao
lembrar-me de minha amiga mais desastrada bateu uma enorme saudade. Amiga de
ensino médio. Ai já viu ne? Depois de lembrar e imaginar como estaria sua vida,
resolvi tentar um contato via e-mail. Eu sei que hoje em plena explosão de
utilização do WhatsApp, praticamente ninguém utiliza esse meio de comunicação
para uso pessoal, ainda mais conversas. Mas eu comecei a usar bastante durante esses
últimos dias devido há algumas circunstâncias. Mandei um e-mail curto,
perguntando sobre a vida dela e falando da saudade. Nem tive muitas
expectativas, porque cogitei a possibilidade de ela não mais usar o mesmo
endereço de e-mail. No entanto, no mesmo dia fui surpreendida com uma resposta consideravelmente
grande, cheio de alegria pelo contato retomado e me colocando a par de muitas
coisas da vida dela. Fiquei feliz. Muito feliz. Sabe quando uma amizade é um
presente em sua vida? Imagine então poder ter contato novamente com o presente
que a vida ti deu anos atrás e que por motivos diversos os nossos destinos tomaram
rumos diferentes. Mas hoje cá estamos nós minha amiga. Novamente sabendo da
vida uma da outra, na verdade ela sabe parcialmente sobre a minha, já que
pareço mais que vivo como uma protegida do FBI ou será uma fugitiva? Haha. O
importante é que o contato foi retomado e isso me fez um bem danado.
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Babando crianças
Numa noite dessas fiquei observando a beleza, o brilho e o encantamento
que uma criança transmite. Criança é pureza, bondade. Ser criança é descobrir o
novo a cada segundo de vida. É sorrir ao ver um rosto conhecido ou simplesmente
ao jogar areia da praia ao vento. Essa foi à cena que tive o prazer de
presenciar: Uma criança linda descobrindo o mundo de uma praia. Ver o seu
sorriso quando corria para perto da água, quando se jogava na areia ou a jogava
em si mesmo, foram momentos que prenderam minha atenção durante um bom tempo. E
nisso me peguei pensando no dom de ser mãe. Sempre soube que quero sim exercer
a função da maternidade, em um dia distante claro. Mas enquanto isso me contento com o presente que terei em breve: ser tia (um sonho que sempre achei que não seria realizado) e de cara já presumo que serei uma tia babona e que vai amar muito esse(a) sobrinho(a). Amo crianças e fico boba só
de observá-las e poder vê-las desvendando o mundo a sua volta com toda a inocência e uma curiosidade insaciável. Amo o
cheiro, a sinceridade, o sorriso e o abraço de uma criança e me desmonto inteira
quando sinto aquela mãozinha tão pequena procurando por minha mão para segurar
a dela, sinto como se pudesse transmitir segurança e é como se eu dissesse: não se preocupe eu estou aqui com você. Toda essa cena só me fez querer ainda mais ser
tia e poder acompanhar de pertinho o crescimento de uma criança, com suas quedas e tombos, com o choro, e principalmente com os sorrisos que com certeza encherão não somente a casa,
mas também a minha vida de alegria.
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domingo, 4 de outubro de 2015
Matando um pouco a Saudade
Depois de um mês em terras do Norte, e há 9 meses
que não vou ao meu Ceará, hoje tive o prazer de ter um pedacinho desse estado
aqui, mesmo estando a quilômetros de distância dele. É que fui a um almoço só de cearense. Agora por falar em reunião de
cearense, pense num povo animado e barulhento. Haha. Eis o motivo de eu falar
tão alto! Além das pessoas serem cearenses, o cardápio também foi bem
tradicional do nosso estado. Galinha caipira e fava que vieram diretamente do
Ceará pra cá, com aquela farofa de cuscuz temperada e um arrozinho branco. Minha
gente pense num tempero bom esse do povo nordestino e se for cearense então nem
se fala. Vi as pessoas repetindo inúmeras vezes e algo que percebi também ser
um costume de nossa terra foi à fartura de comida, como dizemos lá. Comida para
todos comerem a vontade. Depois de todos estarem alimentados ainda teve a mais
tradicional sobremesa. Alfinin (um dos produtos derivados da cana-de-açúcar,
feito com mel bem grosso, o qual é puxado até ficar amarelo). Tem coisa mais gostosa nesse mundo? E o melhor de tudo, ainda era vivo
(mole). Minha gente essa iguaria cearensês não tem igual. Amo de paixão. Desse
jeito, o almoço foi completo. A sensação que tive foi de está em um daqueles
almoços na casa da minha vizinha ou de alguém da família, onde todo mundo senta
à mesa, come e conversa muito. Agradeço por ter um pouquinho do meu Ceará aqui.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Revirando a Saudade
Hoje passei o
dia lembrando-me de você, de tudo que vivemos, dos momentos compartilhados, dos
abraços que duravam uma eternidade, das músicas cantadas ao pé do ouvido. E
caramba, como isso doeu. Sinto falta de você. Porque simplesmente não da pra
apagar uma história que foi construída de forma tão cuidadosa mesmo em meio aos
obstáculos. Gosto de lembrar os capítulos dessa história e de como fui feliz em
cada um deles.
Depois de tanto
pensar, vim para o notebook e abri o meu e-mail. Coloquei seu nome na caixa de
busca e ai apareceram os e-mails trocados anos atrás. Reli grande parte deles. Lembrando-me
das noites conversando, da única viagem que conseguimos fazer juntos, das
surpresas que fiz pra você e das que você me fez, das músicas que você cantou e
das que você escreveu, das brigas e discussões mais bobas que vi na vida. Lembro-me
de andarmos de mãos dadas e de como sempre gostei disso, pela sensação de ter alguém
sempre ali do meu lado. Lembro-me de cada nome pelo qual você me chamava
carinhosamente e das inúmeras vezes que passamos a madrugada conversando por Skype
por não podermos está juntos fisicamente.
Relendo esses e-mails
trocados, sorri ao ver como o sentimento era mútuo, como nos amamos
inteiramente. Chorei ao lembrar que isso ficou no passado. Que essa história já
acabou. E que o destino foi um pouco duro quando não nos permitiu que a amizade
continuasse. Na verdade eu acredito que o que sinto não é mais amor, que o
sentimento tornou-se ou transformou-se em carinho. Mas a verdade é que sinto
falta de está com você, de está com aqueles nossos velhos e queridos amigos.
Sinto falta do teu cuidado ou simplesmente de ser cuidada. Falta de como foi
amada por você. Hoje olho e fico feliz de saber que vive anos ao lado de uma
pessoa tão especial como você. Sigo por aqui cada vez mais longe do teu
caminho, torcendo muito para encontrar alguém que me faça sentir amada e
cuidada e torcendo pra que você esteja bem e também encontre alguém especial.
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