sábado, 26 de dezembro de 2015

Presentes de Natal

Hoje acordei e apesar de ser Natal, achei que seria mais um dia comum, já que aqui em casa (não na casa física), mas na minha família nunca foi de ter festa nessa ou em qualquer outra época. Nunca fomos de trocar presentes, nem mesmo em dias de aniversário (e sinceramente acho isso bastante estranho, mas acho que sou acomodada e quase sempre deixo passar sem fazer muita coisa pra mudar isso). A questão é que hoje ao entrar na cozinha pra tomar o café da manhã fui surpreendida com um "feliz natal" do meu irmão. Sim, ele mesmo! Que raramente sequer troca abraços comigo (na verdade não lembro de nenhum abraço), que raras vezes me parabenizou por meu aniversário, não porque não goste de mim (porque sei que ele gosta), mas por não ser típico do jeito dele. Desejei também "feliz natal" com aquela brincadeira de bater as mãos abertas uma na outra e depois com elas fechadas. 
Ao final da tarde saímos para passear e mais uma vez ele me surpreendeu, querendo tirar fotos. Quem o conhece, ou melhor, quem o conhecia sabe que ele nunca gostou de fotos e é por isso que há alguns dias atrás eu não tinha sequer uma foto dele no meu celular pra mostrar as pessoas quando digo que ele é fisicamente o oposto de mim. Hoje já tenho algumas fotos com ele. 
Mas, a maior surpresa foi quando eu estava sentada vendo TV no quarto dele e ele pediu pra que eu fizesse cafuné nele. Oi? Ele deitou, fiz o cafuné durante alguns minutos e pouco depois ele adormeceu. Depois que sai do quarto foi inevitável não lembrar do meu pai. Ele sempre me pedia pra fazer cafuné nele, pra adormecer assim. E sempre dizia: "esse cafuné vai sair caro né nega?". Lembrar disso não me deixou triste, mas feliz por saber que ainda consigo lembrar de coisas que vivi com ele. E espero que o tempo seja generoso o suficiente pra não me deixar esquecer de lembranças tão boas.
Então foi esse o meu Natal. Apesar da ausência de presentes físicos, acho que ganhei dois que valeram bem mais.  Uma lembrança de meu pai e a aproximação com meu irmão. 

Pirando na espera da sobrinha

Saber que serei titia e que em breve estarei com uma linda princesinha no colo está me deixando bastante ansiosa. Comprar o restante do enxoval então, nem se fala! Escolher as roupinhas, sapatinhos, fraudas, e ver cada coisa linda me fez querer ter logo essa criança aqui. Serei muito babona, isso já assumi. Mas só ela pra me fazer passar uma tarde inteira no centro (isso inclui o sol nada frio dessa cidade) andando de loja em loja, pra comprar o melhor possível. Que você chegue bem, saudável e pronta pra trazer alegria pra essa casa e começarmos a escrever um novo capítulo dessa família. Quero ver seu rosto lindo, seu sorriso, suas mãozinhas, quero abraçar, segurar e cuidar da menininha da titia. Ah, e acho que a mamãe já pode escolher o seu nome ta? 

PS: Já assisti vídeo de como dá banho em recém nascido e já vi várias fotos legais que quero tirar pra registrar cada mês. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Cultura Regional #1

Já fazem mais de 3 meses que estou aqui e minha curiosidade por conhecer essa cultura e culinária só aumentam a cada dia. A partir de hoje irei começar a dividir, os termos, comidas e coisas aqui da cultura local desse estado e capital com tanta diversidade.
Pitiú: odor forte, desagradável. Isso em relação a peixe. “Peixe feito em casa tem pitiú”.
Tacacá: uma espécie de caldo (tem três tipos: um salgado, um doce e um misto que é o doce com o salgado) com camarão e ervas. “É preparado com um caldo fino e bem temperado geralmente feito com sal, cebola, alho, coentro do norte, coentro e cebolinha e, principalmente, um caldo amarelado, chamado tucupi. Coloca-se esse caldo por cima da goma de tapioca, também servida com camarão seco e jambu. Serve-se muito quente, temperado com pimenta, em cuias”.
Carapanã: muriçoca, pernilongo (acho esse termo muito paulista)
Curumim: garoto
Cunhatã: garota
Geladinho: Dindin
Taberna: quitanda, mercearia, bodega
X-caboquinho: Feito com pão francês, queijo coalho, tucumã, ovo e banana frita. É um sanduíche bem tradicional nos cafés.
Tucumã: “fruto de uma palmeira amazônica, de polpa grudenta e fribrosa”.
Igarapé: “curso d'água constituído por um braço longo de rio ou canal, de pouca profundidade e quase no interior da mata. Significa, literalmente, "caminho de canoa", através da junção dos termos ygara (canoa) e apé (caminho)”. Também utilizado pra se referir aos grandes canais de esgotos que existem na cidade.
Mana(o): gíria pra falar com qualquer pessoa. Muito usado também no diminutivo: maninha

Marronzinho: Amalerinho, guarda de trânsito.

(Wikipédia)

Uma semana de agosto

Depois de tanto tempo sem escrever nada. Pensei em você e bateu a vontade de escrever um pouco. Há uns dias me perguntaram como anda nosso relacionamento. Se temos conversado e o que sinto por você hoje. As conversas não são mais diárias como no início, na verdade elas são bem espaçadas. Mas quando acontecem, me sinto bem. Gosto demais de saber que você tá bem, de saber que está dando certo seu crescimento na área que nós escolhemos como profissão. Agora depois de me sentir mais adaptada a essa cidade, depois de conseguir me sentir um pouco mais em casa, comecei a lembrar de como foram difícil àqueles primeiros dias. E logo lembrei de todo o suporte que você me deu. Entendo que tivemos nossa breve história pra que você conseguisse ser o amigo sempre disponível o dia inteiro no WhatsApp ou em alguns Skypes pra conversar e me fazer sentir melhor mesmo estando numa cidade totalmente estranha e sem conhecer quase ninguém. Saber que sempre teria você me perguntando sobre como foi o dia ou o que iria fazer no outro dia era algo que sempre me fez bem. Senti-me cuidada em um dos momentos que mais precisei e sinceramente sei que tudo isso aconteceu porque nos aproximamos nos dias que antecederam minha mudança pra essa nova cidade. Quanto ao que sinto hoje por você é um sentimento que não cabe somente na palavra carinho, mas que também não é paixão. Acho que nem tudo precisa ser definido. Sei que gosto demais de você, do que aconteceu entre nós. E vez ou outra me veem alguns flash dos momentos de conversa no estacionamento, dos abraços demorados e dos beijos dados. Porque sempre que faço ou vivo algo bom, quando passa fica a saudade. E com você não é diferente. Sinto sim, saudade daquela semana de agosto em que tinha comigo um dos caras mais incríveis que uma garota pode conhecer. E hoje sou grata por ser sua amiga e por toda a paciência e disponibilidade que você teve pra me ajudar nos primeiros dias quando cheguei nessa cidade que hoje é meu novo lar.

Começando a sentir-se em casa

Após mais de 3 meses, já começo a me sentir melhor nessa minha nova casa. Já conheço algumas pessoas, já saio sozinha. Tenho uma independência mais parecida com a que já tive em tempos antigos. Ainda não é igual, nem será porque agora não moro mais com uma amiga e sim com a minha família. Mas posso dizer que a pior parte, a da adaptação inicial já passou. Graças a Deus. Pensei que nunca passaria, mas enfim passou. Ainda conheço pouco da comida regional e não saí pra muitos lugares. Mas já provei do peixe (algum de um dos milhares que têm aqui) e gostei. Mas pra mim peixe é peixe e eu não consigo AINDA, diferenciar os sabores (quem sabe eu aprendo depois de um tempo). Depois de algumas tentativas frustradas, consegui achar um açaí que tenha uma consistência mais parecida com a que estava acostumada e que vem com granola e leite condensado. Ainda não encontrei com banana ou outras frutas, pois o forte do acompanhamento daqui é farinha de mandioca (umas bolinhas brancas e duras, mas que quando dentro do açaí ficam mais mole) e açúcar. Ainda não experimentei o famoso tacacá e tantas outras comidas regionais. Mas tempo é o que não me falta aqui. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Comendo Sushi

Estava sentindo uma vontade louca de comer Sushi. Quem me conhece sabe que sempre falo que Sushi é igual a açaí. O seu organismo, ou melhor, o nosso paladar não está adaptado a comer coisas tão diferentes, então devemos dá a ele a oportunidade de provar e não só de experimentar uma única vez, mas sim de permitir o tempo necessário para se adaptar a sabores tão diferentes do que estamos acostumados no dia a dia, mas tão saborosos e deliciosos. Como a maioria das pessoas que conheço, também não gostei de nenhum dos dois de cara. Tive que comer 2 a 3 vezes para gostar e depois daí me apaixonar por esse sabor característico e meio exótico (hahaha esse termo é legal). Então com esse desejo avassalador de comer Sushi depois de meses de abstinência, sem previsão de comer, já que não vende perto de minha casa e ninguém iria me acompanhar porque não gostam (não sabem o que perdem), fiquei desejando e comecei a seguir os IGs de todas os restaurantes de Sushi da cidade.
Então, numa noite dessas fomos a feira e lá próximo tinha um restaurante japonês. Meus olhos brilharam literalmente. Gosto demais do clima desses restaurantes. Mas infelizmente tive que pedir pra viagem e não tive tempo para desfrutar desse ambiente aconchegante que tanto gosto.  A primeira coisa que me surpreendeu foi o preço, claro que como tudo nessa cidade, não seria o Sushi que seria diferente. Então sim, ele foi bem caro, mas além disso não estava tão bem feito esteticamente como eu estava acostumada a comer. Já provei Sushi em Natal e duas cidades cearenses. Em Natal o preço é mais acessível e a estética é melhor, já nas cidades do Ceará as duas ganham pelo preço justo e pela estética. Então entre os 3 estados que já comi, o Ceará ganha em primeiro lugar. Em todos eu gostei do sabor, acho que só conseguiria saber qual o melhor sabor se provasse todos num único momento e isso é impossível ne? Mas mesmo com alguns prós, com certeza irei comer muito Sushi por aqui ainda, melhor ainda se for acompanhada.   

Saudade em dose dupla

               Hoje depois de mais uma vez pensar e me questionar em porque tenho sempre sonhos tão parecidos com meu pai, o último foi como se fosse a junção de todos eles. São sonhos bons e que eu queria muito que se tornassem reais. Em uma conversa com uma colega daqui ela me disse que está esquecendo-se da voz e do rosto do pai dela que morreu há 11 anos. Tenho esse medo também, principalmente porque prefiro não pensar tanto pra não sofrer tanto. Sinto-me culpada algumas vezes por deixar de lado lembranças suas, mas isso é só uma maneira de autoproteção. Fazia dias que eu não chorava sentindo tua falta. Mas toda essa história da minha família e o sonho que tive ontem com você, as lágrimas foram inevitáveis. Choro de saudade do teu colo, teu carinho, mimo (e como foi mimada ne?) por esse pai coruja. Hoje senti o cheiro de um sabonete e lembrei-me de você. Porque era um dos teus favoritos. Foi como sentir o teu cheiro na casa depois que você saia do banho. Ah como eu queria que meus sonhos fossem reais. Que eu ainda ti tivesse aqui comigo. Vez ou outra imagino como seria a nossa vida se você ainda tivesse aqui. Sei que provavelmente estaria em outro lugar ou talvez não ne? Isso eu nunca saberei.

           E com tudo isso, hoje eu tive vontade de conversar com um amigo com quem sempre desabafei nesses momentos, ele sabe me ouvir e me compreender nesse assunto melhor do que ninguém. Foi ele quem esteve presente pra me abraçar quando o choro vinha inevitavelmente e ele sempre me dizia pra lembrar do que foi bom, das coisas boas que dividimos. Mas infelizmente não estamos mais tão próximos. E não me sinto no direito de começar uma conversa por WhatsApp e já começar a desabafar. Então lembrei que aqui consigo falar e falar. E enquanto escrevo deixo minhas lagrimas rolarem em meu rosto, permito-me colocar um pouco dessa angustia, do medo do esquecimento e saudade pra fora de mim, mesmo que assim em pequenas doses. Porque sinceramente, me considero bem frágil em algumas coisas. E perder você é algo que me despedaçou por dentro mesmo que por fora eu pareça intacta. 

               Percebi que de tempos em tempos preciso desses momentos, desse alívio. Sempre foi assim, desde aquele outubro de 2011. Na maior parte do tempo sou forte, até pela correria imposta no dia a dia. Mas em momentos como o de agora, me sinto pequenininha e sozinha, desejando apenas ouvir, que tem alguém comigo e que posso contar com ele.

Como é fácil gostar

Hoje agradeci mentalmente por não ter acontecido nada entre a gente. Anoiteceu e comecei a sentir saudade de conversar com você no WhatsApp. Eu sei que se tivesse rolado algo entre a gente eu sentiria saudade dos momentos. Não que eu esteja apaixonada, mas é que gosto de você. E sinceramente você é uma pessoa fácil de se apegar. Gosto demais de teu jeito, tua simplicidade, o teu tom de voz alegre nos áudios. Nossas conversas me fazem bem. Então a minha saudade hoje é sobre as nossas conversas suaves, sem ou com intenções. Sinto que podemos conversar sobre vários assuntos, tenho a sensação que a conversa flui, acontece. Mesmo que o contato pessoalmente tenha sido breve, minha admiração por você é antiga, mas o meu gostar aumentou nos últimos tempos. Por isso torço pra que essa amizade não seja efêmera, mas que possa perdurar por muito tempo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Chegue Logo

Quando senti o vento, a brisa do mar tocando meu corpo, eu só desejei que você chegasse daquele jeito, suave, devagarzinho por trás de mim e me abraçasse, me envolvendo em teus braços. Que deixasse minha cabeça repousar sobre seu peito. Fechei o olho e senti por um minuto essa sensação. Esperei por você. Desejei tua chegada ali naquela noite fria. Olhei pra os lados procurando por você, imaginando teu rosto entre tantas pessoas que estavam ali naquele calçadão. Procurei e só depois de um tempo percebi que não sabia a quem eu estava procurando. Porque ainda não conheço o teu rosto, não sei qual a tua altura, nem a cor da tua pele. E não saber isso, não saber teu nome, não saber quando você chegará está me matando de ansiedade, de curiosidade. Quero logo sentir a segurança do teu abraço, o gosto do teu beijo em minha boca. Quero sentir teus olhos me olhando, ver o teu sorriso, sentir as tuas mãos se entrelaçarem nas minhas. Quero saber de tudo sobre você. Saber dos teus gostos, dos filmes, comidas e lugares preferidos. Quero ouvir sobre as viagens que já fez. Quero que conte os lugares. Quero saber coisas sobre sua vida. Quero conhecer você. Então, se posso ti pedir algo, não demore tanto a chegar porque eu já estou aqui, te esperando.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Desejo realizado: Falei com você

Finalmente o dia do seu aniversário chegou. É dia de ti ligar, de ouvir sua voz. Liguei, você não reconheceu minha voz de primeira, também quem mandou eu ligar confidencial né? Acho que eu era uma das pessoas menos prováveis que você estava esperando ouvir a voz. Depois daqueles velhos clichês, perguntando como estava, o papo começou a fluir. Você me contou como anda a vida, o que tem feito de novo, falou da academia que deixou de frequentar, contou sobre as novidades acadêmicas, falou sobre a vida de nossos velhos amigos em comum e de quem eu tanto sinto falta. Gostei demais de ouvir você falar. Porque a conversa foi natural, fluiu, foi semelhante aos velhos tempos. Gostei da empolgação da voz para me colocar a par de tantas novidades da nossa antiga cidade. Foi como uma volta no tempo em que passávamos horas e horas no celular tentando matar um pouco da saudade, a diferença é que tive que desligar logo. Mas sei também que os assuntos não viriam ou não seriam tantos a ponto de ficarmos horas no celular. Porque naquele tempo, as horas ao celular eram preenchidas também com trocas de carinho e músicas cantadas por você pra mim. Apesar dos poucos minutos, fiquei feliz por está tudo bem com você e de falar contigo. Continue bem e até uma próxima ligação.  

Desejo do dia: Falar com você

Hoje eu acordei pensando em você, em ti ligar, em passar horas no telefone falando besteira, escutando o que você tem feito da vida. Eu sinceramente sinto falta de uma pessoa que era tão próxima, que estava presente em tudo na minha vida mesmo estando tão longe fisicamente. Às vezes acho que isso tudo é só nostalgia, necessidade de ter alguém que cuide de mim, mas hoje o desejo é conversar por horas, olhar no olho, abraçar você. Ainda estou meio confusa com tanta mudança, tanta coisa nova e gente nova.
            Mas não posso ligar hoje, porque quero esperar pelo seu aniversário para ter um motivo mais real para uma ligação tão inesperada, depois de tantos dias sem nenhum contato com você. Fico por aqui tentando conter a ansiedade, a curiosidade e a saudade enorme de saber sobre sua vida.  Torço então para que seu aniversário chegue logo e eu possa escutar sua voz mesmo que seja apenas pelo celular e possa saber como anda a sua vida. Afinal, amigos são pra vida toda, certo? 

Casamento? Sim ou Não?

Meu único relacionamento duradouro foi um namoro de quatro anos e meio. Ele foi um pouco complicado e bom ao mesmo tempo. Foi cheio de muito amor e cuidado, com muitos km de distância no meio e muita saudade na maior parte dos dias. Gostei, amei, sonhei, fiz planos, vivi de fato. Planejamos casar e quem me conhece sabe que sou uma menina boba que sonha em casamento (tem fases que quero uma festa linda e grande, em outros quero algo bem simples), mas tem fases como a que estou atualmente que penso mesmo se quero casar de verdade. Adoro minha liberdade de solteira (não de ficar com qualquer cara, até porque isso não é nada parecido com meu estilo), mas a liberdade de fazer o que quero e quando quero. De sair, de viajar sozinha ou com amigos. E sei que isso é totalmente modificado quando você casa. Claro que muitas das coisas podem ser realizadas com o seu cônjuge, mas não é a mesma coisa de quando se está solteira viajando aberta a qualquer possibilidade que uma aventura de viagem pode oferecer.

E todo esse pensamento veio porque esses dias eu presenciei uma mulher que perdeu sua aliança ao tirá-la para lavar as mãos no seu ambiente de trabalho. Ela tirou-a e esqueceu-se de colocá-la. Poucos minutos depois percebeu e quando voltou para o local a aliança já não estava mais lá. No outro dia em que a encontrei ouvi-a falando de como o seu casamento estava em crise. Seu marido não acreditou que ela perdeu a aliança no trabalho, pediu provas, dormiu no quarto de hóspedes e ainda pediu a separação. Gente, isso é serio? Pergunto-me porque uma mulher jovem e bonita casou com alguém que não confia nela. Não tenho essa intimidade com ela pra perguntar algo desse tipo ou mesmo pra saber a história do relacionamento deles. Mas, nisso fiquei pensando, que se for pra eu está com a alguém que não confie em meus sentimentos ou na minha palavra, eu sinceramente prefiro não estar. Acho que em um relacionamento é necessário confiança acima de qualquer coisa. Porque se não existe confiança em quem está ao seu lado, as coisas não fluem e o relacionamento fica pesado demais.

Quero conhecer

Hoje acordei com uma vontade imensa de conhecer.  Tenho e sempre tive desejo de conhecer lugares, coisas, vontade de conhecer o mundo. Mas hoje a minha vontade é conhecer pessoas. Quero sentar numa mesa, na praça ou na areia da praia e começar a conversar com alguém. Quero saber o que a pessoa mais gosta de fazer, qual a comida preferida, o filme favorito, quero ouvir sobre seus sonhos, quero rir e gargalhar. Quero me sentir como uma criança que está ouvindo uma historinha, porque quero imaginar as cenas que a pessoa estará contando tão detalhadamente. Quero conhecer pessoas que me acompanhem numa sessão de cinema, que me façam companhia pra tomar um sorvete, pra fazer um brigadeiro em casa e ter alguém pra chamar e ganhar umas calorias a mais. Quero uma pessoa para ir ao zoológico, ao shopping, a praia. Alguém que me ajude a conhecer essa cidade tão grande e que ainda é um mundo desconhecido para mim. Hoje meu desejo é de conhecer!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Um olhar forte e envolvente

Alguém já sentiu saudade do que não viveu? Hoje quando estava falando com você, relembrando os poucos segundos que nossos olhares se cruzaram e que percebi que eles diziam a mesma coisa um ao outro, me bateu uma saudade do beijo não dado, do cheiro que não senti, do abraço que não dei. Conversando e descobrindo que queríamos a mesma coisa e no mesmo momento, me fez pensar em porque não me entrego mais aos momentos que desejo viver. Fico pensando em como teria sido. Fantasio está deitada no sofá sobre o seu tórax enquanto assistíamos aquele filme que hoje nem me recordo o nome. Acho que o carinho e o chamego de sua mão em meu cabelo durante quase toda a madrugada, a sua voz suave tão perto do meu corpo, tantas conversas e a frase "ei, não durma não" tornaram o nosso único momento juntos, a sós, especial. Sei que foi a noite que nos conhecemos pessoalmente, porque conversas em WhatsApp não chegam nem perto do que é conversar pessoalmente. A timidez e a vergonha no início me fizeram pensar que seria apenas uma noite qualquer na casa de um amigo. Mas o fato de eu não conseguir dormir devido a mais uma crise alérgica com gripe até que me trouxe um benefício. Ter você acordado comigo, contando histórias e jogando conversa à fora a madrugada inteira até o nascer do sol. A possibilidade de você ir me deixar em casa me fez ter esperança de que algo poderia acontecer, mas rapidamente essa esperança acabou quando seu irmão disse que iria precisar do carro e então ele me deixaria em casa. Mas apesar de tudo, acho que foi melhor assim. Pelo menos naquele momento. Claro que tenho curiosidade e como falei até saudade de algo que não vivi com você. Mas acho que pelas circunstâncias do momento, foi melhor assim. E sei que ainda teremos oportunidades pra vivermos outros tantos momentos que não tivemos tempo. 



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sotaque, gírias e açaí

Mudar de estado já tem lá suas mudanças regionais, suas peculiaridades, imagine então, mudar de região. Lembro que quando mudei para Natal, os meus amigos sempre falavam do meu chiado. Implicavam porque falo “Thxiago”, “Dxiga” “dxiferentxe”, entre tantas outras palavras que chio tanto. Sempre quando voltava das férias, depois de um mês no Ceará, meu sotaque voltava carregado. E aos pouco ia cedendo e dando lugar novamente ao sotaque e à algumas palavras potiguares.
No Ceará a expressão usada para se dirigir informalmente a uma amiga é “e aí mulher?” (isso pra mulheres, pra homem não me recordo), no RN é “ e aí boe”, já aqui no Norte, tudo, absolutamente tudo é “e aí mano (a) ou maninho (a)”. Confesso que por não ser adaptada a escutar no início achei bem engraçado. Mas aos poucos estou me adaptando, a ouvir, não a falar (acho que vou demorar um pouco a pegar essa expressão). E eles também chiam um pouco, então nem da pra perceber tanto o meu sotaque cearense. 
As comidas daqui são bem diferentes das do Nordeste. Aqui praticamente tudo eles comem com farinha branca. Não tenho muito contato com a comida daqui, porque em casa a comida é estilo cearense e praticamente não comemos fora porque minha família não aprova em nada a culinária local. Apesar de não aprovar algumas coisas, sou do tipo disposta a provar tudo, desde que a aparência não seja tão ruim. Ainda não comi quase nada regional, ou típico daqui. Apenas o açaí.
Quem me conhece um pouquinho sabe como amo açaí. Então logo nos primeiros dias que cheguei aqui minha mãe comprou 1L de açaí. Mas infelizmente ele era líquido e não ficou de modo algum na consistência de sorvete que era a única forma que eu estava adaptada a tomar, então foi o jeito improvisar e fazer vitamina de açaí no estilo natalense (com leite condensado, farinha láctea, leite em pó e um pouco de leite) e ficou aprovada. Depois de uns dias fui tomar açaí na tigela. Todo mundo ouviu o nome tigela ne? Então pensei que a consistência fosse de sorvete, quando na verdade a consistência é mais para milkshake. Não vem com leite condensado, nem com banana. Os acompanhamentos são: açúcar, granola e farinha de mandioca. Estranhei muito a consistência. Prefiro o que tem uma consistência mais grossa. Lembro que não é apenas esse o diferencial do açaí. Outro fator destoante é o preço. Considerando que aqui é a terra do açaí, sempre achei que fosse algo bem mais acessível, em conta, barato. Mas pelo contrario. Aqui você toma 250mL pelo mesmo valor que toma 1L de açaí em Natal. É isso mesmo. Sem exageros.

Então embora eu tenha cansado de ouvir (ouvi muito mesmo!) que aqui é terra para se ganhar dinheiro, também já percebi que é a terra para se gastar o dinheiro que você ganha. Não descobri ainda qual a vantagem de ganhar tanto, mas também de gastar muito mais que se gastaria em outro lugar. Mas ainda vou tentar entender esse cálculo. Se é que existe algum entendimento pra isso. 

Fico só com a saudade

Então fica o acordo: eu não falo, tu não falas e ficamos nesse silêncio que é mais fuga do que a própria palavra.
Eu fico com o teu sorriso desconcertante que eu não sei mais se foi real ou se eu que imaginei que os teus dentes perfeitamente emparelhados se mostraram em câmera lenta. Fico com a sensação de descoberta, de cuidado, de arrebatamento. Fico o toque. Fico com o imã que não deixava que mãos se desligassem, que carinhos desaparecessem, que segurança faltasse. Fico com a minha embriaguez de ti, a tua lucidez de mim.
Você deve lembrar aquele abraço, daquele suspiro. Fico com ele também. Fico com a cena que tinha muito mais do que uma beleza cinematográfica: era real.
[...]
Eu fico com as tuas palavras. Fico com o silêncio. Fico com o mesmo silêncio que usávamos para falar de cumplicidade. Fico com a leveza que toda intensidade tem. Fico com a fuga, mesmo que não se possa voltar atrás depois da entrega. Fico com a saudade, porque não existe motivo para ficar com a tristeza. 

(Texto escrito por Marina Melz, originalmente postado na página EOH)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Organizando Sentimentos

Hoje estou tentando me equilibrar emocionalmente. Tentando entender que isso é o melhor pra você e que logo o melhor chegará pra mim. Hoje acordei ainda meio triste, mas agora me sinto melhor que ontem. O que mais me machuca é quando me lembro do que vivemos e aí me veem a mente você vivendo isso com outra pessoa. Acho-me egoísta por isso. Mas é isso que sou nesse momento. Porque queria muito mais do que o tive. Queria tempo e infelizmente tive pouco. Depois de tantos pensamentos soltos, comecei a juntar alguns pedacinhos dentro de mim. E enquanto estou aqui reorganizando alguns sentimentos, do nada minha mãe entra no quarto chorando. A sensação que tenho pelo choro dela é que alguém morreu, ou que algo ruim aconteceu. No entanto, ela me diz que está com saudade. Ah, não acredito. Agora não por favor! Não estou preparada pra isso nesse momento. E agora? Eu tenho que me segurar pra não cair no choro também. Porque tudo que estou sentindo agora é saudade de você! Saudade do que vivi e também do que não vivi. Então, eu me seguro pra não chorar,  porque se eu começar, sei que eu e ela não pararíamos tão cedo. Juntos todas as minhas forças para dizer que daqui a pouco estaremos mais adaptadas. Tento acalmá-la. Mas na verdade eu não estou nada calma por dentro. No entanto, de algum modo deixo transparecer que sou forte e que está tudo bem. Porque apesar de não está tudo bem, sei e confio muito que em breve estaremos gostando da nossa vida aqui e que tudo o que sinto hoje, será apenas recordado nas conversas entre amigos quando contar sobre o processo de adaptação a um novo lugar. E que tudo isso sejam apenas lembranças do início de uma vida no Norte do Brasil.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fugitiva ou Protegida?

Escrevendo aqui outro dia, disse que uma velha amiga sabe apenas parcialmente sobre minha vida. E hoje vim falar parcialmente dessa história. Isso mesmo, porque o enredo completo renderá muitas páginas. Minha família tem sérios problemas. Mas isso toda família tem, ou então não se chamaria família ne? Mas garanto que a minha tem alguns mais complexos. E é justamente devido a essas complexidades que eu tive que mudar de estado, mudar de região, deixar amigos no passado literalmente, ou seja, tive que perder o contato de propósito para que eles não ficassem me questionando onde e com quem moro. Isso foi bem complicado. Simplesmente desaparecer da vida de pessoas que cresceram com você desde a sua infância até os 22 anos não é algo tão simples. Mas foi a decisão certa a fazer. Por isso acho que sou ou fugitiva ou protegida do FBI (haha), já que poucas pessoas sabem onde realmente estou. E viver assim sem muitos vínculos com o passado, com os velhos amigos deixa o processo de adaptação em um novo lugar, um pouco mais dolorido e faz com que a saudade seja sua companheira diária enquanto não crio minhas raízes nesta nova terra. Hoje tento construir uma vida nesse novo lugar, aos poucos, tentando fazer novas amizades, e isso na verdade é o mais complicado, quando não se tem uma rotina com pessoas que não seja a sua família. E ainda mais porque não me acho alguém fácil de realizar o primeiro contato. Sou amigável, mas pra isso preciso que alguém faça o primeiro contato e como não estou nesse luxo todo, há alguns dias eu tive a oportunidade de fazer isso e não deixei passar. E é assim que irei construindo meus novos amigos aqui. Aos pouquinhos, mas com bastante fé e coragem. E claro contando sempre com a ajuda de pessoas que fazem meus dias serem mais alegres apenas com mensagens no WhatsApp. A vocês um abraço bem apertado e um obrigado sincero que palavras nenhuma conseguem expressar. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

De uma mensagem recebida


Tô nessa de escrever sempre. Seja pra extravasar a raiva, a saudade, a felicidade ou a tristeza e também pra registrar aqui minhas descobertas nesse mundo tão novo e diferente. Hoje escrevo pra aliviar a dor, pra fazer com que o sentimento acabe mesmo que o processo seja lento. Escrevo para ver se as lágrimas param de cair do meu rosto. Hoje quando li um texto que o moço me fez (tive a sensação que ele não foi escrito todo de uma vez, mas o que isso importa ne?). Aliás, quando você me disse que precisava falar comigo eu já sabia que você falaria algo nesse sentido. Senti que as coisas mudaram. Percebi que a intensidade e os assuntos para as conversas não eram mais os mesmos. Mas foi quando li cada palavra ali escrita por você, foi nesse momento que eu não consegui ser forte. Nesse momento meu olho encheu de lágrima e o sentimento de perda invadiu meu ser, sem ao menos pedir licença. Sei que você merece ter alguém bacana e especial aí perto de você e não é por isso que to assim, fragilizada, sofrendo, chorando. Na verdade isso é o ápice de tudo que tenho guardado. A sensação de perda é generalizada. Sinto que perdi muitos dos meus amigos e sei que perdi mesmo! Tenho a sensação de ter perdido uma independência que outrora eu tive (pelo menos parcialmente). Parece que me perdi no meio de alguma coisa. Me sinto perdida. O sentimento é que perdi você. Não o amigo, mas o cara pelo qual me apaixonei. Hoje torço intimamente para que tudo isso passe. Pra que eu me organize interiormente e emocionalmente para ti ter como amigo. Torço 
para que essa tão difícil fase de adaptação passe logo. Que eu consiga me sentir segura para ir e vir nessa cidade tão grande, que eu tenha pra quem ligar só pra tomar um sorvete ou mesmo um açaí. Que eu consiga me sentir outra vez em casa, como consegui me sentir em Natal. Que eu consiga alçar novos vôos e que neles eu esteja acompanhada de amigos e novos amores. E que a vida continue me presenteando com pessoas e momentos especiais como tem feito até agora. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Meu Pai


           Hoje fazem 4 anos que você partiu. Não sou hipócrita de dizer que eu passei o dia lembrando, pelo contrário só lembrei porque minha mãe comentou. Na verdade não gosto de mortes e por isso não  fico lembrando de datas assim. Até porque sinceramente, para mim essa data não significa muita coisa. Apenas o dia que recebi uma ligação de uma prima dizendo que você não tinha resistido aos tiros. Senti que não estava dentro de mim, senti como se fosse um pesadelo, como se não fosse real. Mas o fato é que era real.
               Lembro perfeitamente da primeira pessoa que me abraçou depois que cai em lágrimas. Lembro que comecei a ficar ainda mais triste porque minutos antes eu tinha ligado para casa naquela noite e depois de dias sem falar com você eu pedi a mãe para passar o telefone pra você, mas infelizmente você tinha acabado de sair de casa. Tinha saído pra nunca mais voltar. Fiquei com esse peso durante dias, meses. Me culpando por não ter ligado horas ou dias antes pra falar com você. Mas hoje já não sinto mais isso.
               Lembro-me da última vez que o vi, quando foi me deixar em Natal para mais um semestre letivo. Lembro perfeitamente como aproveitei minhas últimas férias em que você esteve presente, lembro-me de andar de mãos dadas com você e de como me sentia paparicada por ser a menininha do pai.
               Quando cheguei em casa, no seu velório, com aquela multidão de gente me dando os pêsames (odiei receber todos eles, tanto porque não queria que fosse o seu velório,  como porque não gosto nenhum pouco dessa palavra, acho pesada demais para um momento tão doloroso) e com meus avós, tios e minha mãe chorando, tentei chorar o mínimo possível. Porque sabia que todos estavam preocupados comigo e então tentei ficar ali quietinha fingindo para mim mesmo que aquilo não podia ser real. Mas infelizmente foi. Todo o choro que guardei foi liberado dias depois nas madrugadas deitada em minha cama. Chorei e chorei muito!
               Na verdade hoje em dia vez ou outro choro quando trago essas lembranças (como agora) para o presente, mas o tempo foi muito generoso comigo, com minha dor e minha saudade. Mas é claro que ainda sinto a sua falta pai. Falta do seu colo (sempre gostei de está nele, mesmo depois de grande e de ser mais pesadinha que uma criança). E senti muita saudade no dia da minha colação e do meu baile de formatura. Naqueles dias chorei de alegria pela minha conquista, mas também de saudade porque sei que essa conquista também foi sua, pela força que me deu para entrar na faculdade e por saber de seu sonho de formar a sua filha. É por isso que não me lembro de você em datas como essa, deixo pra lembrar em coisas que faço e sei que você ficaria orgulhoso de me ter como filha. Ao meu pai, que não era o melhor pai do mundo, mas soube perfeitamente ser o meu pai, o pai que eu precisava ter, o meu amor e agradecimento sincero.
        

Indo à Biblioteca

               Já havia decidido que segunda começaria a estudar numa biblioteca aqui da cidade. Pesquisei e decidi que a da universidade estadual era a melhor por ser um pouco (nem tanto) mais próxima de minha casa. Olhei no Moovit (um ótimo aplicativo de localização) qual ônibus deveria pegar e qual a rota deste. Na segunda à tarde cheguei mais cedo da academia para ir p à biblioteca. No entanto, ao começar a rever o mapa fiquei muito confusa com tantas ruas, já que eu tinha que andar um pouco a pé até chegar a uma parada que o ônibus que eu ia pegar passasse. Pelo avançar da hora decidi deixar a aventura para a terça pela manhã.
               Acordei bem cedo, fiz meu ritual de ficar na cama mais alguns minutos após acordar para que meu corpo finalmente entendesse que já era hora de está alerta. Sempre estudei pela manhã, mas isso não significa que sou adaptada a acordar cedo, pelo contrário, quem me conhece sabe que sou uma dorminhoca sem igual. Mas o fato é que apreendo melhor se estudar pela manhã e também aproveito o resto do dia e de quebra ainda tenho sono cedo pra dormir cedo e acordar cedo novamente.
               Pois bem, acordei, me arrumei e quando fui tomar café percebi a chuva que estava caindo e o céu de um cinza bem escuro. Ah, meus planos foram por água a baixo junto com a água que escorria pelas ruas. Mas não desisti. Deitei um pouco pra esperar e pouco tempo depois a chuva passou. Embora o céu ainda permanecesse escuro. Peguei o guarda chuva e fui para a parada de ônibus. Com a ajuda do aplicativo (olhei para ele a cada rua que o ônibus entrou) consegui chegar ao destino certo. Entrei na biblioteca e ops... Adivinhe? A biblioteca está sem internet e eu preciso fazer um cadastro (que precisa da internet) para poder ter acesso aos livros. Depois de uma hora de espera, o sistema voltou, mas para minha sorte lá não tinha nenhum dos livros que eu precisava para estudar.
               Realmente parece um complô ne? Porque eu estou bem mal acostumada a ficar em casa, dormir a manhã inteira, assistir TV, ficar na internet, comer, fazer tudo que eu gosto. Ai quando decido que preciso mudar e que preciso ter uma rotina de estudos, acontece  essas coisas. Mas valeu a experiência de andar de ônibus (pra quem não está acostumada com uma cidade nova, cada ônibus pego é uma oportunidade de conhecer mais um pouco da  cidade) e vamos a próxima biblioteca ne?


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Irmãos?

Caramba como sinto falta de uma irmã ou mesmo de uma relação amigável com o único irmão que tenho. Desde criança nunca fomos próximos, mas com a adolescência onde tive que sair de casa e me afastar ainda mais dele e com a chegada da vida adulta parece que surgiu um abismo entre essas duas pessoas. Sinceramente não sei como dois irmãos podem ser tão completamente diferentes, tão avessos, tao sal e açúcar sabe? Na verdade juro que não sei qual o sentimento que tenho por ele. Porque nem de longe somos colegas, que dirá termos uma relação de irmãos de verdade. Confesso que sinto um pouco de inveja (inveja boa, claro)  daqueles irmãos que são mais que amigos sabe? Que são irmãos além dos laços sanguíneos, que conversam, que dividem sonhos, compartilham segredos, que se abraçam e se beijam, que brincam um com o outro, que se cuidam sabe? Não consigo falar mais que uma frase com esse cara estranho que me dizem ser meu irmão. Não tenho assunto apesar de tentar alguma vezes, a conversa não flui, não avança, quando não terminamos aos gritos. Percebo claramente como ele ou eu conseguimos conversar e nos dá bem com qualquer pessoa que seja de fora, contando com não seja nós dois numa mesma conversa. E isso me entristece algumas vezes, mesmo que na maioria do tempo eu nem ligue pra essa situação. Na verdade a minha dúvida é se somos diferentes demais ou parecidos demais em certos aspectos. O que acontece é que na maioria das vezes discordo e muito do que ele faz, pensa e age. Embora também faça isso com muitos amigos e nem por isso a nossa relação de amizade é afetada. Mas a verdade é que não sei nem que tipo de relação eu tenho, se é que tenho alguma relação com ele. 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sobre o primeiro dia no Sup

Quem me conhece sabe que gosto de provar quase tudo, mesmo que eu tenha a sensação de que não irei gostar. Mas preciso provar pra poder dizer a alguém quando for questionada se é bom ou ruim, mas principalmente pra falar que é uma das coisas que embora não seja uma das melhores do mundo, merece ser provada ou ser feita.
Foi assim quando comi acarajé pela primeira e única vez na vida. Nem foi na Bahia (infelizmente ainda não pisei em solo baiano), mas quando vi uma plaquinha com o nome acarajé numa praia do litoral potiguar, minha curiosidade falou alto e eu quis provar dessa iguaria. Na época eu estava acompanhada de umas amigas (As Coisinhas) e apenas uma delas já havia experimentado. Questionei se era bom e ela apenas disse ser algo que valeria a pena comer, para depois opinarmos. Então decidi comprar, provei e graças a Deus que compramos apenas um para dividirmos com todas, porque a pimenta é bem forte (embora eu tenha dito que queria o menos apimentado possível) e o sabor bem diferente. Não achei ruim, mas também não me apaixonei pelo sabor. Talvez seja semelhante a sushi ou mesmo ao açaí, já que também não gostei de nenhum dos dois a primeira vista, mas após a primeira impressão, me apaixonei completamente pelo sabor desses dois itens, que hoje com toda a certeza estão no topo das minhas preferências de comida. No entanto não tenho vontade de comer acarajé novamente (possa ser que se eu for morar la pela Bahia um dia, eu mude essa ideia), mas é algo que não me arrependi de ter experimentado porque gosto de poder ter opinião.
O mesmo acontece também em outras áreas de minha vida. Gosto de viver coisas novas e desafiadoras. E foi nesse intuito que 5 dias após chegar a esta cidade, que eu aceitei e topei fazer um Sup nas águas do rio Solimões. Não, eu nunca tinha sequer visto alguém fazer isso. Aceitei e amei a experiência. É óbvio que ao ouvir o instrutor falando sobre as posições na prancha eu tive vontade de desistir, mas graças a Deus não o fiz. Ao subir na prancha e ver que eu estava no meio de tanta água sem ninguém ali do lado (na mesma prancha) para me socorrer caso necessário (já que não sei nadar) me apavorou um pouco (apesar de está com colete salva-vidas e presa a prancha que obviamente flutua e não me deixaria afundar caso caísse na água), mas aos poucos fui me soltando até conseguir ficar em pé. (SIM!! Eu fiquei em pé. Haha). Até tirei o colete e consegui mergulhar, ainda presa a prancha e segurando nas pernas do instrutor (só quem não sabe nadar entende esses medos loucos). Apesar de cansar bastante e ter ficado toda quebrada no outro dia (quem manda ter vida sedentária), foi ótimo a experiência do Sup e com toda certeza ele foi adicionado a minha lista de coisas boas para repetir na vida.
Ainda bem que consigo aproveitar, experimentar e viver coisas novas, mesmo que pareçam desafiadoras e dêem aquele friozinho na barriga. Mas se estou aqui em outro estado, estou para aprender coisas novas né? Estou super curiosa para experimentar tantas e tantas comidas que existem aqui e nunca tinha ouvido falar. Já estou esperando ansiosamente para provar Tacacá, tucumã, Mingau de banana, X-caboquinho (essas foram as que ouvi falar) e tantas outras comidas que ainda nem ouvi o nome.  

Conhecendo o Centro dessa Cidade

Gente eu nem acredito que depois de exatos 30 dias morando nessa cidade eu consegui pegar um ônibus e ir sozinha (apenas com minha mãe que também não conhece nada) ao centro dessa cidade. Hahaha. Pense numa emoção. Sempre fui independente pra andar de ônibus e até de metrô, então já estava passando da hora de pegar meu primeiro ônibus aqui e começar a descobrir o tanto de coisas que aqui existem e que preciso conhecer.
O destino foi o centro comercial. Na ida dentro do ônibus eu me senti uma criança olhando para os dois lados da rua e tentando decorar pontos de referência. Depois de não saber ao certo onde desceria, sabia que era num terminal, mas aqui existem milhares deles, seria o primeiro, o segundo ou o próximo? Particularmente não tenho problemas em pedir ajuda a alguém quando não conheço o local, mas prefiro fazer isso quando estou sozinha, me sinto mais a vontade. E está acompanhada de minha mãe me tirou um pouco dessa inciativa, coisa que ela também não tem em relação a esses assuntos. Então quando achei que era o terminal certo, apenas intuição, sem nenhuma certeza, decidi descer. Tivemos que voltar um pouco para encontrarmos as lojas que vendiam o que eu estava procurando. Perguntei a várias pessoas onde vendia e como eu poderia chegar. Algumas pessoas tinham mais paciência e explicavam detalhadamente ensinando rua a rua (já que eu não sabia o nome de nenhuma) como chegar aonde eu queria, outras nem tanto. Achamos o centro pouco movimentado para um dia de sábado e pouco comércio. Mas depois de andarmos e suarmos muito nesse calor (ôh lugar quente!) percebi que estávamos completamente erradas.
O centro é enorme, a sensação que tive foi que andamos em apenas um terço dele. É muito comércio, muita loja (muita mesmo), muitos Bancos e praticamente todo o centro é em prédio histórico, incluindo o Carrefour e as Lojas Americanas (nunca imaginei essas duas lojas em prédios históricos, haha). Alguém já entrou num Carrefour que é assim? Haha. É muito legal. Acho prédios históricos um charme, por mim tiraria fotos na frente dos que eu elegesse os mais bonitos, mas não o fiz por dois motivos. Primeiro, todas as pessoas me achariam meio doida, já que não vi ninguém com esse costume e segundo, que fiquei com medo de ficar sem celular, já que me falaram que aqui anda meio perigoso para assaltos desse tipo. Mas o fato é que gostei muito do centro apesar do calor indescritível.

A volta foi bem tranquila e deu tudo certo. E essa foi a minha primeira ida ao centro e minha primeira aventura de ónibus e sem ninguém pra me guiar numa das 10 maiores cidades do Brasil. É isso aí. Simbora conhecer essa cidade sozinha, já que o povo dessa casa prefere ficar no ar condicionado. 

Querendo Te Encontrar

Às vezes não consigo esquecer
Daquele nosso amor
Momentos tão incríveis com você
Que o tempo não apagou

É como num romance de cinema
Minha paixão, você chegou
O seu olhar pra mim é um poema
Minha canção de amor

Não sei porquê essa saudade
Só faz me maltratar
Será que um dia nos meus sonhos
Você vem me acordar?

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar

Às vezes não consigo esquecer
Daquele nosso amor
Momentos tão incríveis com você
Que o tempo não apagou

Não sei porquê essa saudade
Só faz me maltratar
Será que um dia nos meus sonhos
Você vem me acordar?

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar

Não faz assim, não sei viver sem ter você pra mim

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar

O seu amor pra mim é tudo
Eu não vou te perder, eu juro
Preciso tanto dos seus beijos
Menina, eu tô querendo te encontrar

Eu tô querendo te encontrar
Eu tô querendo te encontrar


Onze:20

Uma velha amiga (cearense)

Reencontrar velhos amigos é o mesmo que ganhar um presente. E foi essa a sensação que tive há uns dias atrás. Estava e na verdade ainda estou bem pensativa esses dias. Nada melhor que tempo livre + ócio pra nos fazer pensar em tudo. Desde o seu passado de infância até o seu futuro que você ainda nem conhece. E foi pensando no passado que me lembrei de uma dentre as minhas velhas amiga do Ceará que tive que abri mão do contato. Uma decisão bem radical, difícil, mas que foi necessária. Ao lembrar-me de minha amiga mais desastrada bateu uma enorme saudade. Amiga de ensino médio. Ai já viu ne? Depois de lembrar e imaginar como estaria sua vida, resolvi tentar um contato via e-mail. Eu sei que hoje em plena explosão de utilização do WhatsApp, praticamente ninguém utiliza esse meio de comunicação para uso pessoal, ainda mais conversas. Mas eu comecei a usar bastante durante esses últimos dias devido há algumas circunstâncias. Mandei um e-mail curto, perguntando sobre a vida dela e falando da saudade. Nem tive muitas expectativas, porque cogitei a possibilidade de ela não mais usar o mesmo endereço de e-mail. No entanto, no mesmo dia fui surpreendida com uma resposta consideravelmente grande, cheio de alegria pelo contato retomado e me colocando a par de muitas coisas da vida dela. Fiquei feliz. Muito feliz. Sabe quando uma amizade é um presente em sua vida? Imagine então poder ter contato novamente com o presente que a vida ti deu anos atrás e que por motivos diversos os nossos destinos tomaram rumos diferentes. Mas hoje cá estamos nós minha amiga. Novamente sabendo da vida uma da outra, na verdade ela sabe parcialmente sobre a minha, já que pareço mais que vivo como uma protegida do FBI ou será uma fugitiva? Haha. O importante é que o contato foi retomado e isso me fez um bem danado. 

Babando crianças

Numa noite dessas fiquei observando a beleza, o brilho e o encantamento que uma criança transmite. Criança é pureza, bondade. Ser criança é descobrir o novo a cada segundo de vida. É sorrir ao ver um rosto conhecido ou simplesmente ao jogar areia da praia ao vento. Essa foi à cena que tive o prazer de presenciar: Uma criança linda descobrindo o mundo de uma praia. Ver o seu sorriso quando corria para perto da água, quando se jogava na areia ou a jogava em si mesmo, foram momentos que prenderam minha atenção durante um bom tempo. E nisso me peguei pensando no dom de ser mãe. Sempre soube que quero sim exercer a função da maternidade, em um dia distante claro. Mas enquanto isso me contento com o presente que terei em breve: ser tia (um sonho que sempre achei que não seria realizado) e de cara já presumo que serei uma tia babona e que vai amar muito esse(a) sobrinho(a). Amo crianças e fico boba só de observá-las e poder vê-las desvendando o mundo a sua volta com toda a inocência e uma curiosidade insaciável. Amo o cheiro, a sinceridade, o sorriso e o abraço de uma criança e me desmonto inteira quando sinto aquela mãozinha tão pequena procurando por minha mão para segurar a dela, sinto como se pudesse transmitir segurança e é como se eu dissesse: não se preocupe eu estou aqui com você. Toda essa cena só me fez querer ainda mais ser tia e poder acompanhar de pertinho o crescimento de uma criança, com suas quedas e tombos, com o choro, e principalmente com os sorrisos que com certeza encherão não somente a casa, mas também a minha vida de alegria.